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BRASIL ► É sério isso?

10 mar
1 – Deu na coluna do Ancelmo Góis no jornal O Globo (http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2010/02/18/a-coluna-de-hoje-267300.asp):

Calma, gente
A ONG Fala Bicho entra hoje com ação na Justiça contra a União da Ilha, que desfilou na Sapucaí mostrando uma simulação de tourada.
Scheila de Moura, presidente da ONG, diz que a alusão ao tema é apologia ao crime. Será?
 

Arquidiocese pede indenização por uso do Cristo Redentor em “2012”
A cena em que o Cristo Redentor é destruído no filme “2012” continua gerando polêmica. O longa foi lançado em novembro, mas a Arquidiocese do Rio de Janeiro ainda cobra da Columbia Pictures uma indenização por uso indevido de imagens do Cristo Redentor.
O jornal “O Estado de São Paulo” conta que as negociações começaram em dezembro e preveem retratação pública por escrito. Se as duas partes não chegarem a um acordo até março, a instituição vai entrar com uma ação judicial.
Apesar de não cobrar pelas imagens do Cristo, a arquidiocese pode vetar seu uso. Antes da gravação do filme, a Columbia havia consultado a organização e teve o pedido negado. O diretor Robert Emmerich fez as cenas mesmo assim.

*** 

Deixa ver, rapidamente, se entendi: 
Caso 1 – Vamos dar o exemplo da escravidão. Falar sobre escravidão numa escola de samba, provavelmente a instituição que mais se fez ouvir bradando pelos direitos e enaltecendo a raça negra, também não pode? Representar a escravidão em filmes de cinema também é apologia? Simular consumo de droga numa peça teatral também é apologia? Nada disso pode? Ainda vou entender essas coisas…

A propósito: odeio touradas, acho um ato desprezível, torço sempre pelo touro.

 

Caso 2 – Então destruir o Cristo em um filme de ficção não pode? Mas se der dinheiro para a Arquidiocese fica tudo por isso mesmo? Vender imagens do Cristo de braços abertos sobre a cidade em porta de igreja pode? Vender o Cristo crucificado também pode? Será que Jesus aprova isso? Lembram-se do que Ele fez ao chegar a um templo e encontrar um monte de oportunistas que vendiam de tudo e procuravam ganhar dinheiro de todas as formas? Acho que Ele não gosta nem um pouco desse negócio de venderem a imagem d’Ele por aí a torto e a direito… E eu gostaria de saber desde quando a Arquidiocese é dona do Cristo Redentor. Acho que perdi esse capítulo.  

***


Dizem que quem inventou o trabalho não tinha muito que fazer. No fim das contas, acabou sendo uma grande ideia, porque não ter o que fazer pode gerar ideias muito piores. 

*** *** ***

Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 10 de março de 2010 em Brasil, Rio de Janeiro

 

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