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FUTEBOL ► Flamengo 3 x 2 Caracas: a vitória que só a torcida queria

24 abr

Há muito quem acompanha futebol com mais atenção ao que ocorre nos bastidores tem a impressão de que dirigente de clube grande não veste camisa. Só quer saber de si, sua carreira esportiva no clube ou não e o resto fica em segundo plano, mesmo os resultados dentro de campo.

Os exemplos cada vez mais surgem por aí (ia dizer “abundam por aí”, mas não ficaria legal…). O meu Fluminense é um pote cheio, estou tomando até fôlego para refletir sobre isso em forma de post. Mas aqui me deu vontade de falar rapidamente sobre o Flamengo.

Às vésperas de uma partida decisiva para as pretensões do clube na Taça Libertadores e em meio a um turbilhão de eventos que têm tumultuado o dia a dia do clube, fiquei com a nítida impressão que uma vitória, principalmente uma boa vitória (o que, afinal, não aconteceu), desagradaria tanto à direção atual como dirigentes que lhe fazem oposição.

O raciocínio é simples: com um técnico de nome como Muricy no mercado, a direção atual não queria perder a chance de esconder a crise interna com a contratação do renomado treinador. Mas Muricy sempre diz que não negocia com clube que tem treinador sob contrato. Daí o interesse pela demissão de Andrade, ídolo do Flamengo como jogador e que à beira do campo levou há apenas quatro meses o rubro-negro a uma improvável conquista do Campeonato Brasileiro. E ainda passaria o patético recibo que a culpa de tudo de errado que acontece na Gávea se resumia ao treinador. Por isso para a direção atual seria um mau resultado contra o possante Caracas – diga-se de passagem, um time fraquíssimo, ainda mais com a formação mista que veio ao Rio de janeiro que incluía um goleiro (reserva) sem sequer estatura e fundamentos para a posição.

Já para os dirigentes da oposição, muitos dos quais que revezam-se há anos no poder, quanto pior, melhor. A impressão que passam é de que não estão nem aí para títulos e sucesso rubro-negro. O que importa é conseguir armas para atacar a administração de Patrícia Amorim.

Patrícia Amorim meio que deixou a Gávea se transformar numa casa da Mãe Joana, mas nada muito diferente do que administrações anteriores faziam. Curioso é que quatro meses atrás a situação era praticamente a mesma e o time tornou-se campeão brasileiro. Agora a culpa é do treinador…

Pobre dos torcedores, únicos realmente interessados apenas nas vitórias de seu clube, seja em que situação se encontre.

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Publicado por em 24 de abril de 2010 em Futebol

 

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