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AUTOMOBILISMO ► Deu na internet: “Abre o olho, Stock Car!”

Vejam o post publicado por Erich Beting em seu blog (http://negociosdoesporte.blog.uol.com.br/).


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03/05/2010
Abre o olho, Stock Car!

“Cortar a transmissão da Stock Car a 3 minutos do fim é muito frustrante. Até desliguei a TV”. A frase é de Rubens Barrichello, piloto de Fórmula 1 e entusiasta da Stock, às 10h51 de domingo. Foi postada em seu perfil no Twitter. E revela o risco da Stock Car de acabar como produto esportivo no longo prazo.

Há dois anos, a Stock se vangloriava de ser o benchmark para o automobilismo nacional. A categoria tinha suas 12 etapas transmitidas ao vivo na Globo (sendo quatro provas aos sábados), havia acabado de fechar com a Nextel como patrocinador principal da categoria e, mais do que isso, já conseguia oferecer uma alternativa viável para o piloto brasileiro construir a carreira dentro do próprio país.

No ano seguinte, caiu o número de provas ao vivo na TV aberta: foram oito, sendo que as quatro que aconteciam aos sábados passaram para o domingo, para permitir aos patrocinadores mais tempo para a realização de ações promocionais. Até aí, menos mal. Uma coisa compensava a outra.

Mas, hoje, a situação é preocupante, para não dizer outra coisa. Nenhuma prova é transmitida na íntegra em TV aberta, o patrocínio da Nextel deu lugar ao da Caixa (nada contra, mas a Stock perdeu o apoio da iniciativa privada para ter o aporte de uma empresa estatal, eterna “anjo da guarda” do esporte brasileiro) e cada vez menos os pilotos têm a certeza de que terão patrocínio garantido para os seus carros.

Para piorar, o apoio incondicional da Globo já não é tão grande assim. A emissora continua a vender o pacote para a Stock Car como parceira da competição. O patrocinador paga cerca de R$ 3 milhões para estar na categoria e cerca de duas vezes isso para estar também nos veículos da Rede Globo (TV aberta, TV fechada e site) que fazem a cobertura da categoria. Mas a parceria tem de ir além da venda comercial da Stock. É inadmissível que o esporte permita ter a transmissão de sua prova encerrada com três minutos de antecedência. Ou que o canal a cabo, com 24 horas de programação, não transmita a prova ao vivo, enquanto exibe, no mesmo horário, um documentário sobre futebol…

Ou a Stock Car abre o olho, ou vai perder o status de grande categoria do automobilismo. Sim, continua sendo mais negócio ter a Globo como parceira. Principalmente pela qualidade na geração de imagens das provas. Mas de que adianta ter boa qualidade de imagens se elas não vão ao ar quando devem?

Esse é só mais um dos dilemas que se apresentam para os gestores da Stock.

Nos próximos anos, esse modelo de total obediência à TV vai se revelar um tiro no pé. A Stock tem história, apoio e potencial para exigir mais de seu parceiro de transmissão. Ou para procurar alguém que seja, de fato, um parceiro dela.

Por Erich Beting às 18h35

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Como comentei lá no espaço do jornalista, trata-se de mais um exemplo do procedimento padrão da emissora do jardim Botânico, que no momento deve estar apenas preocupada em evitar que o produto Stock Car caia nas mãos da concorrência, pouco preocupando-se em divulgá-lo.

A interrupção da transmissão da corrida a três voltas do fim já diz tudo. 

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Categorias:Automobilismo
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