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NBA ► Phoenix Suns continua sem respostas para o ataque do Los Angeles Lakers, que abre 2 x 0 na série

20 maio
Phoenix Suns 112 x 124 Los Angeles Lakers
Final Conferência Oeste
(0 x 2)

Antes do jogo 2 da série final da Conferência Oeste entre Los Angeles Lakers e Phoenix Suns, a estrela do Arizona Amare Stoudemire fez um comentário pra lá de bobo, deselegante e desnecessário, dizendo que a grande noite de Lamar Odom, vindo do banco, no jogo 1 (19 pontos e 19 rebotes) havia sido sorte. Pois ontem à noite Odom novamente foi muito bem, conseguindo mais um duplo-duplo (17 pontos e 11 rebotes), ampliando seus números como o jogador saído do banco de reservas com maior número de duplo-duplos em partidas de playoffs entre aqueles que estão em atividade. Se isso é só sorte, não creio, mas sei que azar está levando o Suns de encontrar pela frente um time contra o qual não está conseguindo se defender.


Se defender nunca foi mesmo seu forte, atacar até que o Suns está conseguindo. O problema é que, como disse o treinador Alvin Gentry, cada vez que o time calibra seu ataque para igualar-se ao adversário, o Lakers vai lá e cria novas ações ofensivas para as quais Steve Nash, Stoudemire & companhia não encontram respostas.

Ontem foi assim novamente. Após o Lakers abrir 14 pontos ainda no segundo quarto e ameaçar uma nova lavada, o Suns conseguiu manter-se vivo no jogo graças a suas ações ofensivas, sem perder o adversário de vista no placar, com a diferença variando ali entre os sete e os 10 pontos. Até que o Lakers piscou e no final do terceiro quarto o Suns estava vivíssimo na partida, empatada em 90 pontos. Mas quando parecia que o time do nosso Leandrinho (que cortou a cabeça após uma queda sobre os fotógrafos atrás da cesta!) poderia roubar uma sonhada vitória no Staples Center, o Lakers reajustou seu jogo e, comandado por Pau Gasol em noite espetacular e Kobe Bryant jogando em modo Steve Nash (bateu seu recorde de assistências em partidas de playoffs, 13, o maior número alcançado por um angelino desde Magic Johnson em 1986), fechou o jogo com certa tranquilidade.

Sabem aquela briga em que o maior e mais forte estica o braço, põe a mão na cabeça do adversário e apenas se esquiva de socos que não o alcançam? Pois é, o Lakers parece controlar a série assim, mantendo o Suns sempre a uma distância segura.

Mas nem tudo é desespero em Phoenix. Afinal, o time não desiste nunca,  pontuou bastante nesses dois primeiro jogos (107/112) e ontem conseguiu brigar mais pelos rebotes. O problema é segurar o ataque adversário, que marcou mais de 120 pontos duas vezes consecutivas. Jason Richardson e Grant Hill (enterrando na foto, muito bom vê-lo em condições de jogo novamente, grande jogador!) foram os destaques do time. Municiados por Steve Nash (15 assistências), anotaram 27 e 23 pontos respectivamente, com o mesmo aproveitamento de 10 arremessos convertidos em 17 tentativas. Vindo do banco, Jared Dudley conseguiu bons números: 15 pontos, cinco rebotes e quatro assistências). As bolas de três apareceram mais, foram 10 convertidas em 24 tentativas, contra cinco em 22 no jogo passado. A marcação dupla e às vezes tripla sobre Kobe até poderia ter funcionado, se o astro de LA não fosse capaz de distribuir passes decisivos a torto e a direito, especialmente para Gasol.

Em minha opinião, diminuir o ritmo do Lakers talvez nem fosse necessário para o Suns se suas estrelas estivessem brilhando mais. O elevado placar das partidas da série é até um alento para o Suns, que está habituado a isso. Mostra até que, de algum modo, o Lakers está jogando mais no estilo do adversário que no seu próprio. O problema é que Nash e Stoudemire estão longe de seus melhores momentos. Apesar do ótimo número de assistências, Steve Nash foi pouquíssimo á cesta (apenas oito arremessos) e marcou apenas 11 pontos, pouco para as necessidades do time neste confronto. E alguns dos cinco turnovers que cometeu foram constrangedores para um dos melhores armadores da NBA das últimas décadas. O falastrão Stoudemire, por sua vez, trava uma luta muito inglória contra os homens grandes do adversário. Ontem foram apenas 18 pontos, sem conseguir atacar a cesta como o Suns precisava. Além disso, Gasol (foto) praticamente deitou e rolou em cima dele em alguns momentos do jogo.

Um grande alento para o Suns, não muito alardeado pelos comentaristas (na verdade, ainda não cheguei a ler nada a respeito, mas alguém deve ter comentado) é a rotatividade de seu time. Assim como no jogo 1, Alvin Gentry usou bem 10 jogadores na rotação, enquanto que o Lakers segue apenas com oito. O banco de LA resume-se a Odom (bandejando na foto), o inconstante e às vezes desesperador Jordan Farmar e o abusado Shannon Brown. O resto, basicamente, só no trash time. Como o jogo apertou ontem, Phil Jackson em nenhum momento atreveu-se a pôr em quadra Josh Powell, Sasha Vujacic, D.J. Mbenga e o ainda bem fora de forma Luike Walton. Daí aquela impressão de que o sonho do treinador californiano é acabar mesmo rápido com a série. Até porque, se ela estender-se, o Phoenix Suns pode tirar boa vantagem de sua maior rotatividade, fazendo prevalecer uma melhor condição física.

Sendo mais mais sucinto em relação a quem está na frente: o Lakers segue jogando muito basquete, mantendo o Suns sob controle e contando com grandes atuações de suas estrelas. Além das assistências e da ótima distribuição de bola, Kobe cravou 21 pontos. Gasol fez 29 pontos, pegou nove rebotes e anotou cinco assistências. Ron Artest garantiu mais 18 pontos, Andrew Bynum, incrivelmente jogando com o joelho estourado, contribuiu com outros 13, mais sete rebotes. Enfim, todos que foram à quadra de amarelo e roxo estavam bem, dificultando ainda mais os ajustes tentados pelo Suns.

Agora os times vão para o Arizona. O Suns tem chances, mas precisa acelerar mais ainda o ritmo do jogo e, principalmente, do máximo rendimento de suas estrelas. Frear o ataque de LA é importante, mas Nash e Stoudemire pontuarem mais é fundamental para tentar tirar o Lakers de sua zona de conforto. Se conseguir vencer e prolongar a série, poderá fazer de sua melhor e maior rotação um trunfo decisivo. Mas desde aquele jogo 5 contra o Oklahoma City Thundercats que o Lakers está jogando com muita segurança e em Los Angeles o grito da torcida é um só: “We want Boston!”

Próximo duelo no Oeste marcado para domingo que vem. Para quem estiver acompanhando, lembro que os canais por assinatura Space e Space HD estão transmitindo todos os jogos finais da Conferência Oeste, enquanto a final da Conferência Leste tem suas partidas exibidas na ESPN e na ESPN HD.

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Publicado por em 20 de maio de 2010 em NBA

 

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