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NBA ► Stoudemire brilha e Phoenix Suns diminui vantagem do Los Angeles Lakers na final da Conferência Oeste

24 maio
Los Angeles Lakers 109 x 118 Phoenix Suns
Final Conferência Oeste
(2 x 1)

Discretíssimo nas primeiras partidas da série em Los Angeles, onde só apareceu perdendo ótima chance de ficar calado (a tal história de dizer que Lamar Odom havia tido um “dia de sorte” no jogo 1), Amare Stoudemire finalmente deu as caras na final da Conferência Oeste da NBA. O ala de força jogou como o All Star que é e levou o Phoenix a Suns à vitória no jogo 3, diminuindo a vantagem do Los Angeles Lakers para 2 x 1.

Bastante agressivo o jogo inteiro, cedo Stoudemire (brigando com Ron Artest na foto) carregou em faltas Odom e, principalmente, Andrew Bynum. Somando as faltas ao joelho baleado, Bynum praticamente não pôde jogar. Possivelmente preocupado em poupar-se nos contatos para evitar também pendurar-se, Pau Gasol não forçou a marcação e isso abriu caminho para um show do astro do Suns. Na verdade, se no jogo 2 Gasol deitou e rolou sobre Stoudemire, desta vez ocorreu o contrário. Stoudemire fez o que quis no garrafão, terminando a partida com 42 pontos e 11 rebotes, com direito a pelo menos um “golaço”: entrando pela direita da área pintada, gingou como um atacante de futebol por um lado, saiu pelo outro deixando Gasol a ver navios e fez a cesta no revés. Aproveitem enquanto está no Youtube:


Um detalhe na partida foi a patética contribuição dos bancos das duas equipes, com os jogadores atuando em um nível que nem em pelada do aterro conseguiriam vaga. Os cinco da rotação do Suns acertaram ridículos três arremessos em 21 tentativas, com destaque negativo absoluto para Channing Frye: além de errar todos seus sete chutes, chegou à bizarra marca de uma cesta convertida em 20 arremessos nos três jogos da série. Frye precisa desesperadamente de umas duas ou três cestas seguidas para recuperar a confiança, porque seus arremessos não dão pinta de que vão cair desde o momento que a bola sai de suas mãos. Mas Leandro Barbosa, Louis Amundson,Jared Dudley, Goran Dragic e Jarron Collins também podiam ter ficado em casa, porque praticamente em nada contribuíram na vitória do time. Dudley ainda conseguiu três roubadas de bola. E foi tudo.

Pelo lado do Lakers, o banco (ou seja: Odom, Shannon Brown e Jordan Farmar) não ficou atrás: acertou sete em 24 arremessos e cometeu sete erros não forçados, além de uma série de bobagens que acabaram comprometendo decisivamente o desempenho do time, principalmente no segundo período, quando o Suns pegou gosto pelo jogo, passou à frente e nunca mais foi ultrapassado no placar. O bom Odom foi o capitão do festival de tolices cometidos, atuando a maior parte do tempo de forma errática e optando por jogadas bem equivocadas. Brown só apareceu numa improvável enterrada no rebote de um lance livre desperdiçado por Bynum, num lance bem constrangedor para a defesa do Suns:

A crônica americana tem destacado a alteração da defesa do Suns, com o técnico Alvin Gentry optando pela zona e finalmente conseguindo diminuir o ritmo do Lakers a partir do segundo quarto. Pode ser, claro. Mas, na minha leiga opinião, acho que o resultado passa mais pelo desempenho individual dos jogadores. Desde o início a série destaca-se pelo aproveitamento dos times e pelo fato, já comentado aqui, do Suns nunca desistir de tentar impor seu ritmo de jogo, não permitindo assim ao Lakers o que chamo de “piscar” na partida, como num duelo. tanto que pontuar, o Suns pontuou bem em Los Angeles – só que o Lakers pontuou bem mais. Com Ron Artest muito irregular e Bynum fora de um lado e Grant Hill com imensos problemas para jogar marcando Kobe Bryant do outro, o jogo resumiu-se a quatro Suns contra três Lakers, todos jogando muito bem.

No Suns, ajudando Stoudemire, o pivô Robin Lopez teve muito boa atuação, marcando 20 pontos e brigando muito no garrafão, apesar disso não ter sido retratado em números, pois pegou apenas três rebotes. Jason Richardson é outro que finalmente apareceu na série, anotando importantes 19 pontos (mas continuo achando uma grande roubada a troca que o Suns fez para obtê-lo, perdendo o ótimo marcador Raja Bell e o mais versátil Boris Diaw). E Steve Nash comandou o time com suas 15 assistências e mais 17 pontos. Acabou sendo muito para o Lakers.

E foi muito para o Lakers mesmo com uma soberba atuação de Kobe Bryant. Muito seguro, o astro de Los Angeles ficou muito próximo de um triplo-duplo, anotando 36 pontos, nove rebotes e 11 assistências. Mesmo com problema de faltas, Derek Fisher foi outro jogador consistente, com 18 pontos, mais cinco rebotes e três passes decisivos. E Gasol, soft na defesa, foi muito bem nas ações ofensivas, terminando com 23 pontos e mais nove rebotes.

Agora a série ameaça ganhar corpo e o Suns certamente vai com tudo para o jogo 4, ainda diante de sua torcida. O time, um dos melhores da história da NBA da linha de 3, ainda tem a esperança de que uma hora qualquer essas suas bolas longas voltem a cair, o que pode fazer uma diferença danada a seu favor.

Pelo lado do Lakers, o time está acostumado a situações como essa e tanto pode jogar tudo para vencer a próxima partida e fechar a série sem precisar voltar ao Arizona (até porque o Boston Celtics deve “finalizar” o Orlando Magic em quatro jogos e ganhar precioso tempo a mais de descanso), como, se achar que as coisas estiverem se tornando muito difíceis, segurar-se como um tenista com uma quebra de saque a seu favor para apenas fazer valer seu mando de quadra no jogo 5. Assim a pressão voltaria toda aos ombros de Steve Nash, Amare Stoudemire e seus companheiros no jogo 6, ficando o time de Kobe ainda com o trunfo da “Bola 7” em casa para decidir a série.

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Publicado por em 24 de maio de 2010 em NBA

 

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