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NBA ► Ainda havia magia na cartola: Orlando Magic surpreende, vence Celtics em Boston e ganha sobrevida na final da Conferência Leste da NBA

Orlando Magic 96 x 92 Boston Celtics
Semifinal da Conferência Leste
(1 x 3)

Com um atuação realmente heroica de Dwight Howard, o Orlando Magic surpreendeu o Celtics diante da própria torcida em Boston e calou os gritos de “Beat L.A.!” para mostrar que seu time ainda respira na série que define o campeão da Conferência Leste da NBA, mesmo que ainda o faça por aparelhos.

O Super-Homem justificou o apelido, marcando 32 pontos, pegando 16 rebotes e ainda distribuindo quatro tocos. Principalmente, Howard não desistiu de qualquer jogada, salvando muitos arremessos equivocados de seus companheiros. Na foto aí abaixo, parece até que ele chega voando para enterrar. A partida, decidida na prorrogação, teve muitas das características a que nos acostumamos ver na Conferencia Leste, como defesa forte e muito contato, mas também foi disputada com muitos erros.

Pela primeira vez na série, o Magic conseguiu sair na frente no primeiro quarto, o que deve ter dado moral à equipe. Por alguns momentos, chegou a lembrar o Magic habitual das últimas duas temporadas, girando a bola em busca de um homem livre para arremessar de três e com Dwight Howard dominando a área pintada na briga por possíveis rebotes.

O jogo ganhou ares de dramaticidade quando o Magic deixou escapar uma vantagem de seis pontos a menos de três minutos do fim, graças, principalmente, a uma série de bobagens do armador Jameer Nelson, que parecia concentradíssimo no papel de Médico e Monstro do basquete. Os números dizem que Nelson foi bem: 23 pontos, acertando 50% de seus arremessos, cinco rebotes e nove assistências. E realmente foi. Mas, como diria a personagem Sally de “Harry e Sally, Feitos um para o Outro”, em partes. Hum… Não, pelo que lembro, Sally diria “à parte”. Mas se alguém estiver lendo, acho que entendeu.

Jameer Nelson (nessa primeira foto, em momento Médico) cometeu seis erros não forçados e nos momentos finais da partida tomou decisões que eu achei totalmente estapafúrdias. Ignorando o modo como o time estava ressuscitando na série, o armador simplesmente tomou a bola para si e parou de armar as jogadas, além de cometer erros bobos que poderiam ter custado a vida do Magic. Primeiro, errou um lance livre. Depois fez uma falta tola em Paul Piece, um tapinha daqueles que só servem para o adversário finalizar um ataque com três pontos. Já com a partida empatada, errou um passe forçado que por sorte foi recuperado no rebote defensivo por Rashard Lewis. Para completar as bobagens nesse fim de tempo normal, precipitou um chute com quase 10 segundos de posse bola restantes, errando e permitindo ao Celtics 17 segundos para atacar, o que só não foi decisivo porque um cansado Paul Pierce praticamente tropeçou nas próprias pernas, levando o jogo para a prorrogação.

E aí a faceta Médico e Monstro de Nelson ficou mais evidente: um pombo sem asas nem patas deu tabela e cesta de três,seguida de outra cesta de três, desta vez, digamos, com um arremesso decente, o que colocou  o Magic com seis pontos de vantagem a dois minutos do fim. Com a diferença em dois pontos, errou uma bandeja (recuperada por Howard) e teve a bola roubada de suas mãos nas duas posses seguintes, o que não foi aproveitado pelo Celtics. Enfim: Jameer Nelson, para o bem e para o mal, um dos destaques do jogo, garantia de fortes emoções.

Curiosamente, as ações tresloucadas de Nelson (na segunda foto, um momento Monstro) pelo Magic foi o que pareceu faltar ao Celtics. Por mais paradoxal que possa parecer, o forte jogo coletivo do time de Boston, sua maior força, foi seu pecado na hora de definir a partida. Não havia alguém que pegasse a bola e dissesse: “Deixa comigo agora.” E não precisava ser um Kobe Bryant. Bastava um Jameer Nelson. Nos momentos finais do tempo normal e especialmente no último minuto da prorrogação, o Celtics seguiu com o plano coletivo, fazendo a bola rodar, sem preocupar-se com quem fosse parar, a despeito até das mãos quentes de Ray Allen no tempo extra, quando acertou duas cestas de três seguidas. O resultado é que, com quatro pontos de vantagem e faltando ainda 52 segundos, o Magic não precisou mais pontuar. Na rotação de bola do Celtics, dois chutes seguidos acabaram nas mãos de Paul Pierce, àquela altura visivelmente cansado, que acabou chutando aquelas bolinhas de braço curto que dão bico no aro. E pior: o último chute de esperança da linha de 3 acabou sendo de… Glen Davis!

No Orlando Magic, vale destacar J.J. Redick, que segue fazendo seus pontinhos lá do banco de reservas. Desta vez foram 12 (o mesmo que todo o banco do Celtics), acertando três de seis arremessos, todos os certos da linha de três pontos. E não dá para deixar de lado a péssima, horrível,desastrosa partida de Vince Carter, acertando apenas um arremesso em nove tentativas. Se o Magic ainda sonha com alguma coisa além de uma vitória de honra para evitar a varrida, Carter em hipótese alguma pode repetir essa atuação.

Pelo lado do Boston Celtics, aparentemente um tanto surpreendido pela resistência do Orlando Magic, um fato que pode ser preocupante: a visível queda de produção de suas veteranas estrelas no final da partida. Paul Pierce, que anotara 32 pontos e 11 rebotes até então, errou todos os seus quatro arremessos na prorrogação, sem que nenhum deles desse a impressão de que entraria, tal a forma errada com que saíam de suas mãos – além daquela perda de bola que revelou-se fatal no fim do quarto período. Kevin Garnett, que fizera 14 pontos acertando cinco em cinco, errou todos os seus últimos sete arremessos, alguns à sua feição, ficando sem sequer pontuar a partir do final do terceiro quarto, além de cometer erros de principiante, como um decisivo passe para as cadeiras faltando 42 segundos para a acabar o tempo extra. Problemas aparentemente físicos, de cansaço mesmo. Jogador de menor desgaste, Ray Allen (na foto acima), que poderia ter sido mais aproveitado, terminou com 22 pontos, acertando cinco bolas de três, inclusive aquelas duas na prorrogação. Pesou muito também para o Celtics a discretíssima atuação de Rajan Rondo, que realiza uma grande pós-temporada. Mas ontem ele ficou devendo e seus escassos nove pontos (errou sete de 10 arremessos) não foram suficientes para ajudar o time.

Restou em Boston o silêncio da torcida no final. Calaram-se os gritos de “Beat L.A.!”, mas certamente ficou a certeza de que a definição do encontro com o histórico rival pelo título da temporada foi apenas adiada. Uma pulga atrás da orelha, porém, acho que está incomodando os torcedores verdes: a derrota de ontem seria sinal do temido desgaste físico do veterano trio de estrelas? Resposta na próxima quarta-feira em Orlando, quando o Magic também responderá se a vitória de ontem foi apenas aquele gol de honra para evitar uma humilhação maior ou o indício de que ainda há muita briga pela frente.

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