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NBA ► Banco do Phoenix Suns acaba com o Los Angeles Lakers e empata final da Conferência Oeste

26 maio
Los Angeles Lakers 106 x 115 Phoenix Suns
Final Conferência Oeste
(2 x 2)

Quem disse que os números não mentem jamais? Vejam que curioso: na página da NBA do site da ESPN referente a cada rodada, costuma aparecer os bonequinhos com as fotos e as estatísticas dos jogadores que se destacam, os top performers. Em relação à noite de ontem, lá estão: Kobe Bryant (38 pts, 7 reb, 10 ast), Lamar Odom (15 pts, 10 reb, 3 ast) e Pau Gasol (15 pts, 5 reb, 3 ast), todos do Los Angeles Lakers. Mas quem jogou melhor e venceu foi o Phoenix Suns, que empatou em 2 x 2 a série e encheu de expectativa os próximos confrontos (ao menos mais dois) entre as equipes pela final da Conferência Oeste da NBA.

E vamos um pouco mais além: segundo os números, os
top perfomers do Suns foram Amare Stoudemire (21pts, 8 reb) e Steve Nash (15 pts, 4 reb, 8 ast) Verdade? Mentira, Terta… (referência de gente velha, ninguém que ler deve saber quem é a Terta da história…)

A verdade é que foi um jogo decidido pelos coadjuvantes. Como já disse aqui uma vez em relação a essa série, as maiores esperanças do Phoenix Suns passavam, necessariamente, por seus maiores trunfos em relação ao adversário: o aproveitamento da linha de 3 (um dos melhores times de toda a história da NBA nessa categoria) e a maior rotatividade – e qualidade – de seu banco de reservas. Pois ontem foi uma noite de sonhos no Arizona.

Começando pelo Phoenix Suns. Steve Nash e Amare Stoudemire estavam ok na partida. Mas o quinteto titular do Suns não parece capaz de fazer frente ao do Lakers. Um suposto placar apenas entre os titulares apontaria 86 x 61 para o time californiano. Mais absurdo que isso só a diferença entre o desempenho dos dois bancos de reservas: 54 x 20 para aqueles que um dia entraram em quadra como Los Suns. Foi algo tão impressionante que o jogo foi decidido no quarto período com o time inteiro de reservas do Suns destroçando os titulares do Lakers com suas bolas de 3. Tudo comandado pelo até então desaparecido Chenning Frye, que terminou com 14 pontos (acertando quatro de seus oito chutes, todos de 3). Nosso Leandro Barbosa também fez sua primeira partida de verdade na série, somando mais 14 pontos. Todos foram bem: Goran Dragic conseguiu oito pontos e oito assistências, Jared Dudley, 11 pontos e seis rebotes; e Louis Amundson (foto), sete pontos e sete rebotes. Os titulares, inclusive, se deram ao luxo de descansar bastante, voltando apenas no final da partida. Enquanto o máximo que as estrelas do Suns jogaram foi 31 minutos, Kobe teve que ficar 45 minutos em quadra para manter o Lakers na partida. Mas, sem ajuda, não conseguiu.

Mas como assim “sem ajuda”? E os números de Odom, Gasol…? Desta vez, foram apenas números, quase tão sem noção quanto os do Data Folha costumam ser. Kobe passou o primeiro quarto inteiro tentando fazer seus companheiros jogarem, sem muito sucesso. Como o primeiro time do Suns também estava meio enrolado, enrolado ficou o primeiro período inteiro, que terminou emaptado. Nesse tempo, Kobe chutou apenas um bola para a cesta – e errou. No segundo período, entrou em cena a força auxiliar do time da casa e ameaçou deslanchar no placar. Aí Kobe chamou o jogo para si, fazendo uma força danada para impedir que isso acontecesse. Ainda assim, o Suns virou o primeiro tempo com nove pontos de vantagem. No terceiro quarto, Kobe foi mais além (foram 31 pontos nesses dois períodos) e o jogo foi para os últimos 12 minutos com o Suns liderando por apenas um ponto.

Quem estivesse assistindo, porém, perceberia que àquela altura era muito Kobe para pouco Lakers. Seus compnaheiros pareciam todos em ritmo de cruzeiro, sem sequer conseguirem anotar a placa das lanchas que passavam voando por eles, optando por jogadas equivocadas e desperdiçando uma série de arremessos livres de marcação da linha de 3. Ressalva seja feita à valentia de Andrew Bynum (foto), que teve boa atuação nos 25 minutos que conseguiu ficar em quadra (12 pts, 8 reb). Fora isso… De seus três reservas (não vamos considerar aqui a tímida entrada de Luke Walton), Odom ainda se salvou pelos números, apesar dos decisivos arremessos abertos que errou no último período. Mas Shannon Brown e Jordan Farmar formaram uma dupla trágica, que contribuiu efetivamente para a derrota do time: chutaram 12 e acertaram apenas dois arremessos, além de um monte de bobagens. Empenhado na marcação de Nash (o que até fez bem), Derek Fisher não conseguia arremessar de 3. Ron Artest foi outro que desperdiçou uma série decisiva de chutes abertos e livres. Apesar dos pontos, Gasol foi mal, optou por jogadas erradas e voltou a ser soft na defesa. Aliás, o Lakers conseguiu ser goleado em rebotes por um time bem mais baixo: 51 x 36. Uma vergonha.

E pior de tudo: na hora em que a vaca ia para o brejo com sino e tudo, o time do Lakers simplesmente tirou a bola das mãos de Bryant, que pelo menos duas vezes pudemos ver agitando os braços ao alto pedindo a bola e não recebendo, enquanto alguém forçava uma jogada pelo meio (Gasol, Artest…) e era desarmado para tomar mais um rápido contra-ataque e mais uma boa de 3 nas costas. Assim o Suns abria, abria, abria… até não ser mais alcançado e vencer com justiça.

Muitos creditam o sucesso do Suns ontem, mais uma vez, à marcação por zona que teria empacado o ataque do Lakers. Efetivamente, a marcação por zona diminuiu um pouco o ritmo dos atuais campeões, mas acho que esse não foi o fator fundamental para a igualdade no confronto. Tanto que Kobe (na foto encarando Stoudemire) tem jogado muito bem e à vontade contra essa marcação. A meu ver, tudo passa pelo desempenho dos jogadores. Principalmente, a defesa do Lakers está devendo, até porque, como se diz por aí, não espera-se muita defesa do lado do Suns, seu jogo não é esse, premissa que não vale para os comandados de Phil Jackson. Desde o início da série, a defesa do Lakers mostrou-se frouxa na marcação, mesmo nas vitórias em Los Angeles, com o time parecendo optar por apostar no ataque, numa verdadeira disputa de cestas que estão resultando em placares elevados. Bastou, então, um enfraquecimento na força ofensiva do Lakers, não compensada pela defesa, para que o Suns reagisse.

E agora, José? Amanhã é dia do jogo 5, no Staples Center, em Los Angels, onde alguns jogadores do Lakers costumam jogar o que não jogam regularmente fora de casa – e onde o Phoenix Suns não tem se sentido muito à vontade. Algumas coisas podemos imaginar que vá ocorrer. Como Phil Jackson mais uma vez criticou o critério da arbitragem na marcação de faltas e creditando a nova derrota ao número de lances livres que o Suns teve a seu favor (32 x 13, que resultaram em 15 pontos a mais), podemos esperar o Lakers mais vezes na linha de lance livre. Também acredito em marcação mais forte e física por parte dos campeões.

Mas acho que tudo pode ser decidido pelos fatores banco de reservas do Suns e colegas de Kobe Bryant. O banco do Suns tem que mostrar que não acertou tudo ontem apenas porque a maré estava a favor. Sabemos como isso funciona em alguns esportes, como o basquete: com o time bem, na frente, tem jogador que cresce e começam a cair bolas chutadas até de costas. No aperto, na hora da pressão, porém, o mesmo jogador começa a errar até bandeja sozinho. É hora da força B do Arizona mostrar seu valor e que a vibração de jogadores como Jared Dudley (foto) não seja apenas caseira, até porque até agora o time principal não mostrou a mesma força e velocidade para superar o adversário. Acredito que tudo vai depender da primeira bola (ou segunda, vá lá). Ganhando confiança e as bolas longas caindo, eles podem deixar o Lakers em péssimos lençóis, já que a veloz movimentação de bola deles invariavelmente para com alguém livre para chutar de 3. E um time que chuta muito de 3 com moral e as bolas caindo é muito difícil de ser batido.

No outro lado, Kobe vem fazendo ótimas partidas nos playoffs. Ontem mais uma vez mostrou-se seguro e preciso, inclusive cometendo apenas dois
turnovers, um número insignificante diante do tempo que ficou em quadra e do volume de jogo que imprimiu. Seus companheiros não podem desperdiçar um trunfo assim. Foram duas grandes atuações de Kobe em Phoenix que só não foram jogadas no lixo porque ficam registradas na História e servem como recado para os adversários. Gasol, Bynum, Artest, Fisher, Odom e até Brown e Farmar precisam dominar os rebotes e aproveitar os chutes abertos e livres que a marcação dupla e até tripla que Kobe recebe oferece a eles. Se não, que ao menos não atrapalhem e na hora H deixem a bola com quem não tem medo de decidir – e que sabe como fazer isso. Mas o ideal é que esse elenco de apoio, que deixou o Arizona com o filme bem chamuscadinho, jogue bem, até para calar a pergunta que corre por aí, como no Daily Dime da ESPN: “Onde está a ajuda de Kobe?”

Lembrando para quem quiser acompanhar ao vivo que os canais por assinatura Space e Space HD estão transmitindo as finais da Conferência Oeste.

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Publicado por em 26 de maio de 2010 em NBA

 

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