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FUTEBOL ► Juízes pusilânimes incentivam violência no futebol brasileiro

Que a arbitragem no futebol brasileiro faz coisas que até Deus duvida e nos faz, meros torcedores, suspeitarmos de tudo, todo mundo sabe. Mas agora suas excelências estão revelando um lado ainda mais aterrador: o da conivência com a violência que ameaça explicitamente a integridade física dos profissionais do esporte.

Dois exemplos tristes e ao mesmo tempo patéticos do nível da arbitragem nacional pudemos presenciar em menos de uma semana. Tristes, pelas consequências, as contusões dos atletas, uma mais grave que a outra. Patéticos pela ação dos árbitros das partidas, dois patetas bananas.

Na sexta-feira passada, dia 29 de maio, Santo André e Guaratinguetá jogavam pela segunda divisão do Campeonato Brasileiro em Guaratinguetá, quando o atacante William, do Santo André, teve a perna quebrada após um carrinho criminoso do zagueiro Júlio César.

Pior não é o crime, mas a impunidade. A entrada foi extremamente desleal. “Ah, mas pegou na bola…” Não tem a menor importância, não é nenhum atenuante. Foi pênalti, inclusive, já que a agressão ocorreu dentro da área. Mas o patético árbitro Rodrigo Braghetto (SP) marcou apenas… nada! mandou seguir o jogo.

Assim, o violento zagueiro Júlio Cesar está liberado para continuar distribuindo porrada (acho uma palavra de baixo calão e o uso de palavras assim simples falta de recurso linguístico, mas estamos falando de violência mesmo) à vontade em campo, ameaçando a integridade física dos colegas de profissão (será que um jogador desses tem alguma consciência disso?), enquanto sua vítima amarga pelo menos três meses fora dos gramados, sem trabalhar.


O lance que podemos ver no vídeo acima é muito parecido ao que marcou para sempre o na época ótimo ponta-esquerda Pedrinho, do Vasco, que nunca mais recuperou-se inteiramente após uma criminosa entrada do zagueiro Jean Elias (para quem não lembra, um renomado botinudo), do Cruzeiro, em uma partida disputada em São Januário pelo Campeonato Brasileiro de 1998. A entrada violentíssima tirou Pedrinho dos campos durante oito meses. Como mencionei acima, nunca mais o habilidoso atacante recuperou-se totalmente, tendo sua condição física comprometida pelo resto da carreira, jamais conseguindo emendar novamente grandes sequências de jogos.

Assim como no lance em Guaratinguetá, o agressor pegou a bola, mas não sem quase aleijar um colega de profissão, tal a violência da entrada. O que fez o árbitro goiano Antônio Pereira da Silva, um dos “grandes” da época? Marcou lateral… Lamentável.

Vai que ontem, no Maracanã, o atacante Lenílson, do Vitória da Bahia, de forma intencional e criminosa, chutou a cabeça do goleiro Rafael, do Fluminense, que já tinha a bola totalmente sob controle. A partida foi válida pela primeira divisão do Campeonato Brasileiro e o árbitro foi o incrível Wilson Luiz Seneme – incrível porque não sei como segue apitando impunemente, tamanho o número de erros que comete. O que fez, então, o paulista Seneme? Ele viu o lance, tanto que correu imediatamente para a área, chamou o agressor e… o premiou com um cartão amarelo!


Vimos aí no vídeo. Em qualquer lugar do mundo isso é um lance de expulsão, por sua covardia e por ameaçar não só a integridade física como a própria vida da vítima. O jogador não tinha a menor necessidade de atingir o goleiro. Não havia bola em disputa e ele teve todo o tempo do mundo para evitar o choque. Mas não, Lenílson proposital e acintosamente deixa a perna para atingir o adversário. Sabem, nem creio de repente que seja por maldade, talvez seja só molecagem, irresponsabilidade mesmo, sei lá. Prefiro até pensar assim. De todo modo, o goleiro teve que deixar o campo, enquanto o agressor seguiu a vida com o seu amarelinho no bolso.

Lances assim ainda ganham argumentos como “não tive a intenção” ou o famigerado “fui na bola”. Ora, bolas: você amarra uma velhinha sobre os trilhos e passa com uma locomotiva por cima e diz que não teve a intenção de matá-la? Conta outra. E ainda há quem caia nessas desculpas esfarrapadas…

Parabéns às avessas, então, para árbitros como Rodrigo Braghetto, Wilson Luiz Seneme e Antônio Pereira da Silva, pela contribuição dada a páginas sujas pela violência do futebol brasileiro.

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Categorias:Futebol
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