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COPA DO MUNDO 2010 ► Quando um não quer, dois não brigam: vitória da Espanha por 2 x 1 contra o Chile classifica os dois

O jogo realizado em Pretória foi tenso e disputado até o segundo minuto da etapa final, quando Millar, que havia entrado no intervalo e acabara de furar bisonhamente dentro da área, ajeitou uma bola na meia-lua e colocou. A Jabulani desviou na zaga e matou Casillas. Assim o Chile diminuía a desvantagem no placar e fazia uma aposta interessante. Com um a menos em campo, a derrota por diferença mínima com um gol marcado o classificaria se a Suíça não derrotasse Honduras por dois gols de diferença. Então, a arriscar-se no ataque em busca de um empate que poderia ser desnecessário e assim abrir a guarda para levar mais gols, preferiu encolheu-se atrás confiando na incompetência suíça de transformar seu ferrolho em abridor de latas. E contando, também, com o desinteresse espanhol de arriscar a vitória que lhe dava a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo atacando uma equipe que não saía mais para o jogo. Bingo!

Com características parecidas, o jogo começou equilibrado, sendo que o Chile, apesar de menos talentosos, estava até um pouco melhor. Tanto que aos 9′ desperdiçou uma boa chance de abrir o marcador, quando Valdívia lançou Beausejour na direita e o canhoto tocou na área para Gonzalez perder. Só que os nervos começavam a trair o futebol chileno e isso era visível na maneira como seus jogadores entravam nas divididas. Em 20 minutos, Medel, Ponce e Estrada já haviam sido amarelados. Aos 27′ o árbitro mexicano Marco Rodriguez quebrou o galho de Estrada, louco para ser expulso.

Assim não foi surpresa a saída desesperada e desnecessária do goleiro Bravo na lateral direita para interceptar lançamento para Fernando Torres quando um zagueiro chegava para disputar a jogada, depois que Valdívia perdeu uma bola na frente e deu o contra-ataque. A bola tocada por Bravo foi até a intermediária, onde David Villa, apesar d alonga distância, tocou colocado de primeira, com a bola morrendo no fundo da rede. Essa era a principal diferença entre os times: enquanto um estava com os nervos á flor da pela, mesmo tendo a vantagem do empate, o outro, que precisava vencer, tinha tranquilidade e sangue frio para uma finalização dessas.

Aos 33′, o Chile teve uma grande oportunidade para empatar. Após Pique cabecear para fora um escanteio cobrado por Villa, a reposição foi rápida e pegou a defesa espanhola aberta. Beausejour foi lançado na esquerda e na hora de bater foi travado por Pique, com a bola ainda saindo tirando tinta do poste direito de Casillas.

Mas o Chile errava nas saídas de bola, o que é sempre muito temeroso contra uma equipe que tem um ataque habilidoso e envolvente com sua rápida troca de bola. Como aconteceu aos 36′. Bola roubada na intermediária chilena, Iniesta recebeu, tabelou com Torres, recebeu de volta, acionou Villa na esquerda e recebeu de novo para concluir com muita categoria com o pé direito no cantinho esquerdo de Bravo. Para piorar, o juizão decidiu dar o segundo amarelo e depois o vermelho que Estrada tanto procurava ao considerar que o camisa 13 havia derrubado intencionalmente por trás Fernando Torres durante a jogada do gol. Não achei lance de cartão, mas, pelo conjunto da obra… Depois o juiz mostrou como há árbitros sem critérios, porque Ponce, já amarelado e tudo, entrou deslealmente sobre Xabi Alonso e nada além da simples marcação de falta aconteceu.

Para o segundo tempo, em busca de um gol, o técnico Marcelo Bielsa substituiu Valdívia e Hernandez por Paredes e Millar. E Millar achou aquele gol com o qual comecei o post. E foi um presente dos Céus. E daí para frente o jogo foi desacelerando da 5ª para a 4ª marcha, para a 3ª, 2ª, 1ª… até parar em ponto morto.

Hoje a Espanha foi pragmática. Fez o placar e aproveitou a circunstância para colocar a bola no chão e fazer o tempo passar. A volta de Iniesta é um grande ganho para a equipe, que ainda tenta recolocar Fernando Torres em suas melhores condições e dar ritmo a Fabregas. É um time com um tremendo toque de bola e muito talento. Vai pegar Portugal e acho que tem amis chances de passar.

Antes de enfrentar o Brasil, o Chile deveria promover umas sessões de terapia em grupo. Os nervos quase jogam fora uma campanha que começou muito bem. Seu jogo não costuma encaixar contra os brasileiros. Para passar por esse obstáculo, precisa jogar o seu jogo e passar a responsabilidade para o adversário, claramente favorito. Como dizia o treinador do time de futebol de um seriado britânico de TV, o Chile deve jogar o jogo, não a ocasião. Se fizer isso, como tem jogadores talentosos e que sabem marcar gols, pode surpreender.

Link da página da Fifa sobre o jogo: Jogo 47: Chile 1 x 2 Espanha.

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