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COPA DO MUNDO 2010 ► Holanda derrota Eslováquia e avança para as quartas de final

Jogando bem e de forma convincente, a Holanda derrotou a Eslováquia em Durban e se classificou para as quartas de final do Mundial. O resultado foi justo e até um pouco enganoso, pois o pênalti convertido pelos eslovacos já além dos acréscimos fez a partida parecer mais equilibrada do que realmente foi. Um placar de 3 x 1, por exemplo, estaria em um tamanho mais exato.

Com a volta do filho do treinador, o meia ofensivo e driblador Weiss, a Eslováquia entrou com uma equipe bem ousada, ao menos em sua armação. Jendriseck começou no lugar do suspenso Sestak, fazendo dupla de ataque com Vittek. No meio também saiu jogando outro meia ofensivo, Stoch, fazendo com que Hamsik fosse recuado para uma função praticamente de segundo volante. Marcando mesmo, apenas o botinudo Kucka, que só terminou os 90 minutos em campo graças à obra e graça de sua excelência Alberto Undiano, o mesmo juiz espanhol que deixou a Costa do Marfim bater à vontade na seleção brasileira e Luís Fabiano marcar um gol tocando duas vezes com o braço na bola no confronto entre as duas equipes.

Com Robben finalmente entrando de saída, a Holanda fez aquilo a que tem se habituado nos últimos tempos e dado certo – afinal, já são 23 partidas sem derrota e vaga garantida nas quartas de final de um Campeonato Mundial: movimentação de seus homens de meio e frente (Van Bommel, De Jong, Sneijder, Kuyt, Van Persie e Robben), toques rápidos, habilidade e chegada para encontrar espaços e criar situações de gol.

Como a Holanda gosta de jogar e a Eslováquia se propôs a isso, em seis minutos de bola rolando, meia dúzia de finalizações já haviam sido feitas, três para cada lado. A primeira foi eslovaca, logo a 1′, com Stoch chutando forte de fora da área por cima da baliza. A última dessas foi a primeira grande oportunidade da partida, com Van Persie cabeceando errado de dentro da pequena área um centro da esquerda.

A partir daí, com o jogo ao seu estilo, a Holanda foi impondo sua natural superioridade, inclusive tática, e passou a ameaçar com mais frequência a meta defendida por Mucha. Van Persie já poderia ter aberto o placar aos 10′, ao desperdiçar nova grande oportunidade, chutando fraco de dentro da área nas mãos do goleiro. Mas foi Robben o autor do primeiro gol, um gol desenhado, uma jogada que todo mundo sabia como seria feita, mas que não foi possível impedir: quase da lateral esquerda de sua própria intermediária, Sneijder fez um preciso lançamento na diagonal que pegou Robben à frente da linha da defesa; Van Persie riscou sem a bola para a ponta-direita e o 11 holandês cortou a zaga para o meio, batendo forte com a canhota no cantinho esquerdo de Mucha.

A partir do gol, a Holanda foi dominando totalmente as ações. A Eslováquia não encontrava mais espaços para ameaçar, porque os jogadores holandeses congestionavam o campo em sua intermediária e saía tocando para o contra-ataque, à espera de um encaixe perfeito para ampliar. E o teria conseguido ainda na primeira etapa, se Van Persie estivesse mais feliz nas finalizações. O atacante do Arsenal ainda perdeu mais duas ótimas chances antes do intervalo.

No segundo tempo, a Eslováquia continuou enredada em campo, enquanto a Holanda partia para decidir a partida, criando e desperdiçando grandes chances de gol, fazendo aparecer bem na fita o goleiro Mucha, com ótimas intervenções. Como aos 4′, quando Robben riscou da direita para o meio e chutou rasteirinho cruzado para o goleiro espalmar a escanteio. Após a cobrança, Robben deixou o zagueiro Mathijsen cara a cara com Mucha, que fez excelente defesa. Apenas aos 18′ a Eslováquia conseguiu ameaçar pela primeira vez nessa etapa, mesmo assim com um chute quase do meio do campo de Kucka que passou à direta de Stekelenburg.

Mas aos 21′ os eslovacos encontraram duas excelentes oportunidades para empatar o jogo. Primeiro, Stoch recebeu de Hamsik na esquerda da área, entrou cortando para o meio e soltou a bomba para Stekelenburg espalmar por cima do travessão. Na cobrança do escanteio, Heitinga ficou quando a zaga se adiantou, deixando Vittek sozinho, com a bola dominada, de frente para o gol, mas Stekelenburg salvou novamente com uma defesa sensacional.

O lance serviu de aviso e a Holanda, talvez literalmente cansada de desperdiçar chances de matar a partida, se segurou mais um pouco, substituindo pernas que já se arrastavam, como as de Robben e Van Persie (entraram Elia e Huntelaar) para manter o ritmo até o fim. Até que aos 39′ matou o jogo. O zagueiro Skrtel foi no meio de campo quase arrancar a cabeça de um adversário por trás. O horrível juiz acertadamente assinalou jogo perigoso. Skrtel não gostou e foi cara a cara tirar satisfações com Alberto Undiano, deixando seu setor desguarnecido atrás. Van Bommel cobrou às suas costas, Mucha saiu desesperado e foi encoberto de cabeça por Kuyt, que dominou com o gol vazio e apenas rolou para a chegada de Sneijder: 2 x 0.

Daí até o apito final, a Holanda ainda perderia ótimas chances de gol e nada mais além disso aconteceria se o árbitro não caísse numa cavada de Kopunek, que se viu livre na área após uma bola espirrada (em mais um saída da defesa em que alguém ficou dando condição), tentou driblar Stekelenburg e achou mais fácil se atirar largando o pé direito nos braços do goleiro, que ainda recebeu cartão amarelo com a marcação do pênalti. Vittek cobrou e fez seu quarto gol na Copa (é o atual artilheiro), desta vez, o de despedida, pois não havia tempo para mais nada, de verdade: foi a bola entrar e o juiz apitar o fim, pois já havia estourado o tempo de acréscimo.

Os melhores na Holanda, para mim, foram Kuyt, que criou um sem número de boas jogadas, especialmente pela direita, Sneijder e Robben, mesmo ainda fora de ritmo, ainda um jogador diferenciado. Stekelenburg foi muito bem quando exigido. Na Eslováquia, apesar da saída afobada no segundo gol, Mucha realizou grandes defesas e foi uma pena Vittek ter desperdiçado uma chance que costuma aproveitar, pois foi quem mais incomodou a zaga holandesa. Hamsik jogou muito recuado e nas poucas vezes que chegou à frente mostrou como o treinador errou em seu posicionamento.

Não dá para deixar de escrever um parágrafo rápido sobre o juiz espanhol Alberto Undiano. Ele absurdamente deixou o volante Kucka terminar a partida sem um cartão vermelho. Ainda no início Kucka fez dura falta em Sneijder. Mais tarde, nova entrada fortíssima, aí sim recebendo ao menos o amarelo. No segundo tempo, nova entrada violenta aos 17′ e outra por trás aos 23′, mas nada de vermelho. Enquanto isso, o ainda jovem (tem só 26!) com mais jeito de senhor do futebol, Robben, tocou a mão na bola num lance vadio próximo a uma lateral do campo e foi imediatamente amarelado. E depois Undiano ainda caiu na cavada de Kopunek no fim do jogo. Vá explicar como esse árbitro segue na Copa e apita uma oitavas de final. No mínimo, acaba premiado com uma semifinal pela frente. Ai de nós e do futebol.

Link da página da Fifa sobre o jogo: Jogo 53: Holanda 2 x 1 Eslováquia.

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