Início > Música > MÚSICA ► Da minha série “Não dá para ficar melhor que isso”: Paul Simon e Art Garfunkel no Central Park

MÚSICA ► Da minha série “Não dá para ficar melhor que isso”: Paul Simon e Art Garfunkel no Central Park

No meu panteão musical há espaço para tudo, encabeçado por dezenas de interpretações de Elvis Presley. A única exigência é que, lógico, seja do meu gosto. Mas assim como deve ser impossível escolher um filho predileto dentre vários, não consigo imaginar a possibilidade de definir “o mais isso” ou o “o mais aquilo”, não só em relação à música como em relação a tudo que se refira à arte – e as outras coisas também, como a maior vitoria ou maior gol do seu clube de futebol. Arte é expressão de sentimento, logo, sua interpretação é subjetiva, totalmente pessoal e intransferível. Cada um sente de forma particular e ninguém tem como dizer o que o outro deve sentir como “bom” ou “ruim”.

Assim, o meu pódio musical é recheado de momentos de diferentes vertentes. Um desses momentos imbatíveis, que não imagino como (eu) achar nada que supere, é o concerto no Central Park, em Nova York, realizado por Paul Simon e Art Garfunkel em 19 de setembro de 1981. Eles podem ter muita companhia ao lado, mas acima, não creio. Se houver, muito poucos.

 

 

A dupla já estava separada há mais de 10 anos quando realizou o show. Não brigaram, apenas seguiram caminhos diferentes na música. Mas para quem vê essa apresentação não fica a impressão de que eles estavam há uma década sem cantar juntos. O evento reuniu apenas 500 mil pessoas e me lembrei dele ao arrumar meus DVDs neste fim de semana. Ou melhor: não me lembrei, reencontrei.

 

 

Contextualizando, vi esse show pela primeira vez numa exibição na Bandeirantes, creio que ainda no mesmo ano. Naquele tempo, acredite quem não é da época, havia vida sem computadores e internet. As coisas não eram tão fáceis como hoje, tão de mão beijada. Porém, com certeza, eram mais românticas, mais valorizadas. Meu amigo Fernando Zimmer e eu queríamos gravar o show, só que também não havia videocassetes. Ou até já havia, sei lá, mas nós não tínhamos. O jeito foi fechar a porta do quarto, pegar o velho (já na época) gravador de fita cassete e colocar perto da saída de som da TV. E ficar colado na porta para não deixar ninguém entrar e estragar a gravação… Foram bons tempos, acredite. Ou, como diria Kevin Arnold, foram anos incríveis.

 

 

Hoje é mole. É só acessar o YouTube e… pronto! Assim pude sonorizar o post com três grandes momentos daquela noite mágica: o medley “Kodachrome”/”Maybellene”, “The Boxer” e “The Sound of Silence”. Momentos nota 10 da minha história, da minha memória.

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