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FUTEBOL ► Vergonha: CBF quer sujar mais um campeonato fechando o Maracanã à revelia dos clubes, da Suderj e do governo do Estado do Rio de Janeiro

O maior favorecido? O Corinthians de Andres Sanches – de novo! “Santa coincidência, Batman!”, diria o Garoto Prodígio. Do “1-0-0” das armações de resultados do campeonato de 1996 para cá, a CBF de Ricardo Teixeira tem sido bastante condescendente com os corintianos. Ou é pura sorte alvinegra.

Começando, vale explicar que a Suderj, o governo do Rio de Janeiro e os responsáveis pelas obras de reforma do Maracanã deliberaram o fechamento das cadeiras inferiores após o jogo de domingo passado entre Fluminense e Vasco para o início das obras. São eles os responsáveis por liberar ou não um estádio de futebol no Rio de Janeiro. As arquibancadas continuariam liberadas por, ao menos, mais 55 dias, até que uma avaliação fosse feita, havendo, inclusive, uma grande possibilidade das arquibancadas continuarem abertas até o fim do campeonato caso Fluminense e/ou Flamengo tivessem chances reais de conquistar o título. Ponto. Porém…

Como em 2005, a CBF age arbitrariamente e favorece, desta vez no ano de seu centenário, o Corinthians (atual segundo colocado) de Andres Sanches, presidente amiguíssimo, parceiro e provável candidato à sucessão do nefasto presidente da CBF, Ricardo Teixeira e vingar-se de inimigos notórios: Fluminense e Flamengo. O Flamengo, que ha tempos faz oposição a Teixeira; o Fluminense, que cometeu a heresia de não ficar de quatro para o pequeno ser que comanda nosso futebol e ousou não liberar Muricy para a seleção brasileira – problema rapidamente solucionado, com extrema boa vontade, por Andres Sanches. O presidente corintiano sabe que com Teixeira é “toma lá, dá cá”.

Todos que acompanham futebol sabiam que em algum momento haveria o troco ao Fluminense. E é apenas isso aí que podemos deduzir da arbitrária medida, sem qualquer fundamento lógico ou respaldo histórico. Apenas ingênuos ou capachos podem cair nesse argumento de “temer pela segurança do torcedor”. A nota oficial da CBF é um primor de cretinice e é tão burra que dá margem, simplesmente, à anulação ou interrupção do campeonato.

O Maracanã já passou por várias reformas, inclusive com gerais totalmente fechadas, sem que as arquibancadas fossem interditadas e sem que qualquer incidente fosse registrado. Aliás, já passou por diversas reformas nas próprias arquibancadas sem que o setor fosse totalmente interditado. Nem vale a pena lembrar todos os anos, mas, como ilustração, posso citar, sem pensar muito, 1999 e 2005. É algo corriqueiro para o torcedor, que jamais se incomodou ou manifestou qualquer preocupação quanto a isso. Paulo Cesar Vasconcelos, do SporTV, canal que costuma encampar tudo que sai da CBF, reproduziu o discurso oficial falando dos entulhos que poderiam ser usados como armas em caso disso, caso daquilo… Bobagem. Pura desculpa. E daquelas bem esfarrapadas.

As entradas de arquibancadas e cadeiras inferiores são totalmente independentes no Maracanã. Esse argumento de uso de entulhos como arma é absolutamente imbecil e ofensivo, porque quer tratar a nós, torcedores, que acompanhamos futebol com muito mais interesse que Ricardo Teixeira, como idiotas. É uma coisa tão idiota como dizer que o policiamento no estádio não pode usar revólveres, porque, em caso de confusão, eles poderiam ser tomados dos policiais e serem usados por vândalos.

Alguns trechos do comunicado oficial da CBF são extremamente hipócritas. É um comunicado burro, porque sequer soube alinhavar argumentos válidos. Como se diz no popular: “Quer roubar, rouba direito.”

Trata-se de decisão motivada estritamente por motivos técnicos, visando a preservar a segurança e o conforto dos torcedores.” Tolice. Como disse acima, já passamos, nós torcedores, por isso em várias ocasiões sem problema algum. Que problema de conforto poderia haver na arquibancada se as obras começarão lá embaixo? Cadeiras e arquibancadas são setores tão estanques no Maracanã que não há como passar de um lugar a outro. E outros estádios seguiram recebendo partidas da CBF em condições semelhantes. O Mineirão também já passou por isso diversas vezes. O Atlético paranaense disputou mais de um campeonato inteiro com obras no setor que fica do lado oposto às câmeras de televisão.

Esta deliberação tem por escopo, também, manter a igualdade de condições entre os clubes participantes do Campeonato, que poderiam ser prejudicados caso a interdição do uso do estádio ocorresse em meio do returno do Campeonato.” Fala sério! Isso não faz nenhum sentido. Prejudicados vão ser os que enfrentaram Flu e Fla no Maracanã em relação aos que não jogarão ali. Seguindo esse raciocínio patético, o campeonato deveria ser anulado. Apenas um de infinitos exemplos: sem o Mineirão, o Cruzeiro e o Atlético jogam itinerantemente. E aí, isso pode? Quantas vezes clubes jogaram fora de suas cidades por motivos financeiros, favorecendo alguns clubes em detrimento de outros? É possível um argumento tão hipócrita?

Parece-nos claro, no entanto, que a forçosa diminuição da capacidade do estádio, numa fase do Campeonato que habitualmente desperta maior interesse do público, poderia levar a uma situação crítica, pela falta de ingressos que satisfizessem o natural aumento da demanda.” Pois é, pode haver argumento mais hipócrita, sim. Hipócrita, cretino, idiota, burro… Então o Santos pode decidir uma Copa do Brasil num estádio como a Vila Belmiro e Flamengo e Fluminense não podem jogar para 45 mil pessoas (39 mil e poucos ingressos mais gratuidades) no Maracanã? Dizer que 45 mil lugares são insuficientes para o Maracanã receber o futebol é muita cara de pau. Então o Corinthians pode jogar no Pacaembu? Ou a torcida do Timão é tão pequena assim?

Mas espera aí! Meu Deus! O Fluminense assim vai ter que jogar agora com portões fechados, já que nenhum estádio no Rio de Janeiro vai atender à demanda de um “maior interesse do público”! Engenhão, São Januário, Raulino de Oliveira… Não dá! Cabe menos gente nesses estádios. A CBF não sabe disso? O Flu ou vai jogar de portões fechados ou… vai jogar na China, de repente. Mas o Pacaembu atende à demanda da torcida do Corinthians? Ou o Corinthians vai ter quem jogar no Morumbi se seguir bem colocado no Brasileirão?

Argumentos como os que destaquei simplesmente provam que não há justificativa válida alguma nessa interdição. E desafio a alguém provar o contrário com base nessa nota oficial. Há incoerências ali suficientes para não só interromper, como suspender de vez o campeonato brasileiro.

Ainda está lá na página principal do blog da Flusócio a enquete: “Qual o principal obstáculo do Flu na luta pelo título?” Minha resposta, postada há muito tempo, é a segunda opção, óbvia: “O prestígio atual do Corinthians na CBF”. Um obstáculo não só ao Fluminense como a qualquer clube que não seja o Timão enquanto um presidente suspeito de tanta coisa ruim como Ricardo Teixeira permanecer no comando do futebol do Brasil.

A CBF prova, mais uma vez, sua torpeza com mais uma decisão que tem por intuito alterar os resultados que estão sendo conquistados dentro de campo. “O passado condena”. “O hábito faz o monge”. Há vários clichês baseados no passado da instituição que podem ser usados nesse caso. Assim ela deu o título ao Corinthians em 2005. Até corintiano sabe disso. E assim quer se vingar de Fluminense, líder do campeonato, à frente do Corinthians, e, por tabela, Flamengo, mesmo não estando tão bem posicionado no momento. Dois coelhos numa cajadada só.

Ouvi dizer também que a CBF poderia estar preocupada com um possível embargo dessa vergonhosa reforma do Maracanã e por isso estaria tentando acelerar o processo ou dar aparência disso. Por isso, inclusive, a retirada, primeiro, das cadeiras em frente às câmeras de televisão, para dar a impressão de que as coisas estão sendo feitas. Mas isso não é problema meu, do Fluminense, do Flamengo ou de qualquer torcedor carioca. A interdição, no contexto apresentado, é absurda.

Para mostrar isenção e que o blogueiro está totalmente equivocado, a CBF deve interditar o Pacaembu para jogos do Corinthians, São Januário para jogos do Vasco, Vila Belmiro para jogos do Santos e daí por diante. Simples assim. Caso contrário, tenho o direito de imaginar tudo que quiser e entender que é melhor pegar a taça e entregar logo no Parque São Jorge, sem precisar apelar para pênaltis ridículos e arbitragens descabidamente tendenciosas, que têm gerado críticas de praticamente todos os adversários do time paulista.

É a minha opinião.

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