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TELEVISÃO ► Dá pra rolar mais respeito com o assinante aí?

Televisão é um troço legal. Sempre gostei. E como profissional da área da comunicação, não há como não ver, até para saber o que é feito por aí. E “por aí” me refiro a produções de todo o mundo e de todos os formatos.

Isto posto, porém, a verdade é que a gente passa uns maus bocados com o pouco caso dos canais com a qualidade do que oferecem a nós, mortais telespectadores. Em especial na TV por assinatura.

Já desabafei aqui contra sinopses incríveis, comentei isso em papo sobre televisão com meu amigo Sérgio Brito. Mas há coisa pior – ou tão ruim quanto.

A impressão que dá é que ninguém liga mesmo com qualidade. Parece que tudo é feito – e transmitido – nas coxas. Aliás, um mal que invade todos os segmentos sociais: o descuido com o trabalho. Não se faz questão de trabalhar direito. Na TV, os exemplos são constantes.

Nesta amanhã, acordei e o HBO Family ia passar uma animação chamada “Os Supremos”, cuja sinopse mencionava o Capitão América. Bem, sou do tempo em que crianças e adolescentes liam. E liam muitas histórias em quadrinhos. Li muitas revistas da Marvel, a gigante de HQ. E nunca ouvira – ou lera – sobre esses tais “Supremos”. Quando começa o desenho, a voz pomposa anuncia: “Os Supremos”. Enquanto isso, a cartela de abertura mostrava “Ultimate Avengers”. “Epa!”, penso eu. “São os Vingadores!” Qualquer um que conheça um pouco do universo Marvel percebe isso. E durante a história o grupo de super-heróis é chamado de… Vingadores! Ora, bolas: de onde diabos tiraram o tal “Supremos” do título em português?

Ver filmes nos canais Cinemax, cuja programação eu gosto muito, é uma tortura. As legendas são eletrônicas e nunca entram no tempo certo – quando entram. Muitas vezes desaparecem no meio das cenas. Um verdadeiro pisca-pisca d elegendas. No meu caso, em particular, quando o filme é de língua inglesa (especialmente do Reino Unido) ainda dá para segurar – desde que não seja recheado de termos científicos. Mas e as produções de línguas menos conhecidas, especialmente asiáticas? Ou mesmo francesas, alemãs…?

Já no Megapix, caí na asneira de parar em “Instintos Primitivos”. Envolvia homens de meia-idade e paternidade, coisas assim. Apesar dos filmes desse canal serem dublados, o que é muito ruim quando há diálogos interessantes e boas interpretações, sosseguei os dedos no controle remoto e fiquei lá, assistindo… até o momento em que, durante o diálogo de uma cena, no meio de uma frase, entra um intervalo de maneira absolutamente abrupta. Algo que revela uma tremenda falta de cuidado e de respeito com o assinante. Já é difícil aturar todos aqueles comerciais do Megapix (que eles juram serem os menores da TV). Cortando assim, então, impossível. Até nunca mais, Megapix.

Fica difícil assim. Num canal, o legendário sapateador Bojangles virou “ela”, ou seja: sapateadora, o que dispensa comentários. Em outro, de documentários, o não menos legendário projetista de Fórmula 1 Colin Chapman, criador da Lotus, “era piloto nos anos 70”. Algo como dizer que Pelé foi treinador.

Respeito é bom e o assinante, que paga caro, merece. Mas a maioria dos canais de TV por assinatura não está nem aí para isso. E ninguém faz nada. Não seria o caso da Anatel ter algum setor que servisse ao menos de meio para que o assinante denunciasse essas coisas e o órgão cobrasse dos canais?

A mim, soa meio como um estelionato: a gente paga e recebe qualquer coisa de qualquer jeito. O consumidor quer, ao menos, respeito.

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  1. Nenhum comentário ainda.
  1. 24 de dezembro de 2010 às 0:21

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