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ESPORTE ► Vôlei com V de vergonha e de vexame

Ontem a seleção brasileira masculina de vôlei derrotou a República Tcheca pelo campeonato mundial. No sufoco. Mas pouco se falou disso. Eu, particularmente, ignorei.

Tudo o que se comenta por aí é como a maior potência desse esporte em todo planeta perde de propósito um jogo para enfrentar um adversário mais fraco na fase seguinte. Aconteceu na última partida da fase anterior, contra a Bulgária.

Os argumentos variam entre patetas e cretinos: “Ah, que o regulamento isso…, “Ah, favorece a Itália…”, “Ah, todo mundo faz isso…” Mentira. E se faz – ou fizesse -, problema dos outros. Não justifica.

Mas veja que não falamos da seleção de Suriname na maior e talvez única chance da história de seu vôlei, que assim pretendesse encurtar o caminho para ir o mais longe possível, sabendo que provavelmente jamais teria nova oportunidade.

Falamos do Brasil, que habitualmente vence tudo – ou quase isso – tanto no voleibol masculino como no feminino. Como assim o Brasil, então, precisa escolher adversário para chegar a um título? Isso é medo. Covardia. E crime. Entrar para perder propositalmente em uma competição esportiva é crime sob diversos aspectos.

Moralmente falando, deveria ser crime de prisão perpétua. Ou seja: o treinador que orientou esse vexame deveria ter sido imediatamente banido do esporte nacional. É essa a formação e o exemplo que queremos dar aos jovens deste país? O sujeito é representante oficial de uma delegação nacional. São esses os princípios dessa nação?

Confesso ser suspeito para falar porque não gosto de Bernardinho. É meu direito. Não gosto do jeito nervoso com que ele comanda, não gosto de seus métodos, sua filosofia, não gosto do fato dele casar com jogadoras de suas equipes. Não gosto de ele ter sido patrão da esposa – duas. Não gosto de situações que aconteceram no vôlei feminino num desses momentos em que ele era casado com uma das jogadoras que vivia em conflito com o técnico das meninas. Não gosto de como lidou no caso do levantador Ricardinho, substituído, inclusive, pelo filho de Bernardinho…

Eu não acho nada disso ético. Mas ética, agora sabemos, não faz parte do trabalho desse treinador.

A comparação com outros esportes e outras situações é estúpida e prova a falta de argumentos. Seria o mesmo que sair roubando por aí e dizer: “Ah, mas todo mundo rouba…” Ou sair matando e dizer; “Ah, mas todo mundo mata…”

Claro, há dirigentes tão geniais em tantos esportes que pode haver uma exceção ou outra. Como certa vez no campeonato gaúcho de futebol, quando um esdrúxulo regulamento fez o Grêmio perder para poder se classificar. Mas aí, como sempre no esporte, o objetivo era vencer, mesmo que, por mais paradoxal que fosse, para seguir na competição e atrás do objetivo de vencer, fosse necessário perder aquela partida – mas não para escolher um adversário mais fraco.

Desde que houve a mudança no regulamento que transformou o vôlei num jogo de pura pancadaria que eu só presto atenção nesse esporte em competições olímpicas. E agora, nessas ocasiões, só acompanharei a seleção feminina. Seleção que, aliás, é treinada por um sujeito acima de qualquer suspeita, José Roberto Guimarães. Esse sim me decepcionaria muito se entrasse em quadra para entregar uma partida. Bernardinho, não.

É minha opinião, o que eu acho.

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