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NBA ► Esta temporada não vai ser igual àquela que passou

E não digo isso por causa da chegada de LeBron James e Chris Bosh a Miami ou de Amare Stoudemire a Nova York. Digo isso porque, cansado de tentar rastrear jogos pelos streamings socializados da vida na grande rede ou dar a sorte de estar em casa numa noite de exibição televisiva e de perder jogos muito legais, sou agora um feliz assinante do NBA League Pass, serviço oficial da NBA de transmissão dos jogos – no meu caso, via banda larga. E um serviço que põe no chinelo os pobres Premieres da vida a que estamos acostumados a acompanhar nos nossos campeonatos de futebol.

Como calouro e de grana curta no bolso, assinei num primeiro momento o pacote básico, que permite assistir a qualquer jogo ao vivo e rever o que quiser on demand até 24 horas depois. Com sorte, décimo terceiro salário chegando, devo fazer o upgrade para o pacote que permite assistir a qualquer jogo em qualquer dia e, entre outras benesses, usar os recursos pausar, adiantar, retroceder e repetir durante as transmissões ao vivo e acompanhar na tela até quatro partidas simultaneamente.

A qualidade de áudio e vídeo é simplesmente absurda. Uma noite dessas, num bar da vida, meu velho amigo Carlos Toré perguntou se valia a pena, se os jogos da NBA ainda são bons como “naqueles tempos”. Respondi: “Olha, com aquele som ambiente e aquela imagem, qualquer pelada de quadra de colégio se torna um clássico irresistível.”

Lógico que não tenho nem como sonhar em assistir a todos os jogos que gostaria. Meu objetivo, então, é, principalmente, ver todas as partidas do Los Angeles Lakers, atual bicampeão e franquia pela qual torce este blogueiro. Além, claro, de acompanhar, na medida do possível, jogos de maior interesse e aqueles de finais enroscados.

Se fora da quadra – ao menos neste lado do monitor aqui – a temporada não será igual àquela que passou, dentro de quadra… Não sei, não. LeBron pra cá, Amare pra lá, muxoxos de Carmelo Anthony do outro lado, um monte de expectativa daqui e dali… Mas a pergunta que faço é a seguinte: ninguém percebeu como o Lakers estava se reforçando?

Aparentemente, com o foco da mídia anormalmente distante de Hollywood e do Staples Center, o time de Phil Jackson supriu com extrema competência sua maior carência. As chegadas de Steve Blake e Matt Barnes e a dedicação de Shannon Brown a seus arremessos durante a pré-temporada (incrível como está certeiro e confiante), aliadas à volta às quadras de Luke Walton (já entrando aos poucos) e Andrew Bynum (final do mês) e mesmo à adição do tarimbado Theo Ratliff ao garrafão, transformaram o insípido banco do Lakers numa fonte de interessantes opções para seu treinador. Foram ótimos e pontuais reforços.

Até porque, como diria aquele torcedor mais maldoso, a simples contratação desses nomes garantiu a saída de Jordan Farmar, Josh Powell e DJ Mbenga.

Até agora, tudo azul… Ou melhor, tudo roxo em Los Angeles, com oito vitórias consecutivas para Kobe e Cia. Recuperado de contusão, Chris Paul comanda um surpreendente e forte New Orleans Hornets, também invicto. Após vencer o Miami Heat na estreia e em seguida ser derrotado pelo que sobrou do Cleveland Cavaliers, o Boston Celtics se aprumou e vai fazer o mesmo que no ano anterior: poupar seus velhinhos (que ganharam a encorpada companhia dos O’Neal Shaquille e Jermaine) para chegar vivo e (muito) forte aos playoffs. Ainda sem um padrão definido, o Heat, até agora, ou espancou seus adversários ou perdeu, sem meio-termo. O New York (titan)Knicks, como de hábito, mais perde do que ganha, com Stoudemire e tudo. O Utah começou mal, mas foi à Costa Leste e bateu Heat e Orlando Magic. E por aí vai.

Muitas emoções à vista. Minhas apostas? Salvo uma série de catástrofes físicas ou o tragicamente aguardado “Big One” (terremoto que supostamente aniquilará a Califórnia), o Lakers vence a Conferência Oeste. Do outro mais dureza, mas acho que dá Celtics e uma nova final dos sonhos. E mais um anel para Kobe.

Mas é apenas a minha opinião. Em quadra, são cinco contra cinco. Ou doze contra doze, como queira.

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