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NBA ► Los Angeles Lakers 2010/11, os primeiros 18 jogos de uma longa caminhada

Como disse em um post passado (clique aqui se quiser ler), assinei este ano o pacote simples da NBA League Pass para acompanhar a temporada 2010/1011 da… NBA, claro. E, como não tenho condições de ver tudo, me condicionei a assistir, principalmente, aos jogos do Los Angeles Lakers (normalmente em “tape”).

Daí resolvi registrar aqui um pequeno resumo do primeiro mês completo de jogos dos atuais bicampeões. Alternando até sequências de vitórias (13) e derrotas (5), o time vive uma queda de rendimento, após vencer suas primeiras oito partidas. Ainda assim, com Kobe Bryant, Pau Gasol, Lamar Odom e companhia ostantando boa forma, contando com o reforço de um banco de reservas de verdade e com a possibilidade um dia desses de ter novamente em quadra o pivozão Andrew Bynum, o Lakers segue com um dos melhores retrospectos e sendo um dos favoritos – particularmente o meu – ao título da liga.

Isso apesar da equipe aparentar ser patologicamente aversa a empenho excessivo durante a temporada regular (já vi isso muitas vezes). Para exemplificar, vale ressaltar recente declaração de Ron Artest: “Mal posso esperar para ser desafiado. Te falo… não consigo jogar bola direito, esses jogos são ridículos. Mal posso esperar para enfrentar um time o qual eu possa me preparar para jogar basquete. Mas tudo bem, é divertido, estamos jogando bem. Mas ao mesmo tempo é difícil. Estamos com 30 20 pontos a frente no intervalo… quero jogar basquete e não posso. ” É a cara do Lakers em temporadas regulares quando tem um grupo forte de jogadores. Daí fica mais fácil entender a a irregularidade californiana.

As partidas do Lakers, em geral, seguem um certo padrão. O time costuma começar ligado no ataque, com Kobe atuando de forma agressiva, seja partindo ele mesmo para a cesta ou largando assistências. Isso funciona bem em especial contra equipes que não possuem bons arremessadores de longa distância, já que na defesa o Lakers não mostra a mesma determinação logo assim de saída. Os chutes de três dos adversários não recebem muita contestação nessa fase do jogo, quando a defesa do time de Phil Jackson concentra-se dentro do garrafão. A situação apertando, aí o time abre a marcação e se concentra mais no trabalho defensivo.

Parece que a ideia de Phil é abrir vantagem de saída para depois controlar o jogo e poupar seus titulares, especialmente Kobe e Derek Fisher. Para isso, conta com a contribuição de Matt Barnes, Steve Blake e Shannon Brown. Não sei se é motivo para assustar a torcida do Lakers, mas Kobe, ao deixar a quadra pela primeira vez tem sido visto com aplicação de gelo no joelho recém-operado. Pode não ser nada, mas o fato é que o astro não costuma voltar no mesmo ritmo, levando um tempo para esquentar novamente. Deve ser algo normal, até pela idade e longa quilometragem que o armador já registra na NBA.

NBA que apresenta diversos outros destaques, como o – para muitos surpreendente – New Orleans Hornets de Chris Paul, o velho e bom San Antonio Spurs de Tim Duncan e Dirk Nowtzki e seu resiliente Dallas Mavericks, insistentemente forte. BEm gsotaria de ter tempo para escrever uma linha ou outra sobre essas e outras equipes e seus desempenhos, como o atravancado começo do Miami Heat de Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh e a eficiência do também velhinho Boston Celtics, agora reforçado em quadra e idade por Shaquille O’Neal..

Por ora, faço um resumido catadão do que vi até aqui do Los Angeles Lakers, recheado como vídeos disponíveis no YouTube.

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Rockets 110 x 112 Lakers

Na estreia no Staples Center, uma festa bonita para a entrega dos anéis e um bom esforço no segundo tempo para garantir a vitória. Serviu como apresentação oficial do novo banco – e o recado quanto à sua eficiência foi dado: o lance decisivo saiu das mãos de Kobe para o recém-chegado Steve Blake, que encestou de três e definiu o jogo. Apenas Derek Fisher destoou, o que não chega a preocupar, pois o armador californiano costuma aparecer quando precisa.

No time de Houston, foi legal ver Yao Ming em quadra. Acompanhado com cuidado por médicos e preparadores físicos da equipe, Yao começou a temporada com a previsão de ir jogando 24 minutos por partida, até que se tenha completa certeza de sua recuperação. Neste jogo, funcionou. Infelizmente, poucos dias depois, o bom chinês baixou estaleiro novamente. O argentino Luis Scola joga cada vez melhor e arranjou 18 pontos, 16 rebotes e mais quatro assistências. No momento, tem as médias de 20,6 pontos e 9,1 rebotes por partida. A fogosa dupla de armadores (Kevin Martin e Aaron Brooks) foi muito bem, somando 50 pontos, prometendo boas coisas no futuro. Mas o Rockets anda muito azarado e logo Brooks foi fazer companhia a Yao Ming no departamento médico.


Lakers 114 x 106 Suns

A partida realizada no Arizona marcou a 1.110ª vitória de Phil Jackson. O Lakers controlou bem o adversário, mantendo-o sempre a uma distância, se não muito confortável, segura. Matt Barnes e Shannon Brown foram importantes saindo do banco e Steve Blake já mostrava que o time agora tem uma opção de armador de verdade para poupar Fisher. Odom conseguiu 17 rebotes e Gasol ficou perto de um triplo-duplo: 21 pontos, nove assistências e oito rebotes.

O Suns depende muito de Steve Nash e das bombas de três. Nash esteve muito abaixo de seu padrão, praticamente sepultando as chances da equipe de derrotar os bicampeões. E os arremessadores são muito irregulares. Brigando sozinho no garrafão, Robin Lopez conseguiu 18 pontos e 14 rebotes. Grant Hill anotou 21 pontos e é sempre bom ver um jogador de sua categoria poder jogar normalmente.


Warriors 83 x 107 Lakers

O Golden State Warrioors é um time que, se deixar, faz ponto até alguém dizer “chega!”. Tanto que foram 132 contra o Rockes na estreia e mais 109 contra o Clippers, duas vitórias. Bem, o Lakers disse “chega!” e não permitiu mais que 83 pontos ao adversário. O jogo acabou logo no primeiro tempo, com Odom, Kobe, Gasol e Fisher deitando e rolando. Depois foi só administrar, coisa que os amarelinhos adoram fazer – às vezes pagando caro por isso.

Os desempenhos pífios dos pivôs David Lee (errou tudo) e Andris Biedrins, que entraram jogando, não ajudou em nada ao Warriors, totalmente dominado na área pintada. Como Monta Ellis não estava num dia “daqueles”, ficou por isso mesmo.


Grizzlies 105 x 124 Lakers

O Memphis Grizzlies não é um time bobo como parece, muito pelo contrário. Nessa partida, Rudy Gay anotou 30 pontos, mas não teve muita ajuda. O bom Marc Gasol foi dominado pelo irmão no garrafão e apenas Mike Conley também apareceu bem, com seus 16 pontos, oito assistências e cinco rebotes.

Mas o que complicou mesmo para os ursos da terra de Elvis Presley (como se houvesse ursos em Memphis, coisas da NBA e suas franquias…) foi o absurdo desempenho do Lakers na primeira etapa, que terminou com o surreal placar 73 x 46. Odom, Gasol e Kobe acabaram com o jogo em apenas 24 minutos, bem coadjuvados novamente por Blake, Brown e, especialmente Barnes (16 pontos e 14 rebotes).


Lakers 112 x 100 Kings

Depois de bater o Grizzlies, o Lakers viajou para a sempre combatível Arco Arena, em Sacramento, para enfrentar um de seus maiores rivais. O Kings fez um bom jogo, mas o quinteto titular do Lakers estava afiado, especialmente Kobe Bryant, que conseguiu um ótimo triplo-duplo, com 30 pontos, 12 assistências e 10 rebotes.

Assim ficou difícil para o Kings, apesar dos bons desempenhos de Carl Landry, Beno Udrih, Tyreke Evans e do reserva Francisco Garcia, todos anotando 17 pontos, à exceção de Evans, que fez 21.


Toronto 103 x Lakers 108

Deixando a Arco Arena para trás (por enquanto), nada como uma pequena sequência de jogos ditos fáceis em casa para o Lakers. O tipo de jogos que o Lakers adora complicar. Começando pelo Toronto Raptors. O Raptors tem apanhado bastante no campeonato, mas é um time bem organizado em quadra. Como o Lakers jogou com o modo “preguiça” ativado, o Raptors quase aprontou no Staples Center, chegando ao placar de 38 x 22 no segundo quarto e virando o intervalo na frente. Reggie Evans mostrou sua eficiência no garrafão, pegando 14 rebotes. DeMar DeRozan e Andrea Bargnani também foram bem, mas o destaque canadense foi o banco de reservas: o nosso Leandro Barbosa foi o cestinha da equipe, com 17 pontos, Jose Calderon anotou 14 pontos e oito assistências e o ala-pivô Amir Johnson foi ótimo, com 12 pontos e 15 rebotes – rebotes, aliás, embaraçosamente (para o Lakers) dominados pelo Raptors: 49 x 31.

No Lakers, Gasol marcou 30 pontos e Kobe, 23. Mas o que ajudou mesmo foram os 14 pontos de Steve Blake (4/6 de 3) e os 12 de Shannon Brown.


Trail Blazers 96 x 121 Lakers

Depois do susto canadense, o Lakers resolveu levar a sério o jogo seguinte, até porque era contra um de seus maiores rivais, o Portland Trail Blazers, que não teve chance alguma na partida. O Lakers mais uma vez entrou para decidir logo e o fez ainda no primeiro tempo, que terminou vencendo por 58 x 42. Pau Gasol conseguiu seu primeiro triplo-duplo da temporada (20pts, 14reb, 10 ast), Odom fez mais um duplo-duplo (21pts, 12 reb) e a discretíssima atuação de Kobe (12pts, 3/11 nos arremessos de quadra) passou praticamente despercebida, graças em muito, novamente, ao bom desempenho do trio suplente Matt Barnes (13pts, 6reb, 4ast), Shannon Brown (15pts) e Steve Blake (6 ast).

O Trail Blazers pouco pôde fazer para parar o Lakers. Andre Miller (20pts, 5ast) e Nicolas Batum (17pts) ainda tentaram, mas os desapontadores desempenhos de Brandon Roy (8pts, 1/6 nos arremessos de quadra), LaMarcus Aldridge (8pts, 3reb) e Marcus Camby (1pt, 7 reb) acabaram com qualquer pretensão que a equipe pudesse ter na partida.


Timberwolves 94 x 99 Lakers

Média com a torcida feita contra o Trail Blazers, o Lakers voltou ao modo “preguiça” na sua oitava vitória na competição. A falta de concentração foi tamanha que foi o único jogo até aqui em que os atuais campeões não chegaram à pontuação centenária. Foi um jogo ruim e que o Lakers acabou valendo-se muito dos 33 pontos de Kobe Bryant. Mas alguns números foram constrangedores. Melhor reboteiro da liga, o Lakers foi suplantado no garrafão por 54 x 42 e viu Kevin Love pegar simplesmente 24 rebotes.

Kevin Love, claro, foi o destaque de Minnesota, marcando ainda 23 pontos, e segue registrando bons números na temporada, como os incrivelmente absurdos 31 pontos e 31 rebotes contra o New York Knicks. Se Micheal Beasley estivesse num dia de maior brilho (17pts, 6/15) ou contasse com mais ajuda… Mas o Timberwolves tropeça em suas próprias limitações. Curioso que, na pré-temporada, o time fez uma boa campanha, inclusive batendo facilmente o Lakers em Londres. Mas é a velha máxima do mestre do futebol Didi aplicada ao basquete: treino é treino, jogo é jogo. Até agora, o Wolves mais apanha que outra coisa e tem a pior defesa da NBA.


Lakers 112 x 118 Nuggets

Depois da apatia contra o Timberwolves, o Lakers despertou para a dura realidade que é atuar na Pepsi Center Arena, no Colorado, contra o Denver Nuggets, outro rival tradicionalíssimo e que não costuma receber muito bem a equipe de roxo e amarelo.

O jogo marcou a primeira derrota dos atuais campeões, mas foi muito mais por méritos do adversário. Ron Artest jogou bem, fez 18 pontos. Gasol anotou ótimos 17 pontos e 20 rebotes e Kobe, mesmo arremessando mal (11/32), tentou até o fim e terminou com 34 pontos. Saindo do banco, Shannon Brow foi muito bem, marcando 19 pontos.

Mas o fato é que o Nuggets é muito melhor que o seu retrospecto sugere (naquela altura de 8v/6d, agora 10v/6d). Apesar de Carmelo Anthony viver murmurando aqui e resmungando ali, o time é muito forte e pode enfrentar qualquer um da liga em igualdade de condições. Talvez um ou dois reforços pontuais o deixassem no ponto para chegar a um anel. Contra o Lakers, Melo foi ótimo, com 32 pontos e 13 rebotes e o brasileiro Nenê contribuiu bem, com 18 pontos. Nenê precisa ser mais agressivo no garrafão ofensivo, pois tem potencial para pontuar sempre como neste jogo.

O banco foi fundamental para a vitória do time da casa, com J.R. Smith marcando 13 pontos e Ty Lawson, 17. Foi um justo triunfo do Nuggets num verdadeiro clássico da Conferência Oeste.


Suns 121 x 116 Lakers

O Phoenix enfrenta muitos problemas nesta temporada. Apesar de ter o quarto melhor ataque, tem a segunda pior defesa e é o time que menos pega rebotes na liga. Contra um time forte no garrafão como o Lakers, isso costuma ser fatal. Ainda mais perdendo seu único pivô, Robin Lopez, logo no início da partida.

Mas o basquete também pode ser uma caixinha de surpresas. O Lakers jogou bem, até.  Já venceu jogando bem menos. Como previsto, dominou a área pintada (49 x 32). Kobe fez uma partida muito boa, quase anotando outro triplo-duplo (25pts, 14ast, 9 reb). Gasol também jogou muito (28pts, 17reb), assim como Lamar Odom (22pts, 11reb). Mas os bicampeões não contavam com a astúcia… das bombas de três pontos do Suns.

Começou assim: relaxado e jogando bem na frente, o Lakers fechava o garrafão, mas dava espaço para os chutes de longe do Suns. Aí a primeira bomba do Jason Richardson caiu. A segunda, também. Quando a terceira de JR e as primeiras de Hedo Turkoglu e Channing Frye também caíram, acendeu o alerta vermelho no Staples Center e, especialmente a partir do terceiro quarto, o Lakers passou a apertar a marcação na linha de 3. Mas aí a vaquinha já estava a caminho do brejo, porque as bolas do Suns, que no início caíam sendo arremessadas sem muita contestação, agora já faziam chuá até com uma parede à frente.

O NBA League Pass exibiu o jogo com a transmissão da TV do Phoenix Suns e foi divertido ver/ouvir o narrador mandar um R-I-D-I-C-U-L-O-U-S para uma cesta de Frye, lá pelas tantas, com um marcador em sua cara e a bola batendo duas ou três vezes na tabela e no aro, subindo e caindo mansamente dentro da cesta. A certo ponto, o que mais se ouvia era aquele “oh” de espanto e desalento no Staples Center a cada arremesso que dava mais três pontos ao time do Arizona. O Suns chegou a acertar 10 arremessos de três seguidos entre o final do segundo quarto e o terceiro, sendo cinco num espaço de dois minutos e quarenta segundos.

Resumo da ópera: o Suns acertou 22 de 40 chutes de três (55%), aproveitamento maior que os 47% dos arremessos de dois, bateu o recorde da franquia e ficou a apenas uma cesta de três do recorde da NBA. Eu acho que simplesmente não dá para vencer um time de basquete numa noite dessas.Turkoglu acertou 5/7, Nash, 2/3 (mais 13ast, 21pts), Frye, 4/9 eDragic, 3/5, com apenas Dudley destoando, acertando só um arremesso de três em cinco tentativas. Mas o destaque absoluto da noite histórica foi Jason Richardson, que arremessou 7/10.

Cabe o registro de que a máxima que valeu dessa vez foi a que diz que dia de muito é véspera de pouco. O Suns ainda venceria em casa o Nuggets, para depois levar três verdadeiras surras em Miami (finalmente um garrafão que deixasse o Heat jogar), Orlando e Charlotte, até ter Nash de volta após ausência de duas partidas e vencer o Rockets em Houston. O detalhe é que nas quatro partidas seguidas ao duelo contra o Lakers, Jason Richardson arremessou 16 bolas da linha dos três pontos, acertando apenas uma…

Repare no vídeo a sensacional cesta de Kobe fazendo assistência para ele mesmo, com uma pequena ajuda da tabela.


Lakers 118 x 107 Bucks

Depois de duas derrotas seguidas, o Lakers saiu para fazer o Leste, o que fez bem à equipe. A primeira parada foi em Milwaukee, para enfrentar o jovem time local. Após os recentes fracassos, o Lakers jogou com muita atenção e finalmente conseguiu dobrar a resistência do Bucks no último quarto. Todo o elenco principal cumpriu seu papel, mas foi Brown quem mais uma vez brilhou, marcando decisivos 21 pontos (7/9).

Brendon Jennings (31pts, 6 ast, excelente até cansar), Drew Gooden (22pts, 13reb) e Andrew Bogut (12pts, 18reb) foram os destaques do time da casa. Time, aliás, que tem uma torcida muito divertida e animada.


Lakers 103 x 90 Pistons

Jogar em Detroit costuma significar derrota para o Lakers. Não desta vez. Foi, talvez, a mais fácil partida da temporada. Não me lembro de haver visto o Lakers passar tão tranquilamente pelo Pistons em Detroit antes. E olha que já se vão algumas décadas acompanhando isso. Em um momento totalmente Rasheed Wallace, Richard Hamilton fez o favor à sua equipe de receber duas faltas técnicas seguidas e ser excluído do jogo ainda no primeiro quarto. O que já era fácil para o Lakers, ficou mais ainda. Kobe (33pts, 9reb), Gasol (25pts, 12reb) e Odom (15pts, 14reb) se divertiram e ainda puderam repousar no banco mais cedo.

O Detroit Pistons foi apenas uma pálida caricatura do time que costumava impor temor a qualquer um que o enfrentasse no Palace de Auburn Hills. Aliás, onde Ron Artest viveu aquela constrangedora noite de pugilato com torcedores quando jogava pelo Indiana Pacers.


Lakers 112 x 95 Timberwolves

Fechando sua primeira turnê pelo Leste, o Lakers não teve maior dificuldade para dobrar novamente o Minnesota Timberwolves. O destaque californiano saiu de novo do banco de reservas. Desta vez, Matt Barnes, que terminou com 24 pontos (acertando todos os seus sete arremessos de quadra e os cinco da linha de lance livre), sete rebotes, seis assistências e mais dois roubos de bola.

No Timberwolves, Kevin Love teve uma atuação atípica para seu padrão nesta temporada, pegando apenas sete rebotes e não pontuando. Dark Milic, por sua vez, jogou como nunca e terminou com 23 pontos, 16 rebotes e seis tocos, deixando Pau Gasol em situação embaraçosa em alguns momentos. Michael Beasley colaborou com 25 pontos e 10 rebotes, mas o Wolves foi dominado do início ao fim.


Warriors 89 x 117 Lakers

De volta ao Staples Center, o Lakers não teve qualquer dificuldade para derrotar novamente o Golden State Warriors. Basta dizer que o primeiro tempo terminou em 69 x 41 para os atuais campeões.

O destaque foi a partida quase perfeita de Pau Gasol. Não fosse um único turnover e poderia dizer que o espanhol acertou tudo o que tentou em quadra. Foram 10 arremessos certos em 10 tentativas, mais 8/8 da linha de lance livre, nove rebotes, cinco assistências e quatro tocos. Kobe e Odom também foram bem, assim como o trio backup Barnes (9pts, 3ast, 3reb, 2 roubos), Blake (6pts, 6ats, 4reb) e, especialmente, Brown (17pts, 4reb).

No lado do Warriors, vale registrar apenas a luta e o aproveitamento ruim de Monta Ellis, que acertou apenas dois arremessos de quadra em 10 tentativas, e a péssima noite de Reggie Williams (1/10). Sem as cestas de Ellis, um dos cestinhas da temporada, não há nada que o Warriors possa fazer contra ninguém, muito menos contra o Lakers.


Bulls 91 x 98 Lakers

Sete dos 11 adversários anteriores do Chicago Bulls não haviam chegado aos 100 pontos. O Lakers entrou na lista. Para isso muito contribuiu a passiva atuação de Pau Gasol (dia de muito, véspera de pouco…), apesar de seus 12 rebotes. Mas Kobe e Odom seguraram as pontas, muito bem coadjuvados por Brown, que marcou 21 pontos. Aliás, o banco do Lakers detonou o do Bulls: 38 x 10. Quem diria…

Mas o jogo foi apertado até o último quarto, quando Kobe chamou mais a dupla (às vezes tripla) marcação e rodava a bola até cair nas mãos de Brown, Blake e Barnes na linha de 3.

Talvez o bom time do Bulls tivesse melhor sorte se contasse com um banco mais efetivo ou uma participação  mais regular de Luol Deng. Mas as ótimas atuações de Taj Gibson (16pts, 12reb), Joakim Noah (19pts, 13reb, 4 roubos, 3 tocos) e, principalmente, Derrick Rose (30pts, 8ast, 5 reb), sempre infiltrando-se agressivamente em direção à cesta.

As coisas ainda vão melhorar para as bandas de Chicago, quando Carlos Boozer finalmente se recuperar de contusão e tiver condição de jogo.


Lakers 96 x 102 Jazz

Em Salt Lake City, Lakers e Utah Jazz fizeram um ótimo jogo. Venceu o Jazz, somando mais uma virada à sua coleção desta temporada. Mas creio que Phil Jackson cochilou com todo seu método zen de ser e colaborou um pouco para o placar final.

Marcando muito forte, o Lakers fechou o primeiro quarto 16 pontos à frente e logo abriu 19 no início do período seguinte, com a segunda unidade em quadra. E parou por aí. Passivamente, Jackson assistiu ao adversário tirar toda a diferença sem um pedido de tempo sequer e quando os titulares voltaram, a maré já havia virado.

E se a maré virou, foi muito por causa de Deron Williams, para mim (para Kobe também), o melhor armador da NBA. Deron fez um partidaço do início ao fim, mesmo quando o time estava atrás (bem atrás) e terminou com 29 pontos (10/14) e 12 assistências. Foi muito bem coadjuvado por Al Jefferson (20pts/8reb) e Andrei Kirilenko, que, se não se destacou tanto em números (11pts/7reb), atuou com muita intensidade. Fundamental para o time foi também o banco de reservas, responsável direto pelo momento da reação.

No Lakers, apenas Kobe se destacou – e digo isso por uma questão de atitude, não pelos números, já que Gasol (21pts/11reb/4ast) e Odom (16pts/10reb/5ast), por exemplo, tiveram bons números. Mas é que o time sumiu no final da partida e só Kobe foi à luta.


Pacers 95 x 92 Lakers

Se houve atenuantes nas derrotas anteriores do Los Angeles Lakers, contra o Indiana Pacers foi um vexame, daqueles jogos displicentes que tanto irritam seu torcedor. Primeiro, vale observar como o Lakers adora dobradinhas de derrotas – e não é de hoje. Dito isto, vale ainda o registro de que, com todo o respeito que o time de Indiana mereça (afinal, deu uma surra incrível no Denver Nuggets e venceu o Heat em Miami), acho que não pode. A diferença técnica entre as equipes é muito grande e a franquia nunca havia vencido no Staples Center. O Pacers ainda se deu ao luxo de cometer erros bobos com certa frequência e ainda é uma equipe bem inexperiente. Tivesse feito uma partida um pouco mais equilibrada e talvez tivesse aplicado no Lakers a mesma sova que aplicou no Nuggets.

Isso porque o Lakers foi de uma apatia daquelas e Phil Jackson mais uma vez errou – não é porque o homem vence tudo que não erra. E quando erra, erra bem. Já havia errado contra o Utah Jazz, errou de novo contra o Pacers.

O Lakers jogava muito mal desde o início e apenas Kobe, Odom e Barnes pareciam querer jogo e perceber que daquele jeito iriam para o saco. Por isso não justifica o pouco tempo de quadra de Barnes, quando Artest estava absolutamente inoperante (por aquela declaração acima, podemos especular o porquê). Muito menos Kobe ter passado 2/3 do terceiro quarto de fora com o time se arrastando em quadra. Depois, o astro começou o período final novamente no banco, voltando a 8 minutos do fim, quando terminara o quarto anterior acertando tudo, pegando fogo. Daí que Kobe voltou frio e o tempo que levou para reengrenar foi fatal  numa partida em que seus companheiros não estavam numa de acertar a cesta. Isso inclusive obrigou o número 24 a forçar vários arremessos desesperados em busca de três pontos no fim, quando estava levando vantagem nas infiltrações no garrafão. Não foi a primeira nem será a última derrota do Lakers em que Phil Jackson toma (ou não) decisões estranhas. O homem é assim.

A esta altura, Pau Gasol parece precisar de um tempo. Questão física, pois aparentou falta de vigor e disposição. Sem Andrew Bynum, fica muito tempo em quadra. Apesar de ter pegado 12 rebotes, Roy Hibbert deitou e rolou em cima dele e no ataque o espanhol foi uma lástima. Kobe fechou com 41 pontos e Odom anotou 15pts/11reb. Barnes precisava ter jogado mais que 21 minutos e o resto do time jogou mal.

Hibbert terminou com 24 pontos, 12 rebotes e seis assistências e foi o destaque da partida. Além dele, o Pacers incrivelmente não precisou de atuações excepcionais de seus jogadores para quebrar um tabu de 14 jogos e vencer pela primeira vez no Staples Center. Danny Granger faz ótima temporada, mas nesse jogo não chegou a brilhar. O time valeu-se mais de seu conjunto e força de vontade. Dominou o Lakers desde o início e só teve problemas com Kobe, por isso não venceu com mais folga. Mereceu a histórica vitória sobre um irreconhecível Lakers.


Lakers 96 x 98 Grizzlies

Mais ou menos o que teclei sobre a partida anterior vale para esta, a última de novembro. E assim o Lakers conseguiu uma tripleta negativa de derrotas. No primeiro confronto entre os dois, eu escrevi que de bobo o Memphis Grizzlies não tem nada, mas nem precisou jogar muito bem para bater um Lakers jogando com o modo “desconcentração” ativado. E foi um duelo fraco. Ambos os times acertaram menos de 50% dos chutes. Venceu – de novo – quem queria mais.

No Lakers, Kobe começou bem, muito a fim de jogo, como se quisesse decidir tudo de cara. Apesar do esforço, não conseguiu e logo se enredou na mediocridade desconjuntada dos colegas. No final, ainda tomou a sempre duvidosa decisão de deixar a bola do jogo nas mãos de Artest. Atenção para outra soft atuação de Pau Gasol (apesar de mais 14 rebotes para a conta), especialmente no ataque, jogando quase o tempo todo de forma apática e sem agressividade. O trio do banco (Brown, Blake e Barnes) até que se esforçou, mas em nenhum momento o tome mostrou disciplina tática para vencer.

Pelo Grizzlies, Mike Conley brilhou com 28 pontos (10/13) e O.J. Mayo deu importante contribuição saindo do banco. Vale destacar ainda os seis tocos de Rudy Gay, dois deles praticamente seguidos, no primeiro quarto, em cima de Kobe Bryant.

*** *** ***

Mais preocupante que o desinteresse – contagiante ou não – de Ron Artest, o cansaço de Pau Gasol ou a eterna espera por Andrew Bynum, é a postura desmotivada que o Lakers adota mesmo em partidas que vence ao longo da temporada regular, parecendo um time que conhece sua força e aguarda um desafio para mostrá-la, não lutando nesses 82 jogos por algo que julga garantido: a vaga nos playoffs e na banda de cima.

Afinal, para o Lakers, na hora do vamos ver, o mando de quadra não é assim tão relevante, assim como para o Celtics. Só que é preciso ressalvar que, sim, numa eventual série entre os dois gigantes, aí o mando pode ser decisivo, como foi no campeonato passado.

Bem, se der, farei mais posts assim, mas sei não. Gosto de registrar competições que acompanho, mas tudo depende do tal fator tempo.

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