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BRASIL ► Patético e vergonhoso, Código Penal Brasileiro é o maior responsável pela banalização da violência no país – 1

12 dez

Como já disse aqui mais de uma vez, impunidade é tudo e é a maior responsável pela violência no Brasil. Tudo sob as bênçãos de um Código Penal absolutamente ridículo e permissivo e uma comunidade de advogados, juízes e afins que não estão nem aí – por incapacidade ou interesse – para fazer justiça no país. Apenas sabem cumprir leis, por mais retrógradas e anacrônicas que elas sejam.

O caso abaixo é típico fruto da impunidade que rege nossa sociedade. O respeito perde o valor. A vida não tem valor. Nossos cidadãos não têm, em geral, qualquer noção de cidadania. Isso vale do comportamento em casa à rua, inclusive passando pelos milhões de assassinos em potencial que saem todos os dias com suas armas de quatro rodas, dirigindo sem a menor responsabilidade e educação, ameaçando a vida de todos. Bandidos também.

Aliás, agora querem liberar de vez a direção para adolescentes de 16 anos. Veja só: o moleque já pode votar para presidente, vai poder tirar carteira para dirigir… e ainda continuará tendo o direito de cometer crimes impunemente.

Por quê? Porque para roubar ou matar ainda é menor de idade.

Fala sério…

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08.12.10 às 08h10 > Atualizado em 08.12.10 às 10h11

Preso universitário que assassinou professor dentro da faculdade

Estudante já foi expulso de faculdade e tem longo histórico de envolvimento com a polícia

Belo Horizonte – Foi preso na madrugada desta quarta-feira o universitário acusado de matar um professor dentro da Faculdade Izabela Hendrix, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A Polícia Civil de Minas Gerais acredita que  Amilton Loyola Caires, de 22 anos, esfaqueou o professor Kássio Vinícius Castro Gomes, de 39 anos, por ter recebido uma nota baixa em uma avaliação.

O universário foi encontrado pelos policiais pouco depois de chegar em casa, no bairro União, região Leste da capital. De acordo com a Polícia Militar, logo após o crime, viaturas da corporação foram enviadas a diversos pontos que poderiam ser considerados rotas de fuga para o suspeito. Por volta das 2h30, uma viatura  que patrulhava pelo bairro União foi informada que o rapaz havia acabado de chegar no local em um táxi e realizou a prisão do suspeito no apartamento em que ele vive.

Segundo os PMs, o jovem não revelou onde teria ficado escondido depois de cometer o crime e nem o motivo de ter voltado para casa. O suspeito teria afirmado que era vítima de humilhação por parte do professor assassinado. O rapaz foi levado ao Departamento de Investigações da Polícia Civil, onde prestou depoimento durante toda a madrugada e permanece detido.

O crime

Segundo testemunhas, o aluno e o professor discutiram porque o suspeito não teria aceitado o fato de ter sido reprovado na primeira etapa do Trabalho de Conclusão de Curso de Educação Física (TCC). Revoltado, universitário teria atacado o professor, mestre em educação física, no corredor da instituição. Testemunhas relataram que três alunos cercaram a vítima, mas somente um deles teria esfaqueado o professor.

O assassinato foi filmado pelas câmeras do circuito de segurança da instituição de ensino. Segundo o delegado Wagner Pinto, as imagens flagraram o suspeito golpeando o docente no tórax. O universitário cursava o 5º período e, de acordo com colegas de curso, era uma pessaoa bastante agressiva, já tendo, inclsuive, sido expulso de uma outra instituição de ensino.

O professor Kássio Vinícius era casado e pai de dois filhos.  Seu corpo deverá ser enterrado na tarde desta quarta-feira em Betim, município vizinho a Belo Horizonte.

Ocorrências policiais

Embora nunca tenha sido preso, Amilton Loyola Caires já se envolveu em várias ocorrências policiais. Entre as confusões em que ele figura como autor, há denúncias de ameaças e agressões.

De acordo com a Polícia Civil, em 2006 o estudante foi encaminhado ao Detran por direção perigosa. Ele, à época com 19 anos, foi flagrado fazendo manobras arriscadas em uma rua.

Há registro policial de 2008 em que o estudante foi denunciado por funcionários da faculdade Universo, onde ele estudava. No relato feito á Polícia Civil, ele ameaçava constantemente funcionários e professores e simulava andar armado, fato que não foi confirmado.

Ainda em 2008 o estudante, com 21 anos, agrediu o próprio irmão, dois anos mais velho que ele. Na ocasião, a vítima teria reclamado que o irmão lhe roubou R$ 600, tendo sido agredido em seguida.

Já em 2010, o estudante se envolveu em uma briga de bar. Na ocorrência registrada pela Polícia Civil como lesão corporal ele teria reclamado que lhe deram troco errado no bar. Houve discussão e ele foi embora. Em seguida voltou, chamando o balconista de ladrão. A Polícia Militar foi chamada e o estudante deixou o bar. Entretanto, horas depois ele voltou ao estabelecimento, acompanhado de dois amigos, e tentou agredir o funcionário.

Com informações do jornal O Tempo

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O link original da matéria publicada no O Dia Online é este aqui.

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Publicado por em 12 de dezembro de 2010 em Brasil

 

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