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TELEVISÃO ► Como está difícil ver cinema na televisão…

24 dez

Eu imagino que logo, logo as TVs por assinatura enfrentarão uma crise sem precedentes, que as obrigará a mudar totalmente o seu atual modo operacional.

Modo operacional atual que se caracteriza pelo total comercialismo e amplo descaso com a qualidade de seu trabalho e com o consumidor.

O maior exemplo disso pode ser visto nos canais ditos de cinema.

O melhor deles, em minha opinião, sempre foi o Eurochannel. Mas o Eurochannel entrou numa fase terrível em que as legendas apareciam quando queriam, normalmente fora de sincronia. Para piorar, as imagens quase sempre estavam anamórficas – aquelas em que as pessoas ficam esticadinhas na vertical, parecendo longilíneos seres de outro planeta. Irritante. Daí acabou sumindo da Sky e da Net e hoje não tenho como assistir. Rogo que tenha superado esses problemas, porque sua programação é de primeira.

Os canais Telecine sempre foram meio farofa, com a exceção do Telecine Cult. Aliás, já começavam mal por conta dos diversos nomes que foi recebendo, em especial a injustificada alteração dos nomes nacionais para estrangeiros. O que justifica mudar de Telecine Ação para Telecine Action?

Pois bem, o Cult ainda é um bom canal, com ótimos e interessantes filmes, aqueles que fogem ao padrão cinemão americano. As legendas já foram melhor cuidadas, mais ainda é uma bela opção. Os demais ficam na média, com dois ou três gravíssimos agravantes para o cinéfilo.

Primeiro, dos seis canais Telecine, mais o Megapix, está cada vez mais difícil a opção assistir a um filme com som original e legendas. O básico para o assinante de um canal dito de cinema. O lance é que, além do Pipoca e do Megapix, horários de outro canais exibem filmes dublados sem a opção do som original com legendas. Algo absolutamente lamentável e que me faz, como cinéfilo, desqualificá-los como canais de cinema. Não são. São apenas canais de filmes TV aberta travestidos em canais de assinatura. Com a ressalva, ainda e felizmente, ao Telecine Cult.

Depois, há intervalos comerciais. Como disse, “são apenas canais de filmes TV aberta travestidos em canais de assinatura”.

Incrivelmente, após o advento do HD, as transmissões para os canais “normais”, que não são em HD, cada vez mais estão anamórficas. Impossível assistir. Particularmente, não há filme que me faça assistir àquelas imagens esticadas. Falta de respeito ao assinante é isso.

Por fim, como tempo parece ser cada vez mais dinheiro, é preciso ter visão felina para acompanhar os créditos de um filme exibido nesses canais. Eles costumam passar a supervelocidade para que acabem logo e possam ser exibidos mais comerciais. E ai de você se quiser saber o nome do ator que interpretou aquele personagem ou da música que emocionou naquela cena…

Nos canais HBO, a situação melhora um pouco. Bem até. Mas não sem ressalvas. A começar pelos próprios canais HBO originais (HBO 1 e 2), bem semelhantes ao padrão Telecine. Ao menos, sem intervalos e sem aceleramento da imagem durante os créditos. Mas a programação é bem parecida, apesar do brilho que série próprias lhe conferem.

Os canais que mais curto da HBO são os Cinemax, em especial o Prime. Bons filmes, muitos independentes ou de fora de Hollywood. Mas há problemas no paraíso – e graves. E por conta das legendas.

Não sei que diabos fizeram com o sistema de legendagem dos canais HBO, em especial, os Cinemax, que estava tornando impraticável assistir a um filme com legendas sempre fora de sincronia e desaparecendo a cada distante, a ponto de você torcer a cada sonora para que a legenda apareça logo. Justiça seja feita, a coisa deu ma pequena melhoradas de um tempinho para cá, mas a prova dos nove eu vou tirar nas férias, quando terei mais tempo para assistir a uns filminhos.

De quebra, vale o registro de que já há faixas de horários nos canais HBO com filmes dublados sem oferecer a opção do som original com legendas. R-i-d-í-c-u-l-o.

Fora o problema das sinopses dos filmes na grande maioria dos canais, como já postei aqui e aqui.

Por essas e outras, não me surpreenderei se, com o contínuo advento da banda larga pelo país e a popularização das transmissões em streaming, esses canais de cinema das TVs por assinatura acabarem num buraco sem tamanho.

O que seria bem justo, até.

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Publicado por em 24 de dezembro de 2010 em Cinema, Televisão

 

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