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BRASIL ► Lula: a vitória do torneiro mecânico

Bem, poderia dizer “a vitória do nordestino”, “a vitória do operário”, “a vitória do trabalhador”… Mas acho que o que resume melhor a passagem de Luíz Inácio Lula da Silva na presidência do Brasil talvez fosse “a vitória do povo brasileiro”.

Como Lula frisou em tantas circunstâncias, “pela primeira vez na história deste país” tivemos um presidente vindo do seio do povo e não das elites dominantes.

E Lula, desde o dia que assumiu, enfatizou que não poderia errar como presidente, pois aquelas forças retrógradas e imperialistas que tanto mal fizeram – e fazem – ao Brasil ao longo de séculos e que muitos juravam ter virado conto da carochinha usariam de todo seu poder para não permitir a volta de um trabalhador ao poder.

Pois Lula terminou seus oito anos de mandato com o absurdo índice de aprovação de 87%. E mais: apenas 2,2% de avaliação negativa. Dignos representantes desses 2,2%, FHC, o pessoal das Organizações Roberto Marinho e do Grupo Abril, que a esta altura devem estar cortando os pulsos. Se fossem nipônicos, talvez cometessem harakiri.

Lógico que não foi um governo perfeito, faço minhas próprias ressalvas. Mas foi muito bom, excelente se comparado aos anteriores. Acima de tudo, foi o primeiro governo a jogar do “nosso lado”, do lado do povo. Houvesse no passado três ou quatro assim e nosso país estaria em um patamar, especialmente social, muito acima do atual.

Foi o primeiro governo a realmente colocar as necessidades da esmagadora maioria da população em primeiro plano e foi isso que muito ofendeu as elites, aqueles 2,2%, salvo raras e honrosas exceções que ali se incluem na reprovação ao trabalho do torneiro mecânico.

É muito difícil para quem sempre viveu de privilégios e teve tudo na mão entender isso. Mais ainda: é ameaçador para essa gente ver seu modo de vida invadido pelo populacho. É aquela história do “onde já se viu pobre querer ter carro, casa própria, fazer compras em shopping-center?”. Ou como disse aquela filha de um casal bossanovista num passado não tão distante: “Não fui criada para conviver com esse tipo de gente.”

Em quem não se lembra de Regina “eu tenho medo” Duarte?

Por isso tão extremas foram as táticas usadas por quem se opõe a um governo popular, táticas antidemocráticas e golpistas até, para que Lula não elegesse seu sucessor. Não adiantou. Dia 1º de janeiro, Dilma Rousseff se tornará a primeira mulher a assumir a presidência do Brasil.

Parafraseando Mário Jorge Lobo Zagallo, vão ter que engolir o povo.

Votei em Lula em 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006.

Não me arrependi, valeu a pena a espera pelo primeiro governo popular de nossa história. O saldo é muito positivo.

Não se muda um país que foi vítima de exploração, submissão e injustiças sociais durante 500 anos em apenas oito. Mas o primeiro passo foi dado. E muito bem dado. Um passo firme.

Obrigado, presidente Lula.

Boa sorte, Dilma Rousseff.

E um 2011 de paz – e democracia – para todos.

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