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TÊNIS ► A chinesinha e a número 1 do mundo: vitória do tênis na semifinal do Aberto da Austrália!

27 jan

Confesso que qualquer torneio de Grand Slam de tênis (Aberto da Austrália, Aberto dos Estados Unidos, Wimbledon e Rolland Garros) fica menos interessante para mim quando a russa Maria Sharapova é eliminada. Mas com o fuso horário que coloca os jogos do Aberto da Austrália em nossas TVs na hora de zapear os canais em busca do sono, acabei parando em frente à semifinal disputada entre a número 1 do mundo, a dinamarquesa Caroline Wozniacki, e a ainda número 11 (deve ganhar algumas posições após a competição), a chinesa Na Li.

E que jogão! Comecei a ver no segundo set, quando o duelo já se mostrava equilibradíssimo, após Na Li forçar e errar bastante no início, o que pode até ter iludido a dinamarquesa. Há muito não via um duelo tão legal no esporte da bolinha amarela.

Wozniacki mostrou por que é a líder do ranking. Ela não perdeu o jogo, não entregou, não jogou mal. Pelo contrário, mostrou como é difícil batê-la. Na Li, a partir do momento que cresceu na quadra, atacou muito e a dinamarquesa, sem conseguir impor seu jogo, defendeu muito também. Fiquei impressionado com seu jogo de pulso (ou de punho?) para conseguir devolver bem bolas que a pegavam em posição completamente desfavorável para a defesa. Fica claro para quem a vê jogar que, para vencê-la, é preciso jogar tênis, porque, de graça, ela não entrega partida alguma, mesmo não estando em seus melhores dias.

E foi jogando muito tênis, arriscando sempre, que Na Li superou a talentosa rival. Wozniacki teve um match point no segundo set. A chinesa jogou muito bem aquele ponto, venceu o game e foi numa crescente só até o fim. Como a dinamarquesa não baixou o nível, foram games e mais games de qualidade, com variedade de golpes, muitas pancadas e ótimas trocas de bola.

Depois de mais de duas horas e meia de bola quicando pra lá e pra cá, Na li acabou vencendo por 2 x 1 (3/6, 7/5, 6/3) e se tornou a primeira tenista asiática a chegar à final de um torneio de Grand Slam.

Na entrevista após a partida, ainda em quadra, Na Li deu um show de simpatia (como Wozniacki costuma fazer, também), dizendo o que a motivou a superar o match point e virar o jogo (“O prêmio em dinheiro.”), contando por que sua mãe não assiste a seus jogos (“Ela fica nervosa, prefere ficar em casa.”) e reclamando do ronco do marido não a ter deixado dormir na noite anterior. De quebra, foi surpreendida ao ser lembrada da data de aniversário de seu casamento (“É hoje?”).

Tudo isso só fez aumentar aquela sensação de satisfação de ter assistido, ao vivo, no momento em que acontecia a um momento histórico do esporte.

Valeu!

*** *** ***

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Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 27 de janeiro de 2011 em Esporte, Tênis

 

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