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NBA ► Mais do mesmo: outro mês sem brilho do Los Angeles Lakers

05 fev

Com uma semana de atraso, finalmente consigo registrar aqui mais um mês de ação do Los Angeles Lakers na temporada 2010/11 da NBA, nesta minha inédita experiência como assinante do NBA League Pass. Recomendo.

Em janeiro o Lakers de Phil Jackson, Kobe Bryant e Cia. seguiu na mesma batida do início do campeonato, alternando apresentações efetivamente consistentes, com partidas em que joga para o gasto e outras absolutamente apáticas e até dispersivas. Assim, mantém um discreto aproveitamento de 50% nos confrontos com adversários que venceram mais do que perderam, o que não impede a equipe de Hollywood de eventualmente sofrer derrotas desconcertantes para times na ponta de baixo da tabela. A pior estatística dos Lakers é em relação aos melhores times de cada conferência. Em cinco jogos contra Boston Celtics, Chicago Bulls, Miami Heat e Dallas Mavericks, o Lakers só venceu um, contra o Bulls, que também o derrotou.

Aparentemente, o Los Angeles Lakers parece jogar a temporada regular apenas por obrigação, à espera dos playoffs que podem levá-lo ao tricampeonato. Esperamos nós, torcedores dos amarelinhos da Califórnia, que no final de abril o time esteja focado e consiga mostrar uma regularidade de boas atuações que até agora não mostrou.

O resultado dessa salada é que fevereiro chegou com Los Angeles envolvida em uma série de boatos sobre possíveis trocas que pudessem dar uma sacudida na equipe. Entre os nomes mais cotados para possíveis negociações, Ron Artest, que estaria insatisfeito com seu pouco envolvimento nas ações ofensivas. Mas Artest jura que não quer sair. Além disso, deve-se levar em conta que, no momento, Ron-Ron não é uma boa moeda de troca, já que seus números este ano estão bem discretos.

O período para transferências se encerra em 24 de fevereiro e o Lakers não tem muitas opções. Lamar Odom vem sendo consistente. Kobe é Kobe. Pau Gasol, apesar da queda rendimento, não deve ser incluído em nenhuma conversa nesse sentido. Restariam Artest mesmo, Luke Walton, que talvez possa interessar a alguém e o pivozão Andrew Bynum. Apesar do grande potencial, parece haver alguns problemas quanto à atitude de Bynum. Além disso, Bynum, sim, seria uma moeda forte para troca. Quem sabe, até, uma tentativa sobre Carmelo Anthony, sempre resmungando em Denver. Melo é “parceiro” de Kobe e o Lakers poderia tentar algo envolvendo Bynum, Artest, Walton e até o nosso Nenê. Mas isso até o momento é pura especulação, inclusive minha, talvez sem qualquer fundamento.

Mas mais preocupante que o padrão de atuações do Lakers antes dos playoffs é notar Kobe Bryant  incomodado pelo seu fraturado dedo médio da mão direita. Especialmente desde os últimos jogos de janeiro, quando comecei a reparar sua mecânica de arremessos de longa distância um tanto diferente, aparentando um certo desconforto no jogador. Algo a acompanhar.

Abaixo, então,o que vou lembrar de mais 31 dias do Los Angeles Lakers nesta temporada. Vale observar que apenas seis vezes o time conseguiu vencer sem atingir a marca dos 100 pontos. E apenas três vezes perdeu superando a contagem centenária.

*** *** ***

Grizzlies 104 x 85 Lakers

O Los Angeles Lakers começou o mês ano sofrendo uma derrota absolutamente ridícula para o Memphis Grizzlies. Não que o Grizzlies seja um lixo propriamente dito. Muito pelo contrário. Numa campanha de recuperação, ameaça brigar até o fim uma das disputadas vagas da Conferência Oeste nos playoffs.

O “ridículo” vem da forma displicente como o Lakers entrou em quadra, achando que resolveria a qualquer momento a partida. Tomou um pau no primeiro quarto, outro no segundo e um pior no terceiro, quando quis correr atrás, já era. Lembra a história da lebre e da tartaruga? Pois é…

Os principais destaques no Grizzlies foram os alas Rudy Gay (27pts) e o gordinho Zach Randolph (21pts, 8reb), além do armador O.J. Mayo, que saiu do banco para anotar 15 pontos. No Lakers, como costuma acontecer em algumas dessas derrotas aparentemente inexplicáveis, apenas Kobe Bryant foi agressivo, terminando com 28 pontos, sendo 17 deles no terceiro quarto.

Curioso foi o decepcionante duelo protagonizado pelos irmãos Gasol, Pau e Marc. Pau fez uma partida “daquelas”, conseguindo apenas 10 pontos e oito rebotes, além de cometer cinco erros. Marc foi um pouco melhor: arremessou muito mal (só 4pts, 2/10), mas compensou um pouco com 10 rebores, seis assistências, quatro tocos e três roubadas de bola.

Pistons 83 x 108 Lakers

Perder daquele jeito para o Grizzlies foi feio. Então não cabia outra coisa ao Lakers senão jogar sério a partida seguinte. Azar do Detroit Pistons, que visitou o Staples Center e foi muito mal recebido. Após um primeiro tempo em que ainda houve jogo (modesto placar de 45 x 42 para o time da casa), o Lakers atropelou na etapa final (63 x 41) e venceu com facilidade. Kobe assumiu a décima posição entre os maiores cestinhas da história da NBA, mesmo tendo uma noite de maus arremessos. Valeu mais pelos sete rebotes e oito assistências que conseguiu. Gasol foi o cestinha amarelo, com 21 pontos e Lamar Odom fez 16 pontos (mais nove rebotes e quatro assistências). Mas o destaque foi Andrew Bynum convertendo seus seis arremessos de quadra, mostrando haver esperanças de que desta vez consiga manter-se saudável até os playoffs. O Pistons até se esforçou bastante, mas quando o Lakers se acertou em quadra não teve chance nem de anotar a placa do caminhão que o atropelou. Foram duas surras do Lakers sobre o tradicional rival nesta temporada, algo raro de acontecer.

Lakers 99 x 95 Suns

O Phoenix Suns já havia vencido o Lakers no Staples Center depois de uma longa série de derrotas, mas não teve como evitar a segunda derrota no Arizona para os atuais campeões. Foi um jogo equilibrado em que, apesar do mau aproveitamento ofensivo de Fisher, Gasol e Artest, prevaleceu a maior categoria do Lakers, liderado por Kobe Bryant (24pts, 7reb, 5ast), que largou duas assistências decisivas no fim da partida. Com Steve Nash discreto (10pts, 10ast), o Suns teve como destaque o reserva Jared Dudley, com 21 pontos e seis rebotes. Apesar de não ter jogado lá muito bem, foi novamente muito legal ver novamente em condições normais de jogo (35 minutos em quadra) um jogador da categoria de Grant Hill.

Hornets 97 x 101 Lakers

O New Orleans Hornets é um dos bons times da Conferência Oeste, onde hoje (2 de fevereiro) ocupa a quinta colocação. Logo, não foi surpresa a disputada partida que fez com o Lakers no Staples Center. Uma partida na qual Kobe Bryant alcançou mais uma marca, superando Oscar Robertson e se tornando o nono maior cestinha de todos os tempos. Kobe jogou bem (25pts, 10/19) e contou com ótimas colaborações de Pau Gasol (21pts, 13reb, 7ast), Andrew Bynum (17pts, 5reb, 3 tocos) e Lamar Odom (17pts, 13reb).

O Hornets também teve um punhado de boas atuações em seu quinteto inicial, plenamente refletida em números: David West (23pts, 12reb), Trevor Ariza (17pts, 7reb, 6ast0, Emeka Okofor (13pts, 13reb), Chris Paul (12pts, 10ast) e Marco Belinelli (17pts, 3 roubos). Enfim, um bom jogo e uma boa vitória do time da casa.

Knicks 87 x 109 Lakers

New York Knicks e Los Angeles Lakers entraram na quadra do Staples Center como se estivessem num decisivo jogo de uma série final de playoffs. Principalmente no primeiro quarto, muito contato, muito jogo físico, muita intensidade e equilíbrio. Equilíbrio, porém, que durou apenas meio tempo. A partir do terceiro quarto, o Lakers foi embora e o Knicks não o ameaçou mais. Mas foi um grande jogo. E uma das poucas vezes na temporada que o Lakers jogou à vera contra um tradicional rival. Os principais nomes do time da casa foram bem, apesar de Kobe arremessar mal (10/28). Ainda assim, o astro de Hollywood anotou 27pts, 10reb e 5ast. Pau Gasol, curiosamente também não arremessando bem (5/13), somou 20pts, 14reb e 4ast. Andrew Bynum fez 18 pontos e pegou sete rebotes. Do banco, Lamar Odom, bastante consistente nesta temporada, conseguiu 13pts, 18reb e 4ast. E Shannon Braown ajudou muito com seus 16 pontos.

Amare Stoudemire disse que adorou o jogo físico imposto pelo Lakers, mas não teve vida fácil, terminando com 23 pontos (apenas 7/23), 10 rebotes, quatro assistências e ótimos seis tocos. Wilson Chandler contribui com seus 19 pontos (o nome Chandler tem aparecido bem na NBA), Raymond Felton esteve bem longe de seus melhores dias, marcando apenas 12 pontos (4/14).

Cavaliers 57 x 112 Lakers

Dizem que há cosias que só acontecem ao Botafogo. Pois há outras que só com o Cleveland Cavaliers nesta temporada mesmo. A terra arrasada deixada por LeBron James sofre tanto que nosso valente e guerreiro Anderson Varejão, veja você, era seu melhor jogador, até se machucar e começar a assistir do banco a uma série ainda sem fim de derrotas do seu time. Esta foi a décima primeira. A contagem está em 21… e aumentando. E como nada é tão ruim atualmente para o Cavs que não possa piorar, pegou pela frente o Lakers numa raríssima noite de 48 minutos de empenho e seriedade contra uma equipe bem mais fraca.

O resultado está no placar, um atropelamento histórico de 112 x 57. Foi a terceira maior margem de diferença a favor dos amarelinhos desde que mudaram para Los Angeles. No mais, não há muito que dizer sobre uma partida cujo primeiro tempo já terminou em 57 x 25. Os titulares do Cavaliers somaram ridículos 23 pontos, promovendo uma inglória disputa para saber quem arremessava mais. Juntos, foram 37 arremessos tentados e só oito convertidos. Mas acabaram superados pelo novato Samardo Samuels, que saiu do banco cheio de vontade e conseguiu acertar apenas um arremesso em doze.

Quanto ao Lakers, apenas o registro da seriedade empregada (por que não jogar assim com mais frequência, hein?) e da contusão de Matt Barnes, que já desfalcou a equipe nessa noite e o fará por mais algumas semanas, devido a um problema de menisco no joelho direito.

Lakers 115 x 110 Warriors

Embalado pela boa sequência de vitórias e de atuações, o Lakers foi à Oracle Arena e bateu o sempre guerreiro e pontuador Golden State Warriors (trocadilho infame, eu sei…). Mas para isso contou com um soberbo desempenho de Kobe, que marcou 17 de seus 39 pontos nos últimos seis minutos da partida. Ao seu lado, apareceu muito bem também Lamar Odom, com 10 de seus 20 pontos nesse mesmo período. Gasol e Artest deram boas contribuições, mas Fisher a ter um pífio desempenho no ataque (apenas dois pontos e razoáveis seis assistências).

No Warriors, todo o quinteto titular se houve bem, à exceção do pivô Andris Biendrins, que só conseguiu dois pontos e três rebotes. Mas Monta Ellis (39pts), Dorell Wright (27pts, 7reb), David Lee (14pts, 7reb, 6ast) e Stephen Curry (15pts, 10ast) tiveram boas atuações. O time só não contava com a astúcia de Kobe Bryant. Ou contava, mas…

Nets 88 x 100 Lakers

De volta a Los Angeles, o Lakers jogou o básico para vencer o fraco New Jersey Nets. Antes do jogo, Jordan Farmar, transferido para o Nets antes de a bola subir na atual temporada, recebeu das mãos de Kobe Bryant e Derek Fisher seu anel pelo campeonato passado. Farmar ficou contente, saiu do banco e marcou 12 pontos. Outro campeão pelo Lakers, Sasha Vujacic, também reserva, foi outro que se sentiu à vontade e anotou outros 17 pontos. Do banco do Nets ainda viria outra boa atuação, a do ala de força Kirk Humpries, que, mesmo mal nos arremessos (3/12), conseguiu pegar 15 rebotes. Mas entre os titulares a situação foi calamitosa para os lados de Nova Jersey. Travis Outlaw, Derrick Favors, Devin Harris e Stephen Graham tiveram atuações fraquíssimas. Salvou-se o pivô Brook Lopez. Apesar de modestos seis rebotes, ele marcou 35 pontos (13/19), deitando e rolando em cima de Gaol e Bynum – este, atrapalhado com faltas desde o início da partida.

Pelo Lakers, Kobe (27pts, 10/19), teve a surpreendente colaboração de Ron Artest (14pts, 5/7) e a quase sempre confiável presença de Lamar Odom (14pts, 11reb). Shannon Brown também ajudou bem na vitória dos campeões, com seus 12 pontos. Os 20 pontos e nove rebotes de Gasol acabaram ofuscados pelos problemas que o espanhol enfrentou na marcação à Brook Lopez.

Lakers 92 x 99 Clippers

Já no jogo anterior o rico Los Angeles Lakers teve imensa dificuldade para superar seu primo pobre, o Los Angeles Clippers (87 x 86). Desta vez, não houve jeito. Com boa parte do Staples Center tomada por torcedores do Clippers (acredite!), que tinha o mando de quadra, os times californianos protagonizaram um verdadeiro clássico local. Não que seja muito comum o Clippers fazer frente ao Lakers. Aliás, não costuma fazer. Mas talvez isso esteja mudando e uma rivalidade comece a ser criada.

O fato é o jogo teve uma grande participação da torcida, foi pegado, bom e acabou em briga (Lamar Odom, Blake Griffin, Baron Davis e Ron Artest se embolaram na última bola) e em zebra, com a justa vitória do Clippers, que engrenava uma série positiva de resultados, derrotando num espaço de 12 dias fortes adversários: Denver Nuggets, Miami Heat e Los Angeles Lakers.

Blake Griffin, o calouro da temporada passada que, por motivo de contusão, só conseguiu estrear este ano, foi o grande destaque entre os vencedores, atuando mais uma vez com muita intensidade e conseguindo 18 pontos e 15 rebotes. O jovem ala de força teve ótima colaboração no garrafão do não menos empolgado e voluntarioso pivô DeAndre Jordan, com seus oito pontos e 15 rebotes. O armador Eric Gordon – e seus 30 pontos e seis assistências – também ajudou, assim como o redivivo veterano Baron Davis também foi importante, segurando os nervos de seus companheiros e acrescentando 14 pontos e oito assistências.

No Lakers, Kobe (27pts, 9reb, 5ast) foi bem, assim como Bynum (18pts, 13reb). Mas o time sentiu muita dificuldade para parar Griffin, que pendurou com faltas todos os homens grandes de amarelo (no caso, de roxo), o próprio Bynum, Gasol e Odom.

Vale ressaltar que assistir ao Clippers é certeza de se entreter com muita força no garrafão e enterradas. Ou tentativas dela. Griffin e Jordan formam uma dupla ameaçadora para aros e tabelas de todas as quadras, cravando bolas incríveis, mas também passando do ponto e errando enterradas não menos incríveis, muitas vezes até sozinhos. Ao menos, diversão garantida.

Thunder 94 x 101 Lakers

Depois de “ir” ao Staples Center enfrentar o Clippers, o Lakers “voltou” ao mesmo ginásio para receber o jovem e vibrante Oklahoma City Thunder de Kevin Durant e Russell Westbrook. O Lakers conheceu nos playoffs passados a força dessa emergente equipe e tratou de tratar o adversário com o devido respeito. Apesar do placar relativamente apertado, o Lakers jogou bem e procurou manter o Thunder a uma distância segura no placar, algo em torno de três posses de bola a seu favor. O time de Phil Jackson foi uma equipe bem balanceada nessa noite, com seus principais jogadores contribuindo positivamente para a vitória.

Russell Westbrook foi o melhor jogador da partida, com seus 32 pontos e 12 assistências, mas ressentiu-se de um melhor desempenho de Durant, que, muito marcado, esteve numa noite infeliz nos arremessos, acertando apenas oito de 24 tentados. O Thunder poderia ter tido uma sorte algo melhor se fosse um pouco menos ruim nos chutes de três nessa partida: em 22 arremessos, acertou apenas dois! Pouco para derrotar o Lakers, um time que tem notória deficiência para impedir tais arremessos, talvez seu calcanhar de Aquiles.

Lakers 100 x 109 Mavericks

O forte Dallas Mavericks vinha meio que despencando na tabela, com Dirk Nowitzki se machucando e isso dando início a uma série de seis derrotas consecutivas, as duas últimas já com o alemão de volta. Mas receber um tradicional rival em casa é sempre uma injeção de ânimo. Nowitzki foi apenas ok (14pts, 8reb), mas mesmo não sendo brilhante comandou sua equipe a uma ótima vitória num bom jogo. E muito dessa vitória deve ser creditada a dois fatores. O primeiro, a atuação do veterano Jason Kidd, com cestas em momentos importantes (21pts, 8/12, 5/8 da linha de 3) e 10 assistências. O segundo, a preciosa ajuda do banco de reservas nas figuras de Jason Terry (22pts, 7ast), que deixou em polvorosa a defesa do Lakers, e de Shawn Marion (22pts). Como se vê, dois jogadores já rodados e que dão muita profundidade ao elenco do Mavs.

No Lakers, Kobe, Gasol e Odom jogaram bem e combinaram para 64 pontos, mas não foi o suficiente. Kobe ainda fez 10 assistências, mas ficou a impressão que essa era uma daquelas partidas em que ele devia ter sido mais egoísta e chutado mais (apenas 18 arremessos, acertando 10). Com mais 10 rebotes, Odom cravou um novo duplo-duplo. Enfim, um duelo bastante competitivo e mais uma derrota – aceitável até – do Lakers para um dos melhores times da NBA.

Lakers 107 x 97 Nuggets

Antes do jogo na Pepsi Arena, em Denver, Kobe Bryant criticou os torcedores locais por vaiarem Carmelo Anthony, que estaria tentando ser negociado antes do fechamento da janela de transferência.

Durante o jogo, Kobe mostrou que não estava para brincadeiras no terceiro quarto, jogando muito basquete, assinalando 14 de seus 18 pontos (8/15) na partida nesse período e garantindo uma folgada vantagem que valeu ao Lakers uma valorosa vitória no Colorado. Kobe terminou ainda com sete assistências e seis rebotes. O time de Phil Jackson fez uma partida de sonho de qualquer treinador: boa atuação de seu grupo principal de jogadores, ataque balanceado e defesa dominando totalmente os rebotes (47 x 27). Mesmo Fisher, que converteu apenas um de cinco arremessos de quadra, contribuiu bem com seis assistências e mais três rebotes.

Eu costumo dizer que Carmelo Anthony não tem qualquer motivo para sair. Poucas opções seriam melhores que o Nuggets, que conta com um time forte e uma combinação ginásio & torcida que o faz muito difícil de ser derrotado em casa. Mesmo que fosse para o Knicks, não seria o mesmo. O Nuggets é mais completo. Melhor seria insistir para a direção da franquia investir em uma ou duas trocas que dessem à equipe o Q a mais que falta para ao menos ir à final da Conferência Oeste. Enquanto isso, com uma torcida aborrecida ao lado, Melo teve uma boa atuação contra o Lakers. Agressivo o tempo inteiro, terminou com 23 pontos (10/24), seis rebotes e cinco assistências. Arron Afflalo foi o destaque do time, acertando oito de 11 arremessos de quadra, sendo cinco cestas de 3 em sete tentativas, terminando com 22 pontos, quatro assistências e quatro rebotes. Ty Lawson saiu bem do banco para cravar 15 pontos, mas os homens de garrafão fracassaram. Nenê somou apenas nove pontos e sete rebotes. A irregularidade de atuações de Nenê é que dificulta sua presença no Jogo das Estrelas da NBA. Nosso pivô é capaz de alternar fortes desempenhos com partidas pífias como essa. Kenyon Martin foi ainda pior: apenas dois pontos e dois rebotes.

Jazz 91 x 120 Lakers

O Utah Jazz do excelente armador Derron Woilliams vinha numa ótima posição na classificação da disputadíssima Conferência Oeste, até sair para a estrada e sofrer quatro derrotas seguidas, quase todas para bem meia-boca: Washington Wizzards, New Jersey Nets, Boston Celtics (exceção) e Philadelphia 76ers. Chegando ao Staples Center para encarar o Lakers, não poderia esperar muita coisa mesmo e acabou somando mais um revés para a triste coleção. O Jazz foi dominado desde o início e não ofereceu qualquer resistência aos atuais bicampeões. Não há nem o que destacar negativamente no time, as coisas simplesmente não estavam andando a essa altura do campeonato. Como é moda dizer atualmente, não estava dando liga. Acontece. Mesmo assim, o time eternamente dirigido por Jerry Sloan segue relativamente bem colocado.

O Lakers fez outra partida bastante concentrada e equilibrada no ataque e na defesa. Matou o jogo no primeiro tempo (66 x 38!) e todo o banco de reservas pode ter mais tempo de quadra, sem deixar o ritmo cair. O mais animador foram os 19 pontos e 11 rebotes de Andrew Bynum.

Kings 100 x 95 Lakers

Quem conhece o Lakers bem sabia que estava na hora de relaxar um pouco e pagar um de seus micos periódicos. Para isso, nada como perder injustificadamente para o Sacramento Kings, um dos lanternas da NBA, em pleno Staples Center. Dizem que o time já estava com cabeça no Boston Celtics, adversário seguinte. O Kings não tinha nada a ver com isso e, com muita determinação, garantiu uma surpreendente vitória (falando sério agora), praticamente definida no terceiro quarto, que fechou vencendo por 85 x 71. No período final o Lakers tentou de tudo encontrar seu jogo, mas não achou nada. Como digo, a tal história da lebre e da tartaruga. Deu a tartaruga, mais uma vez.

Mas nesse jogo em particular a tartaruga deve uma bela ajuda de Phil Jackson. Kobe Bryant começou a partida muito quente, fazendo 21 pontos (8/11) apenas no primeiro quarto, que terminou com o placar de 33 x 30 favorável ao time da casa. O lógico, na minha cabeça, seria deixar que Kobe, jogando daquele jeito, fizesse o Lakers deslanchar no segundo quarto e praticamente garantir a vitória. Mas o vitorioso Phil Jackson às vezes faz umas coisas esquisitas e que irritam profundamente torcedores dos amarelinhos como eu. Após esse incrível início de partida, Phil Jackson só colocou Kobe de volta à quadra faltando apenas dois minutos para o fim do segundo quarto. Aí o jogo já estava enroscado, com o Kings pegando moral e Kobe voltando bem morno, para não dizer frio.

Ainda assim Kobe terminou com 38 pontos (13/27) e bateu mais uma marca na NBA, se tornando o oitavo maior cestinha da história da liga.

“Me sinto como se tivesse sido campeão”, disse o destaque do jogo, o ala de força calouro do Kings DeMarcus Cousins (27pts, 10reb), que dominou completamente Pau Gasol. O reserva e já rodado pivô Samuel Dalembert foi outro grandalhão de Sacramento que fez a festa no garrafão do Lakers, anotando 18 pontos e cinco rebotes, assim como outro “baixinho” do time vencedor, Carl Landry (12pts, 10reb).

Já os gigantes de Los Angeles foram uma lástima. Gasol ainda pegou 11 rebotes, mas na verdade foi dominado por Cousins e um tanto omisso no ataque (9pts, 4/11). Bynum também não se impôs como devia (12pts, 4reb) e Odom fez uma partida bem fora da curva em relação às suas boas e regulares atuações: pegou oito rebotes e errou todos os sete arremessos que tentou. Como Aretst e Fisher estavam naqueles dias “invisíveis”, não deu para o Lakers, mesmo com a boa noite de Shannon Brown, que marcou 17 pontos (7/11).

Celtics 109 x 96 Lakers

Nada melhor para fechar um mês de NBA do que o esperadíssimo reencontro dos eternos duelistas Los Angeles Lakers e Boston Celtics, desta vez no Staples Center. E o jogo foi uma decepção para o Lakers, que lembrou muito o time batido pelo Celtics nas finais de 2008 do que venceu o próprio Celtics na temporada passada. Principalmente Pau Gasol.

Gasol começou muito bem o campeonato, mas parece estar sentindo a sequência de jogos e tem se tornado cada vez mais irregular. Nesse jogo lembrou muito o Gasol “soft” que foi feito de gato e sapato em 2008. Foram 12 pontos e sete rebotes, sem em nenhum momento conseguir se impor no garrafão. Como Bynum logo se pendurou em faltas, sobrou para Odom, que simplesmente não teve tamanho para brigar com Shaquille O’Neal, Kevin GarnettGlen Davis e Kendrick Perkins. Assim o Celtics dominou o garrafão (43 x 30 nos rebotes) e venceu.

Mas seria injusto dizer apenas isso. O Celtics jogou muito bem o tempo todo. Quando os verdinhos estão saudáveis e concentrados, mostram por que são meus favoritos ao título da Conferência Leste e destinados a um novo encontro com o Lakers numa série final de playoffs. Defesa forte, física, ataque consciente, balanceado e um brilho aqui e ali de suas estrelas quando necessário. Garnett terminou com 18 pontos e 13 rebotes. Rajon Rondo fez 10 pontos e se divertiu no meio da defesa do lakers enquanto distribuía 16 assistências. Ray Allen fez o que dele se espera: acertar seus chutes (21pts, 8/12) e Paul Pierrce, que talvez tenha sido o melhor de todos, mesmo tendo disputado um ótimo duelo com Kobe Bryant. Pierce fez 32 pontos, alguns deles em momentos críticos.

O time do Lakers realmente lembrou 2008, com um Kobe abandonado tendo em Lamar Odom seu único escudeiro. Kobe fez uma grande partida, de muito empenho na defesa e muito contato em busca de espaço no ataque. Aliás, Kobe mostrou a Gasol como encarar fisicamente no garrafão um time forte defensivamente como Celtics. Pau sabe, mostrou que aprendeu no ano passado, mas parece não estar num bom momento. Kobe terminou com 41 pontos (16/29) e houve quem dissesse que ele devia ter distribuído mais o jogo. Não concordo. Sou daqueles “lakernianos”, como os que li em alguns fóruns da ESPN, que acham que, nessas circunstâncias, quando o Lakers entra numa de “apertem os cintos, o time sumiu”, Kobe devia ter chutado mais.

Ao ser questionado quanto a isso, o próprio Phil Jackson, que não é de medir as palavras, declarou que não parecia haver muita gente (do Lakers) com vontade de receber a bola. Lamar Odom também foi enfático, dizendo que ofensivamente o Lakers esteve muito mal, não se movimentando e sem deixar para Kobe outra opção senão tentar carregar o time nas costas. Mesmo muito marcado e sem ajuda física dos colegas maiores, Odom marcou 15 pontos, acertando seis de oito arremessos de quadra, além de conseguir cinco rebotes. Comentando o jogo, Kobe, por sua vez, pediu maior agressividade a seus companheiros, especialmente Pau Gasol.

*** *** ***

E assim foi mais um mês do inconsistente time do Los Angeles Lakers na temporada 2010/11 da NBA. Falando assim até esquecemos que os atuais campeões fecharam janeiro na segunda colocação da Conferência Oeste e na terceira no geral. Pela frente, no início de fevereiro, nuvens ameaçadoras, sob a forma de uma dura série de sete partidas consecutivas fora de casa, algumas contra fortes times da Conferência Leste (Celtics, Knicks, Magic…), de uma não menos dura sequência de 15 partidas, sendo 13 delas jogadas fora da Califórnia.

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Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 5 de fevereiro de 2011 em Basquete, NBA

 

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