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CARNAVAL ► Incêndio na Cidade do Samba: as cinzas baixaram, os erros precisam ser corrigidos

Não com ideia de revanchismo, caça às bruxas ou algo assim. Há coisas que fogem ao controle humano, não é possível prever tudo. O Titanic é a maior prova disso: era insubmergível… até submergir. Mas parece óbvio que houve uma falha de projeto na construção da Cidade do Samba, o que acabou contribuindo para a grande proporção do incêndio que tomou conta da fábrica de sonhos do carnaval carioca no dia 7 passado e detonou com o barracão de três escolas de samba e mais um da Liesa.

Do ponto de vista cientificamente “achologista” daqui deste lado da tela, não entendo como os barracões não são estanques, tal o altíssimo índice de inflamabilidade do material ali trabalhado. Uma falha estrutural teria permitido que o fogo iniciado no barracão da Liesa se alastrasse, consumindo o trabalho de um ano da Acadêmicos do Grande Rio, da Portela e da União da Ilha do Governador.

Por outro lado, mostrou-se extremamente ineficaz a presença de uma brigada de incêndio permanente sem equipamento para combater as chamas. Principalmente conforme a aproximação do carnaval e o aumento de pessoas e atividades no local, mais necessária seria uma brigada completa e bem equipada para agir em caso de necessidade.

Foto: Agência O DIa

É uma situação, digamos, estranha, porque as escolas de samba são muito gratas à Cidade do Samba, então fica claro nos diversos depoimentos de dirigentes carnavalescos o cuidado com as palavras para que não soem como um ataque ou queixa à Prefeitura. Considero isso normal, desde que, longe dos holofotes, discussões estejam sendo realizadas e decisões sendo tomadas.

Isso porque ocorreram falhas de projeto ou de gerenciamento de segurança que precisam ser atacadas para que novos acidentes não venham a ocorrer na Cidade do Samba. Até porque a Cidade do Samba foi criada, entre outros motivos, para dar um fim aos frequentes acidentes e incêndios registrados em barracões de escolas de samba ao correr dos anos e propiciar mais segurança e melhores condições de trabalho para quem produz uma festa tão bonita.

Claro, ressalvando-se que, por ora, tudo restrito ao mundo das chamadas grandes escolas de samba. Fora da Cidade do Samba, acidentes continuam a acontecer, mas sem que a mídia dê murta atenção a eles.

Felizmente, o mais importante é que a “tragédia” (como muitas mídias fizeram questão de “estardalhar”) ficou apenas no campo material, sem que nenhuma vida humana fosse perdida. Pelas proporções do incêndio, quase um milagre de carnaval.

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