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NBA ► Los Angeles Lakers: um fevereiro brincando de médico e monstro

04 mar

Há dois anos, Phil Jackson descreveu o Lakers como um time bipolar. Ora médico, ora monstro. Os resulatdos de fevereiro mostram bem isso. Grandes vitórias em Boston e Nova York, derrotas ridículas em Charlotte e Cleveland, seguidas de nova série de convincentes triunfos.

Bem, quem acompanha o Lakers está razoavelmente acostumado a isso.

Vamos aos jogos.

*** *** ***

Rockets 106 x 114 Lakers (Prorrogação)

Depois de perder de maneira desalentadora para Sacramento Kings e Boston Celtics em pleno Staples Center, o Lakers conseguiu evitar uma rara e constrangedora série de três derrotas consecutivas em casa. Sem Andrew Bynum, o time permitiu um jogo acomodado e enroscado até o fim e apenas na prorrogação (quando chegou a estar quatro pontos atrás no placar) conseguiu dobrar o valente e instável time do Houston Rockets. Kobe vinha cobrando (vem, ainda) maior agressividade de Pau Gasol no garrafão e a atuação do pivô espanhol no tempo extra foi decisiva para a vitória dos atuais campeões. Gasol terminou com 26 pontos (seis deles na prorrogação), 16 rebotes e quatro tocos. Ótimos números. O principal trio do Lakers, aliás, foi muito bem. Lamar Odom, começando novamente como titular, com o desfalque de Andrew Bynum, conseguiu um raro 20-20: 20 pontos e 20 rebotes (mais quatro assistências). E Kobe Bryant anotou 32 pontos, 11 assistências e seis rebotes.

No Rockets, destaque absoluto para a dupla Luis Scola e Kevin Martin. O ala de força argentino fez 24 pontos e pegou 15 rebotes, enquanto o armador marcou 30 pontos. Mas também merece crédito, saindo do banco, Aaron Brooks, com seus 16 pontos e oito assistências. Pena (para Houston) que Brooks estivesse mal nos chutes de 3 (2/10).

Spurs 89 x 88 Lakers

Em sua quarta partida consecutiva jogando em casa, o Lakers somou sua terceira derrota. Mas essa foi, digamos, uma derrota aceitável. E não apenas pelo nível do adversário, o líder geral da NBA, o San Antonio Spurs. Afinal, o Lakers havia perdido para o Boston Celtics de um modo nada aceitável. Digo que a derrota para o Spurs foi aceitável por ter sido uma grande partida, muito bem disputada, daquelas com cara e jeito de playoff e só decidida no zerar do cronômetro e no soar da sirene, com um tapinha vencedor do veterano Antonio McDyess, um desses craques perseguidos por contusões que às vezes até esquecemos que ainda não encerraram a carreira.

O detalhe curioso é que o Lakers vinha dominando o adversário no garrafão (44 x 35 em rebotes) até o momento decisivo, a 11 segundos do fim, quando o time de Tim Duncan pegou três rebotes consecutivos, culminando com o tapinha de McDyess, e venceu o jogo.

Nesta partida foi possível reparar bem como o dedo médio da mão direita de Kobe o atrapalha e como ele tem tido trabalho para ajustar sua mecânica de arremesso a cada incômodo. Ele acabou acertando apenas cinco de 18 arremessos de quadra, embora tenha contribuído bem com 10 assistências e nove rebotes, quase um triplo-duplo. Em matéria de números, o time da casa foi bastante equilibrado, todos colaborando um pouco, sendo que por “todos” deve ser entendido apenas oito jogadores que entraram em quadra (o Spurs só utilizou nove, sendo que nosso Thiago Splitter só ficou quatro minutos em quadra). E ressalve-se a exceção de Derek Fisher, com uma fraca atuação.

No Spurs, chega a ser estranho reparar que o time derrotou o Lakers no Staples Cebter com um dos mais fracos desempenhos de Tim Duncan no tradicional clássico do Oeste (quase teclei Velho Oeste, quase) . Duncan errou nove de seus 12 arremessos de quadra e somou modestos oito rebotes. Manu Ginobilli, outra estrela de San Antonio, também foi mal nos arremessos (5/17), conseguindo, porém, oito assistências.

Mas números, em jogos assim, são algo bem relativo.

Lakers 101 x 95 Hornets

Após quatro jogos em casa, o Lakers saiu para sua segunda série de sete partidas consecutivas fora de Los Angeles. Um desafio para um time que não vai lá muito bem das pernas, até fisicamente falando. Não é propriamente um time de garotos. E tudo começou bem com uma vitória em Nova Orleans contra o Hornets de Chris Paul. Jogando o fino, Kobe e Gasol lideraram a equipe, com o espanhol sendo agressivo como o número 24 tem pedido. Gasol fez uma ótima partida, acertando 13 de 17 arremessos de quadra, somando 34 pontos e pegando 10 rebotes. Kobe o coadjuvou com 32 pontos, mais nove rebotes e cinco assistências. Mais uma vez o Lakers teve um banco limitado a três jogadores, já que, sem Matt Barnes e Bynum, Phil Jackson não utilizou em sua rotação os veteranos Joe Smith e Luke Walton nem os calouros Derrick Caracter e Devin Ebanks.

No Hornets, Chris Paul foi estrela praticamente solitária, 21 pontos e 15 assistências. David West (16pts, 12reb) e os reservas Marcus Thornton (14pts, 4reb) e David Andersen (11pts, 6reb) ainda deram uma força. O pivô Aaron Gray, apesar do esforço (10pts, 10reb), não teve chances com Gasol e os armadores Marco Belinelli e Willie Green foram duas lástimas, combinando para apenas 11 pontos (4/16 nos arremessos) e pífias duas assistências, uma de cada um.

Lakers 93 x 84 Grizzlies

Com Andrew Bynum de volta e uma atuação bastante balanceada, o Lakers dominou o Memphis Grizzlies e conseguiu sua segunda vitória seguida fora de casa. Todos os titulares californianos e mais Lamar Odom estiveram bem e souberam controlar o ímpeto do time da casa, numa partida que marcou mais um duelo entre os irmãos Gasol: Pau anotou 17 pontos e nove rebotes, enquanto seu irmão Marc conseguiu 10 pontos e 12 rebotes.

O registro negativo do Grizzlies ficou por conta de Zach Randolph, bem abaixo do que tem produzido na temporada. Apesar de pegar 12 rebotes, acertou apenas dois de 14 arremessos tentados, quando sua média tem sido de quase 50% de aproveitamento.

Lakers 92 x 86 Celtics

O terceiro jogo do Lakers na estrada foi “o” jogo. Quer dizer, um dos “‘o’ jogo”. Enfim, era Los Angeles Lakers x Boston Celtics. Como disse um colunista em algum lugar (não lembro se na CNNSi, na ESPN ou Fox Sports), na temporada passada os eternos duelistas foram ao jogo 7 das finais e ninguém ficaria entediado, muito pelo contrário, se tivessem ido ao jogo 17, 27, 37…

Ao contrário do passeio do Celtics no Staples Center no mês anterior, quando o Lakers protagonizou um verdadeiro papelão, desta vez houve jogo. E daqueles.

Tudo estava armado para celebrar o recorde de pontos da linha de 3 que Ray Allen com certeza bateria naquela noite. Até porque o armador andou segurando o braço na partida anterior para fazer a festa num palco mais glamouroso. Parecia cenário de nova partida final da NBA. E Allen não decepcionou, acertando a cesta recordista e fazendo o ginásio quase vir abaixo ainda no primeiro quarto, quando o Celtics esteve melhor e conseguiu levar uma vantagem de oito pontos até o intervalo da partida.

Mas Kobe Bryant esteve num daqueles dias de Kobe Bryant. E não apenas pelo seu ímpeto ofensivo, muito contido, por sinal. Sereno, Kobe só atacou ele próprio o forte garrafão adversário no terceiro quarto, quando anotou simplesmente 20 de seus 23 pontos, virou o jogo e depois comandou a defesa de seu time até a vitória final.

E atuação de Kobe superou em muito seus números (23pts – 9/17 -, 5reb, 4ast). No início da partida, o veterano armador anulou o ótimo Rajon Rondo. Nesse instante, Ray Allen começou a brilhar, até que Kobe tomasse a missão de marcar o astro da noite para si, esfriando a mão do maior chutador de 3 da história da NBA. Mais tarde, Kobe voltou a concentrar-se em Rondo, ainda ajudando de sobremaneira seus colegas na dobra sobre os adversários. Mas melhor do que eu (muito melhor, aliás) pode falar o vitorioso Doc Rivers, treinador do Celtics: “Listen, Kobe didn’t win the game with his offense. Defensively he was absolutely phenomenal. He was everywhere. He was helping off Rondo all night, and he trapped the post, blocked shots. He had a great floor game, more than just scoring.” (Matéria completa clicando aqui.) Em poucas palavras: Kobe não venceu a partida atacando, mas defendendo, estando em todo lugar da quadra. Sufocou Rondo, ajudou nas dobras, bloqueou arremessos… Foi o grande nome da partida da partida, muito mais do que o simples cestinha.

Os holofotes sobre os sucessivos recordes de pontos obtidos por Kobe Bryant às vezes nos fazem esquecer o quão excelente jogador defensivo ele é. E os treinadores da NBA sabem e reconhecem isso. Na frente, valeu muito em Kobe seu papel de “facilitador” (como dita a moda agora), encarando o garrafão verde com muita força e técnica e fazendo seu time jogar.

Destaque do Lakers, também, a presença de seus homens grandes, devidamente aniquilados na partida do Staples Center. Desta vez, Bynum, Odom e Gasol comandaram a vitória de 47 x 36 nos rebotes e jogaram com o vigor físico que um confronto com o Celtics não só recomenda como exige.

O Celtics jogou firme como costuma jogar essas partidas. Firme e equilibrado. Mas desta vez encontrou pela frente um Lakers muito mais parecido com o que o derrotou nas finais do ano passado do que aquele cordeiro docilmente abatido em 2008 – ou no mês passado.

Lakers 113 x 96 Knicks

Depois de um tenso jogo contra o Celtics, nada como um domingo no parque. Ou, no caso do Lakers, uma sexta-feira no Madison Square Garden, em Nova York, palco sempre de grandes performances de Kobe Bryant. E o astro não decepcionou. Desde cedo colocou o jogo no bolso e a curiosidade ficou em torno de com quantos pontos ele terminaria a partida. 50? Outra partida de 60? 70? Em apenas 29 minutos, Kobe anotou 33 pontos (12/17), mas Phil Jackson frustrou o público presente em geral (até os fãs do Knicks!) e todos que acompanhavam pela TV o deixando o quarto período inteiro no banco.

No intervalo o Lakers vencia por 62 x 48. O resto da partida foi mera formalidade. Luke Walton pôde até começar a pegar tempo de quadra (23 minutos) e só mesmo Fisher e Artest não apareceram (somaram apenas seis pontos, duas assistências e quatro rebotes).

No Knicks, pouco além de muita correria e esforço. Amare Stoudemire fez 24 pontos e pegou lá seus nove rebotes e todo mundo lutou muito, mas o time estava com a defesa aberta e não teve chance alguma.

Lakers 75 x 89 Magic

Depois de dois grandes triunfos, o Lakers até fazia uma partida razoável em Orlando contra o Magic, mas parece ter faltado pilha no segundo tempo, quando o time foi atropelado do Dwight Howard e companhia e conheceu sua primeira derrota na série de sete jogos fora de casa. Justiça seja feita, o Magic não tinha nada a ver com as pernas do adversário e realizou uma grande partida.

Bem mesmo, a rigor, ninguém no Lakers. Chamou muito a atenção o baixo número de rebotes que a equipe pegou durante a partida, apenas 23. Kevin Love costuma pegar isso sozinho no Minnesota Timberwolves.

Assim, o Super-Homem Howard fez a festa, pegando 13 rebotes e acertando quase tudo que tentou: 13 de 16 arremessos, somando 31 pontos. Com a volta de Herdo Turkoglu e as aquisições de Jason Richardson e Gilbert Arenas, o Magic deve ganhar novo impulso na luta pelo título da conferência.

Lakers 89 x 109 Bobcats

No dia em que estou postando este texto, o site da NBA do Fox Sports traz em uma de suas manchetes: “Lakers, beware! Bobcats are coming to town”. Ou seja: “Cuidado, Lakers, o Bobcats está chegando!” Isso porque se há um time em toda a liga que assusta, apavora, faz despertar todos os medos californianos, esse time é o nada poderoso Charlotte Bobcats. E Lakers e Bobcats se enfrentam logo mais no Staples Center.

Dito isso, já dá para perceber que no meio daquela excursão o Lakers apanhou de novo do time ainda comandado por Gerald Wallace (agora no Portland Trail Blazers), que anotou 20 pontos e pegou 11 rebotes.

Para se ter uma ideia, nas 10 últimas partidas entre eles, o Bobcats venceu nada menos que oito! Fora as sucessivas contusões de Andrew Bynum em duas temporadas seguidas jogando em Charlotte.

Só que esta aqui foi uma derrota feia. Segundo Pau Gasol, uma atuação desastrosa. Tudo bem que o Lakers pareceu já meio mal das pernas, tanto que Phil usou seis reservas, mas 20 pontos foi um pouco demais.

A verdade é que o Bobcats atuou como se soubesse que enfrentava um velho freguês. E foi como um bom freguês que o Lakers se comportou.

Fica para mim a curiosidade pela partida de hoje, 4 de março, no Staples Center, já que o Bobcats vem de levar uma surra de 40 pontos do Denver Nuggets. Nova derrota na caderneta, Lakers? Resposta neste blog apenas no mês que vem.

Lakers 99 x 104 Cavaliers

Surra do Magic vá lá, o cansaço da série de jogos fora de casa e a força do adversário poderiam explicar. Outra surra do Bobcats, tudo bem, os torcedores do Lakers sabem que até o Big One, o grande terremoto que arrasará um dia a Califórnia, deverá acontecer durante uma partida contra seu frágil algoz. Mas perder do combalido Cleveland Cavaliers fez soar todos os alarmes de Los Angeles.

Se em Cleveland a comemoração foi a de um título, em Los Angeles foi tudo na base do “parem o mundo que eu quero descer”.

O Cavaliers, que mal tinha conseguido quebrar sua incrível série de 26 derrotas consecutivas, teve mais raça, mais pernas e mais basquete, vencendo com justiça. Antanwn Jamison contribuiu com 19 pontos e 10 rebotes, Anthony Parker, com 18 pontos e nove rebotes, e J.J. Hickson, com 13 pontos e 15 rebotes, mas o destaque absoluto da noite foi o armador reserva Ramon Sessions, que saiu do banco para fazer 32 pontos e distribuir oito assistências.

No Lakers, Pau Gasol ainda encontrou como fazer uma grande partida, com 30 pontos e 20 rebotes. Mas o time foi muito mal e desperdiçou uma rara partida pontuadora de Derek Fisher, que fez 19 pontos.

Depois do desastre, Gasol balbuciou coisas como “derrota dolorosa”, “muito desapontadora”, “não entendo”… Kobe nem tentou entender ou explicar coisa alguma, se recusando a falar. Foi um lamentável fim para uma excursão que começou muito bem e terminou muito mal. O Lakers acabou? É a questão que se fazia mídia afora.

Por isso muito se comentou sobre a necessidade de sacudir o time, conseguindo contratar Carmelo Anthony ali no final da janela de transferência (24 de fevereiro), nem que para isso envolvesse Andrew Bynum no negócio. Essa derrota para o Cavs foi no dia 16, logo antes da parada para o All Star Game, em Los Angeles mesmo. Mas perder Bynum seria perder o trunfo de ter um trio de garrafão forte e versátil como o formado por Bynum, Gasol e Odom. Com os três bem, o Lakers é virtualmente imbatível, pois sobra espaço para Kobe. A despeito do talento de Melo, a chave para um novo título amarelo está ali, na área pintada. E, dizem, é para ali que o Lakers quer um reforço de peso, de muito peso, mas apenas para a temporada seguinte. E esse reforço viria da Flórida. Dizem até que costuma ser visto pelos céus com uma esvoaçante capa vermelha às costas…

Hawks 80 x 104 Lakers

Kobe Bryant foi o MVP do All Star Game. Pau Gasol também participou da festa. Ou melhor, do jogo. Porque, enquanto a comunidade de jogadores da NBA aproveitava o fim de semana de festas, Phil Jackson colocou seus comandados para treinar e tentar descobrir exatamente onde o time perdera a liga.

A primeira partida da segunda fase da temporada foi em casa, contra uma das forças do Leste, o sempre competitivo Atlanta Hawks – que não deu nem para a saída. Partida decidida antes do intervalo, com o placar depois de dois quartos indicando 55 x 33 para o time da casa. Foi uma atuação muito segura do Lakers, com todos seus homens importantes atuando bem. Melhor: à exceção de Gasol, que atuou durante 34 minutos, ninguém ficou em quadra mais de 27 minutos. Registrem-se os 15 rebotes de Bynum, que muito colaboraram para a vitória californiana também de goleada na área pintada: 54 x 22. E velocidade das infiltrações de Shannon Brown (15pts)

Quanto ao Hawks, estava no lugar errado na hora errada. Pouco podia fazer e nada fez mesmo. Tanto que, vendo que não tinha jeito, aproveitou para poupar seus titulares também. Para se ter uma ideia, o melhor momento do time foi antes da partida começar, quando Josh Powell recebeu de Kobe Bryant e Derek Fisher o anel de campeão da temporada passada, sob calorosos aplausos.

Lakers 106 x 101 Blazers (Prorrogação)

Além do Bobcats, outro tabu para o Lakers é vencer em Portland. Jogar lá contra o Trail Blazers é como anotar por antecipação uma derrota na caderneta. Nos 10 jogos anteriores disputados no Rose Garden, o Lakers havia perdido nove. Dos últimos 18, 15. Há quem diga que o Lakers devia ter resolvido o jogo antes, por ser mais time. Ora, isso é ignorar a verdade intrínseca a um confronto entre esses rivais do Oeste.

Foi um bom jogo, muito bom até, com todo aquele clima que a torcida local sabe criar, especialmente contra a principal franquia de Los Angeles. Kobe Bryant acabou levando o Lakers à vitória (uma rara segunda vitória consecutiva no Rose Garden), com incríveis jogadas no fim da partida.

Mas nada foi fácil. Faltando dois minutos, os bicampeões perdiam por sete pontos. No finzinho, Kobe fez duas cestas daquelas, cheio de mãos e braços na cara, que levaram o jogo para a prorrogação. Na prorrogação, o Lakers foi mais equilibrado, Gasol começou muito agressivo, marcando seis pontos, Artest acertou uma ótima bola de 3 e, depois, Kobe controlou o jogo, anotando oito pontos, os seis últimos em lances livres.

Kobe foi o melhor da quadra, com 28 pontos no segundo tempo, 37 no total. Para se ter uma ideia de como o astro cresceu no momento decisivo, no primeiro tempo ele acertara apenas quatro de 15 arremessos. Após o intervalo, encestou 10 de 16 bolas.

A TV local que transmitiu a partida elegeu o muito bom ala de força Marcus Aldridge como “player of the game”. Mas Aldridge simplesmente desapareceu na hora decisiva. Depois de dominar o garrafão do Lakers nos primeiros três quartos, quando marcou todos os seus 29 pontos e pegou 11 de seus 14 rebotes, Aldridge sumiu no quarto período, quando conseguiu fazer apenas dois arremessos, ambos no final, sendo que um, uma bandejinha até simples, daria a vitória ao Blazers. Na prorrogação, Aldridge seguiu dominado pela defesa adversária, não conseguindo executar qualquer arremesso. Pior: errou dois lances livres quando o time perdia por 100 x 97 e depois foi obrigado a assistir Kobe encestar um lance livre atrás do outro para garantir a vitória dos visitantes. Coisas que acontecem. Aldridge é muito bom (antes do “sumiço”, tinha acertado 12 de 16 bolas) e ainda vai melhorar.

No Lakers, Gasol também foi muito bem (18pts, 14reb), principalmente por sua agressividade no início do tempo extra. Mas se tivesse que dar um prêmio de destaque (não de melhor em quadra) a um amarelinho, apesar da boa atuação de Gasol e do comando de Kobe, eu daria a Ron Artest, que fez uma de suas melhores partidas (talvez a melhor) com a camisa do Lakers. Foi importante o tempo todo, importância até refletida nos números: 24 pontos, seis rebotes, quatro assistências, duas roubadas e muita, mas muita mesmo, disposição na marcação.

Kobe disse que foi a melhor vitória na temporada. Talvez tenha esquecido do triunfo em Boston – ou não.

Além de Aldridge, o Blazers ainda contou com bons jogos dos jovens Nicolas Batum (22pts, 4/9 da linha de 3) e Wesley Matthews (22pts). O que mostra o potencial do time, já que o veterano Andre Miller decepcionou, Brandon Roy fazia apenas sua primeira partida após longa ausência por contusão e Gerald Wallace seria contratado pouco depois.

Clippers 95 x 108 Lakers

A parada para o Alls Star Game – e o tempo que Phil Jackson arranjou para treinos – realmente fez bem ao Lakers. O jogo seguinte foi o clássico local contra o Los Angeles Clippers, que vinha aprontando muitas dificuldades nos confrontos mais recentes, inclusive vencendo a última partida. Mas desta vez posso dizer que o Lakers colocou o Clippers em seu devido lugar de coadjuvante na cidade.

O jogo até foi equilibrado para o intervalo (LAC 50 x 52 LAL), mas Kobe acabou com a brincadeira no terceiro quarto, quando, mesmo com o cotovelo machucado, marcou 18 de seus 24 pontos e ajudou a abrir uma vantagem que o Clippers não mais conseguiria sequer ameaçar. Kobe nem voltou para o período final.

Gasol (22pts, 5reb, 4ast) e Bynum (16pts, 11reb) foram outros bons nomes entre os vencedores.

No Clippers, Blaker Griffin (22pts, 10reb) e Randy Foye (24pts, 5/8 de 3), foram bem, mas o time não teve como parar Kobe e também em nada ajudou a má pontaria de Ryan Gomes (2/7) e do calouro Eric Bledsoe (2/11).

Lakers 90 x 87 Thunder

O último jogo do Lakers em fevereiro foi contra o Oklahoma City Thunder, fora de casa. E os atuais campeões mostraram que podem ter reavido a pegada que os levaram às recentes conquistas.

Foi uma partida muito física, o que nem faz o estilo dessas equipes. Por isso pareceu muito um confronto de playoffs. Com tanta intensidade em quadra, acabou valendo a defesa do Lakers, especialmente no terceiro quarto, quando limitou o adversário a 13 pontos e abriu oito de vantagem, que foi segura à base de muita luta e, repito, marcação.

Foi um jogo tão atipicamente físico para Lakers e Thunder que suas estrelas não se encontraram ofensivamente. Tanto Kobe (17pts, 8/22, 7ast) quanto Kevin Durant (21pts, 8/20, 4reb) arremessaram mal. E Durant ainda desperdiçou uma bola de três livre que poderia ter provocado uma prorrogação.

Como um todo, o Lakers funcionou muito bem, atuando com muita concentração na defesa. Quando o time joga assim, concentrado, defendendo firme o tempo inteiro, dificilmente é batido, já que há talento ofensivo de sobra para decidir.

Quanto ao Thunder, mostrou que pode adaptar seu jogo envolvente, rápido e técnico ao estilo de contato físico que levam a vitórias em séries de playoffs. E para isso vai contribuir muito a chegada do pivô Kendrick Perkins, recém-adquirido ao Boston Celtics.

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Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 4 de março de 2011 em Basquete, NBA

 

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