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NBA ► Final de temporada regular do Los Angeles Lakers: de imbatível e favorito a velho e cansado

O final da temporada regular do Los Angeles Lakers foi totalmente enigmático. O time Phil Jackson começou março dando sequência à boa série de vitórias após o All Star Game. Jogando com seriedade, concentração e dedicação à defesa como ainda não tinha feito, o Lakers conseguiu uma ótima série de 17 vitórias em 18 partidas, sendo a única derrota em Miami, contra o Heat, numa partida que não só poderia, como deveria ter vencido, não fossem algumas bobagens ocorridas no final, duas suas e uma da arbitragem.

Com um recorde desses, os atuais bicampeões acabaram superando o Dallas Mavericks na classificação da Conferência Oeste e chegando ao segundo lugar. E graças a uma inédita série de derrotas do San Antonio Spurs na era Tim Duncan, chegou a disputar o primeiro lugar não só da conferência como de toda a liga, algo impensável poucas semanas antes, quando o Spurs tinha nove jogos de vantagem sobre o Lakers.

A subida de produção de Ron Artest foi um dos fatores preponderantes para esse bom momento, assim como poder contar com Andrew Bynum em boa forma física, ou seja, com o joelho inteiro.

Mas tudo terminou na derrota em Los Angeles para Denver Nuggets. No mesmo dia, o Spurs voltou a vencer a, aparentemente, o Lakers abriu a guarda, voltando a acomodar-se e sofrendo cinco derrotas seguidas. No fim, precisou de uma prorrogação para superar o Kings em Sacramento para assegurar ao menos a segunda posição do Oeste.

Para completar o final arrastado e desalentador, o Lakers ainda perdeu nas últimas três peças de sua rotação de nove jogadores: Steve Blake, Martin Barnes e Andrew Bynum, o segundo pior pesadelo hollywoodiano – o primeiro seria perder Kobe.

Provavelmente à meia-bomba o time deve ter Bynum e Barnes já para o início dos playoffs no próximo fim de semana. Blake vai demorar um pouco mais, já que pegou catapora (acredite se quiser). Ao menos o adversário é o New Orleans Hornets, cujo jogo não entrou contra o Lakers e que acabou perdendo os quatro jogos que fizeram no campeonato.

A dúvida que fica é: qual Lakers entrará em quadra nos playoffs? Aquele que durante um mês mostrou que, jogando sério e com determinação, dificilmente será batido na sua luta por um novo tricampeonato? Ou aquele um tanto preguiçoso e dispersivo capaz de arrebentar num quarto e se arrebentar nos demais, contra qualquer que seja o adversário?
Nem os adversários sabem. Durante seu melhor momento, quando jogou mais que qualquer outro time na temporada, o Lakers deixou a certeza de ser ele o time a ser batido – e que dificilmente o seria nos playoffs.

Mas o fim dessa bela série de jogos foi desalentador, deixando dúvidas se as pernas não pesariam nas mãos de Kobe Bryant, Derek Fisher, Ron Artest e mesmo Pau Gasol e Lamar Odom.
Como modelos de comparação, apenas base, talvez não faça muito sentido, em 18 jogos o Lakers venceu 17, jogando bem, depois perdeu cinco e voltou a vencer os últimos dois. O máximo de partidas a serem disputadas nos playoffs, indo todas as séries à sétima partida, seria 28. Enfim…

A certeza que eu tenho, até como torcedor, é que o time precisará bastante de seus nove jogadores fundamentais (os acima mais Shannon Brown, Blake, Bynum e Barnes) na busca do tri.

Abaixo, os highlights dos últimos jogos do Lakers na temporada regular 2010/201, cortesia YouTube.

*** *** ***

Lakers 90 x 79 Timberwolves

O Lakers acelerou o ritmo no terceiro quarto para vencer, mesmo arremessando muito mal: apenas 37,5% de aproveitamento. Aretst (2/10), Gasol (3/10) e Fisher (2/9) foram os “destaques” nesse quesito. Mas o time foi muito focado na defesa e Gasol ao menos pegou 17 rebotes.


Bobcats 84 x 92 Lakers

Apesar da boa atuação de seus reservas (37 x 23 sobre os reservas do Lakers), o Bobcats foi bem controlado pelos bicampeões, não sem alguma dificuldade. Até porque o Bobcats é uma tradicional pedra nos tênis do Lakers, que novamente não arremessou bem, mas jogou muito forte na defesa. Desta vez, foi Bynum quem brilhou na área pintada, pegando 17 rebotes.


Lakers 99 x 83 Spurs

Em sua melhor partida na temporada e uma das melhores de sua vitoriosa história, o Lakers foi a San Antonio e atropelou o líder do campeonato. O Spurs simplesmente não viu a cor da bola. A tal ponto que a diferença final no placar (16 pontos) ter se tornado muito enganosa. O Lakers venceu o primeiro tempo por 65 x 37 e o Spurs só conseguiu alguma coisa no último quarto, um verdadeiro trash time. Dos jogadores efetivos do Lakers, apenas Blake não esteve inspirado. Bynum novamente pegou 17 rebotes e Kobe Bryant, que fez um grande jogo, disse ter sido essa uma das melhores partidas do Lakers de que ele se recorde. E isso é muito tempo.

No Spurs, o grande Tim Duncan foi o retrato do fracasso do time: apenas dois pontos, sete rebotes e duas assistências durante 23 minutos em quadra.

Lakers 101 x 87 Hawks

De San Antonio o Lakers voou para Atlanta e não tomou conhecimento de mais uma forte equipe da liga. Foi a vez do Hawks ser dominado e batido com segurança, após um terceiro quarto decisivo. Bynum fez mais um grande jogo (16pts/16reb) e o Lakers seguia assim invicto desde o All Star Game.


Lakers 88 x 94 Heat

A invencibilidade do Lakers cairia dois dias depois, em Miami, contra o Heat, numa partida enroscada até o fim. Poderia ter tido melhor sorte, se, praticamente no minuto final, Artst não tivesse errado uma bandeja fácil embaixo da cesta e os juízes não tivessem deixado passsar uma clara falta sobre Kobe (um tapão no braço) na posse de bola seguinte. Na sequência, Kobe deixou a bola escapar pelo fundo da quadra.

O Heat não tinha nada a ver com isso garantiu uma significativa vitória, varrendo o Lakers (2 x 0) na temporada. Curiosamente, foi mais um confronto sem brilho entre o time de Kobe e um time de LeBron James.


Lakers 96 x 91 Mavericks

Dois dias depois de perder em Miami, o Lakers já estava do outro lado do país, em Dallas, para encarar mais um dos favoritos ao título. E o fez com muita competência, derrotando o forte Mavericks em seus próprios domínios, mesmo praticamente perdendo Kobe ainda no primeiro tempo. O astro do time sofreu uma aparentemente grave torção no tornozelo (segundo ele, a pior dor que já sentiu na região). Kobe ainda voltou no terceiro quarto, mas,com os movimentos visivelmente limitados, caiu de produção. Mas o Lakers não precisou de mais. Bynum foi novamente o destaque (22pts, 15reb), mostrando como é difícil bater o Lakers com ele, Gasol e Odom em forma. Vale ressaltar os estranhos números de Fisher: apenas uma assistência, errando todos seus seis arremessos.

Shawn Marion e Dirk Nowtzki foram bem pelo Mavs, mas Jason Kidd, estrela da vitória anterior sobre o tradicional rival, foi apenas discreto.

Magic 84 x 97 Lakers

De volta a Los Angeles, não seria um então irregular Orlando Magic que interromperia o bom momento do Lakers. Apesar de todo o quinteto titular do Magic ter anotado duplo dígito (destaque para Dwight Howard, 22pts,15reb), bastou ao Lakers acelerar a partir do terceiro quarto para definir a partida. Apesar do fraco aproveitamento nos arremessos (3/10), Bynum garantiu a defesa com seus 18 rebotes. Registre-se, neste ponto, a consistência de Lamar Odom, fator de relevância não só nessa fase do Lakers, como em toda a temporada.


Timberwolves 98 x 106 Lakers

A partida contra o Magic foi a primeira de uma rara série de sete seguidas no Staples Center. A segunda foi contra o Minnesota Timberwolves, um jogo em que aparentemente o valente Wolves sabia que ia perder e o Lakers, que iria vencer. Wesley Johnson fez 29 pontos para os visitantes, enquanto Kevin Love anotava mais um de suas dezenas de duplo-duplos na temporada. O Lakers foi um time forte e balanceado que efz valer a sua força.


Trail Blazers 80 x 84 Lakers

O Portland Trail Blazers fez o que pode para derrotar o Lakers no Staples Center, conseguindo mesmo ficar à frente do placar até os dois minutos finais, quando Kobe Bryant e Derek Fisher tomaram, as rédeas da partida e garantiram mais um triunfo para os amarelinhos. Um filme já meio gasto e repetitivo, mas que ainda causa impacto. Foi um último quarto muito forte do Lakers, limitando o Blazers a apenas 14 pontos. Andrew Bynum estava suspenso nessa partida e o time acusou o golpe, sendo batido no garrafão pelo adversário nos rebotes: 45 x 35.


Suns 137 x 139 Lakers (3ª prorrogação)

Eu considero que há muitas rivalidades na Conferência Oeste, muitas mesmo. Especialmente envolvendo o Los Angeles Lakers. Apenas isso pode explicar um jogo de três prorrogações entre um time em forte em seu melhor momento na temporada e outro praticamente fora dos playoffs. Lakers e Suns mostraram por que são hoje uma das maiores rivalidades da NBA e fizeram um jogo eletrizante, só decidido após mais de três horas de batalha.

Channing Frye bateu seu recorde de pontos (32), pegando ainda 14 rebotes em incríveis 57 minutos em quadra e deu gosto ver Grant Hill jogar forte durante 44 minutos, fazendo um forte marcação sobre Kobe Bryant e ainda aniotando um duplo-duplo (11pts/10reb). O pivô Marcin Gortat saiu do banco para anotar surpreendentes 24 pontos e 16 rebotes, mas o melhor dos visitantes foi o bom e velho armador Steve Nash, com 19 pontos e 20 assistências em 49 minutos.

No Lakers, ainda sem Bynum, Lamar Odom também foi um super-homem, jogando durante 55 minutos e garantindo 29 pontos e 16 rebotes. Pau Gasol conseguiu 24 pontos e 13 rebotes e Kobe brilhou com 42 pontos, 12 rebotes e nove assistências. No finalzinho, Kobe definiu a partida, muito bem coadjuvado por Ron Artest.

A destoar, as discretas atuações de Robin Lopez (quatro pontos, três rebotes, dois tocos) e Derek Fisher (dois pontos, duas assistências e ao menos ótimos quatro roubos).


Clippers 104 x 112 Lakers

Em nova edição do clássico local contra o Clippers, o Lakers teve uma atuação muito boa e dominou o jogo. As peças amarelas todas bem encaixadas e Kobe Bryant comandou o time com seus 37 pontos, seguido de Pau Gasol, que contribuiu com mais 26. No Clippers, Mo Williams, recém-chegado de Cleveland, acertou quase tudo que chutou (11/16), finalizando com 30 pontos, seis assistências e quatro rebotes. O fenômeno calouro Blake Griffin anotou 22 pontos, mas foi discreto nos rebotes, pegando apenas seis. Aliás, os três grandes do lakers (Gasol, Bynum e Odom) pegaram mais rebotes que os três do Clippers (Griffin, KChris Kaman e DeAndre Jordan), o que explica o domínio amarelo na área pintada (41 x 34).

No minuto final, uma, digamos, pequena altercação entre Kaman e Derek Fisher rendeu técnicas e multas aos jogadores, apenas para dar mais clima de rivalidade ao duelo hollywoodiano.


Hornets 84 x 102 Lakers

A única coisa boa para o New Orleans Hornets no confronto que marcou a sétima vitória seguida do Lakers é que esse seria o última vez que se encontrariam na temporada regular, na qual acabou perdendo as quatro partidas. Mas quis a bolinha laranja que o Hornets encarasse na primeira rodada logo seu maior algoz, cabendo a Chris Paul e seus colegas lutarem para que a história pós-temporada seja diferente. Nesta partida no Staples Center, o time da casa abriu 30 x 19 ainda no primeiro quarto e jamais permitiu que o adversário aparecesse em seu retrovisor. Pau Gasol foi o melhor em quadra, com seus 23 pontos e 16 rebotes. No Hornets, o ala de força Carl Landry se destacou, conseguindo 24 pontos e 10 rebotes.


Mavericks 82 x 110 Lakers

Na última de suas sete partidas consecutivas em casa, o Los Angeles Lakers não tomou conhecimento do Dallas Mavericks, com quem brigava pelo segundo lugar da conferência, e fechou um mês de março quase perfeito: 12 vitórias e apenas uma derrota. Se o primeiro tempo ainda foi equilibrado, o Lakers foi arrasador no segundo (56 x 31) e deixou embaraçado o time do alemão Dirk Nowtzki – que, por sinal, foi a andorinha solitária do Mavs, com seus 27 pontos e 13 rebotes. No Lakers, muita gente bem: Kobe, Gasol, Odom, Artest, Bynum…

No finalzinho da partida, mesmo com tudo definido, o pau cantou na casa de Noca, digo, no Staples Cennter, e Matt Barnes, Steve Blake, Shannon Drown, Jason Terry e Brendan Haywood acabaram expulsos de quadra, apimentando uma rivalidade já temperada pelas bocas às vezes sem filtro de Mark Cuban e Phil Jackson.


Lakers 96 x 85 Jazz

Logo no início de abril, Dia da Mentira, algo que parecia nada verdadeiro: encarar o Utah Jazz em Salt Lake City sem a impagável figura de Jerry Sloan no banco comandando o time adversário. E o Jazz ainda assim ameaçou pregar uma peça, abrindo 17 pontos no primeiro tempo. Mas Lamar Odom, mesmo adoentado, saiu quente do banco ((16pts/7reb) e ajudou seus companheiros a conseguir mais uma boa vitória. Uma vitória que seria a última de uma série de nove e fecharia um ótimo recorde de 17 vitórias em 18 partidas.


Nuggets 95 x 90 Lakers

Bem, a festa californiana acabou no domingo seguinte, quando o San Antonio Spurs interrompeu uma inusitada série de seis derrotas consecutivas e o Lakers foi derrotado em casa pelo Denver Nuggets. Denver Nuggets que, como eu imaginava, vinha jogando bem mais basquete do que o New York Knicks após a saída de Carmelo Anthony. realmente, a deicsão de Melo só pode ser considerada se ele estiver pensando adiante, porque hoje osempre foi óbvio que o Nuggets era muito mais time que o Knicks.

Enfim, no Stapels Center, com um segundo tempo impecável, acabou prevalecendo o jogo coletivo e bem distribuído dos comandados de George Karl, desta vez com Danilo Gallinari à frente, com seus 22 pontos.

Foi uma rodada que representou um verdadeiro balde de água fria nas pretensões do Lakers de roubar do Spurs a liderança da Conferência Oeste, o que teria reflexo nos jogos finais da temporada regular.


Jazz 86 x 85 Lakers

Com a guarda baixa e começando novamente a lembrar o time dispersivo da maior parte do campeonato, o Lakers -não tão surpreendentemente assim – perdeu novamente em casa no jogo seguinte, desta vez para o Utah Jazz, a quem havia derrotado nos três confrontos anteriores. O destaque absoluto foi o novato Gordon Hayward, que saiu do banco para anotar 22 pontos, seis rebotes, cinco assistências, duas roubadas de bola e um toco e literalmente decidir a partida com um lance livre a seis segundos do fim. mais que isso, arrancou rasgados elogios de Kobe Bryant, que o chamou de um Jeff Hornaceck ainda mais técnico.

No Lakers, não há como não registrar os 23 rebotes de Andrew Bynum, mas o pivozão, assim como o restante do time, esteve mal nos arremessos, o9 que explica o (baixo) placar final.


Lakers 87 x 95 Warriors

No dia seguinte à partida contra o Utah Jazz, foi a vez do Lakers perder para o vizinho Golden State Warriors. O Lakers até continuava a marcar forte, mas a defesa aplicada não superava a falta de inspiração ofensiva. A coisa foi tão feia que nos segundo e terceiro períodos os bicampeões perderam de 58 x 32. David Lee fez 22 pontos e pegou 17 rebotes, liderando o Warriors a uma comemorada vitória sobre o rival. No Lakers, Bynum acertou todos seus arremessos (5/5) e ainda conseguiu 17 rebotes.


Lakers 86 x 93 Trail Blazers

A quadra negativa do Lakers veio em Portland, quando o time foi atropelado pelo Trail Blazers. A diferença de sete pontos no final até engana, já que em momento algum o Lakers deu a impressão de que venceria a partida. Segundo Phil Jackson, “these guys just don’t want to play hard right now”. Ou seja, num português bem claro: ninguém queria nada com a hora da morte nesse momento ás vésperas dos playoffs.

Isso explica o maior e mais constrangedor festival de ponte aéreas que me lembro de ter visto numa partida de basquete de alto nível. Os jogadores do Blazers voavam por cima da cabeça de Gasol, principalmente, como asas deltas em dia de sol na Pedra da Gávea. E não eram só os grandalhões. A coisa chegou a um ponto tão meio ridículo que o locutor da transmissão do League Pass já nem falava again (“de novo”), mas again? (de novo?”), como que não acreditando no número de enterradas estilosas no garrafão do Lakers. Parecia mais um All Star Game do que um duelo de dois dos mais acirrados rivais da NBA.

No Lakers, a destacar só os 14 rebotes saídos do banco com Lamar Odom. Gasol pegou 13, mas nem se deve levar isso em conta fora das estatísticas, porque o espanhol parecia com a cabeça nas nuvens. Assim como time todo, dispersivo. No Blazers, o quinteto titular (Gerald Wallace, Andre Miller, Nicolas Batum, LaMarcus Aldridge e Wesley Matthews) deitou e rolou, compensando a pífia perfomance do banco local (apenas sete pontos e quatro rebotes, contra 29 e 19 do adversário, respectivamente).


Thunder 120 x 106 Lakers

Bem, nessa fase bocejo, não seria contra o veloz e voraz Oklahoma City Thunder de Kevin Durant que o Lakers voltaria a vencer, mesmo no Staples Center. Resultado: mais uma derrota (a quinta seguida) e a primeira vitória dos meninos do Thunder em Hollywood. Com as defesas abertas (66 x 64 apenas no primeiro tempo), foi um tal de fast break points uns atrás dos outros. E nesse ritmo não dá para o Lakers encarar o Thunder. Durant acertou 11 de 15 arremessos e terminou com 31 pontos, o mesmo que Kobe Bryant, que encestou 10 de 19.


Spurs 93 x 102 Lakers

Se alguém alertou os jogadores do Lakers de que seria bem interessante vencer as duas últimas partidas para não despencar de vez na tabela e perder o mando de quadra não só para o Spurs e o Bulls, como para Mavericks, Thunder, Heat e Celtics, parece que não fez muita diferença. O time venceu, é certo, mas convenhamos: derrotar o SPurs sem Tim Duncar, Trony Parker e Manu Ginobili não é mais que mera obrigação, especialmente no Staples Center. Mas foi um jogo bem, fraquinho e em que o Lakers ainda conseguiu sair perdendo no fim do primeiro tempo. Como castigo, perdeu Andrew Bynum, machucado. A registrar, o duplo 17 (pontos e rebotes) de Pau Gasol e os 23 pontos de Lamar Odom.


Lakers 116 x 108 Kings (prorrogação)

Para garantir o segundo lugar na conferência e ao menos o quarto na classificação geral, o Lakers precisava vencer o Kings em Sacramento. A essa altura sem Blake, Barnes e Bynum, o Lakers só não foi derrotado porque Kobe acertou um chute de três no finzinho do tempo normal, levando a partida para a prorrogação. E aí o time finalmente fez prevalecer sua maior categoria (bem maior) para dominar o adversário e garantir a vitória.

A Arco Arena é sempre uma quadra temível para o adversário e um dos melhores climas para se assistir a um jogo da NBA. Por isso não faz muito sentido tirar o Kings de lá e levá-lo para Los Angeles (???), como muito se tem comentado. Espero que isso não aconteça. Neste jogo, o Kings teve vários destaques, mostrando como o time luta e levou a sério uma tremenda rivalidade com o Lakers. Samuel Dalembert (16pts/18reb), Marcus Thornton (33pts/6reb/4ast) e os “banqueiros” Beno Udrih (11pts, 5reb/6ast) e Jason Thompson (16pts/8reb) foram seus destaques. No Lakers, Kobe acabou liderando o esforço final que levou a uma vitória que em certo momento pareceu tranquila (a vantagem chegou a rondar os 20 pontos). Começando do início, Odom fez 22 (mais oito rebotes e sete assistências) e Gasol, mais 18 (13 rebotes e seis assistências). Ajudaram muito os 16 pontos com que Shannon Brown contribuiu saindo do banco.

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