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FUTEBOl ► Eis a cartilha da Globo pela qual rezam os grandes (?) clubes do Brasil

13 maio

O portal UOL publicou entrevista com o diretor da Globo Octávio Florisbal. O link original é este aqui.

Apenas mais do mesmo, tipo o preto no branco do que sabemos sobre como a Globo pensa o futebol.

De vez em quando algum testa-de-ferro põe a cara de fora e assume o filho.

*** *** ***

O diretor da Rede Globo, Octávio Florisbal,
Público de jogos noturnos é bom

“Não nos parece que seja um grande sacrifício porque a quantidade de torcedores que vai a jogos às 21h50 é o mesmo que vai domingo às 16h.”

Pega o Brasileiro. São 380 jogos. Jogos de TV aberta acontecem às 16h de domingo e às 21h50 de quarta-feira. Jogos da TV paga acontecem às 18h30, às 20h30. Do total de jogos transmitidos, os das 21h50 são 23. É 7%. No meio da semana, no Brasileiro, são oito rodadas. É o mínimo.

Quando você vai olhar a bilheteria dos jogos, dá mais ou menos igual, a média, em todos os horários. Se fosse verdade (que o horário é ruim), esse jogo das 21h50 tinha que dar muito menos. E não dá. No mundo todo é assim.

Quem compra os direitos, tem que adequar a sua grade. Por que não transmitimos mais cedo? Porque temos um horário fixo para o “Jornal Nacional”, às 20h30, tem a novela às 21h. É uma acomodação. Neste dia, o jornal é menor, a novela é menor. Não tem outra saída. Como é que vamos fazer? Pelo dinheiro que nós pagamos… Agora, isso é a menor parte. Não nos parece que seja um grande sacrifício porque a quantidade de torcedores que vai a jogos às 21h50 é o mesmo que vai domingo às 16h.

*** *** ***

O sujeito em questão não veste camisa, não pega ônibus, não vai ao estádio torcer pelo seu clube. Até porque o clube dele não tem camisa, tem cifrõe$.

Obviamente, então, não há sacrifício algum, PARA ELE, que um jogo de futebol comece às 22h por causa da programação da famigerada Rede Globo de Televisão, emissora fartamente conhecida por seu triste papel na história (seja recente ou nem tão recente assim) do país.

E repare que transmitir jogos com arquibancada vazia ao fundo não é problema algum para quem detém os direitos de transmissão dos principais clubes do país. Ele deve achar 15 mil pessoas um público espetacular.

Na melhor linha Eduardo Miranda (Eduardo Viana + Eurico Miranda), torcedor no estádio é bobagem, o que importa é grana dos patrocinadores no bolso. Mesmo que o estádio esteja vazio.

O problema dessa gente, entre outros, são o elitismo e o descaso mesmo, porque o indivíduo sequer menciona palavras como segurança e conforto do torcedor.

E pra quê, né? O dinheiro já está no caixa global , o resto…

Pior de tudo: os dirigentes dos pequenos grandes clubes do Brasil assinando embaixo, no melhor estilo “meus pintinhos venham cá”.

Eles vão mesmo. E assim seus clubes seguem vivendo de migalhas.

*** *** ***

Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 13 de maio de 2011 em Futebol, Televisão

 

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