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FLUMINENSE ► “Eu te disse, não te disse? Mas eu te disse!”

24 maio

No antigo desenho televisivo “Carangos e Motocas”, uma frase de uma das motocas entrou para história de nosso imaginário: “Eu te disse, não te disse? Mas eu te disse!”. Assim uma das motoquinhas recriminava um parceiro que fizera uma asneira qualquer mesmo tendo sido avisado antes.

Mesquinha e pequenamente, não resisti à oportunidade de deixar aqui o meu registro “Eu te disse, não te disse? Mas eu te disse!” em relação aos “reforços” do Fluminense para esta temporada e aos reforços que eu imaginava que seriam bastante úteis para o clube.

Já escrevi sobre isso lá atrás, antes da temporada começar. E, infelizmente para mim e para todos os tricolores, eu não estava muito errado.

Rápida recapitulada:

– Rafael Moura não foi reforço, foi reposição. Washington se aposentou, para seu lugar um jogador de mesmas características, mais jovem. Boa contratação, mas válida apenas como reposição, já que nada acrescentou ao elenco, apenas o recompletou.

– O Fluminense precisava de um 8 ou um 10 que suprisse as contusões de Deco e aliviasse o trabalho de Conca. Na minha cabeça, Thiago Neves. Para o Muricy e o Fluminense, Souza.

– O Fluminense precisava de um atacante que caísse pelos lados e tanto desse opção de jogo para os centroavantes como criasse as próprias jogadas de finalização. Para mim, Magno Alves seria um ótimo banco. Para o Fluminense e Muricy, o também veterano Araújo.

– O Fluminense tinha a carência de um volante que além de marcar tivesse capacidade de armar, com características semelhantes ao menos à de Diguinho. Para mim, Diego Souza, em baixa no Atlético Mineiro. Para Muricy e Fluminense, Edinho.

– O Fluminense precisava desesperadamente de um zagueiro veloz e/ou com saída de jogo, já que o mais próximo disso que temos é Digão, um jovem que, infelizmente, tem sofrido com múltiplas contusões. Meu desejo era Rodolfo, de volta da Rússia e que se não é exatamente um defensor veloz, é melhor que os nossos no desarme, sabe jogar com bola no pé e é um cobrador faltas muito bom. De quebra, ainda pode jogar na cabeça da área, como muitas vezes fez no Lokomotiv de Moscou. Muricy e o Fluminense acharam que o volante Edinho poderia suprir também esta carência.

– Um goleiro não estava entre minhas necessidades imediatas, mas a chegada de um guardião de peso e que viesse para assumir a número 1 não deixaria de ser bem-vinda. O Fluminense e Muricy decidiram trazer um goleiro de bom passado, mas sem presente, já que nos últimos três anos jogara menos de 10 partidas, se não me engano: Diego Cavalieri.

Os “meus” reforços, todos, ex-tricolores, acostumados à pressão de vestir a camisa de grandes clubes, a vestir a camisa do Fluminense e a lidar com uma exigente torcida.

Resultado:

– Souza, como cheguei a comentar lá no início do ano, apareceu mais em entrevistas controversas do que em campo. Mas ainda espero que ele renda bem e seja muito útil.

– Edinho entrou fazendo partidas trágicas no meio. Sumiu de circulação e voltou na zaga para suprir diversas ausências. Acabou se saindo bem e ainda pode ser útil, apesar de sua contratação, para mim, ainda não passar de uma grande redundância, mais do mesmo.

– Araújo pouco ou nada acrescentou. Seja por ser mau aproveitamento por parte do treinador, seja por falta de ritmo ou sei lá o quê.

– Diego Cavalieri entrou mal no time, justo quando Berna estava em seu melhor momento. O recém-contratado acabou voltando ao banco e Berna ainda ficou na berlinda com a situação.

Não raras vezes, vimos os quatro “reforços” e mais Rafael Moura no banco em jogos importantes.

Alguém errou nisso, não é mesmo?

As minhas opções?

Thiago Neves deu um título ao Flamengo e voltou à seleção nacional. Diego Souza é homem-chave do tímido ressurgimento vascaíno. Com as saídas de Diego Tardelli e Obina, Magno Alves acabou titular no Atlético, segue fazendo seus gols e é uma das poucas unanimidades positivas da exigente torcida do Galo. Rodolfo é titular absoluto na zaga do Grêmio.

Ah, se eu entendesse de futebol…

PS. O Fluminense contratou um jogado do qual gostei todas as vezes que vi atuar, o meia Rodrigo, que estava no Madureira. Tomara que dê caldo. Da mesma forma, a aposta em outro jovem, Ciro vindo do Sport, também considero muito válida.

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Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 24 de maio de 2011 em Fluminense

 

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