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TÊNIS ► Na Li se torna a primeira chinesa a vencer um torneio de simples de Grand Slam

Vi há pouco a simpática chinesa Na Li conquistar seu primeiro título de Grand Slam ao derrotar na final de Roland Garros a campeã do ano passado, a vibrante italiana Francesca Schiavone.

Mais que isso, Na Li se tornou a primeira campeã feminina de tênis em simples não apenas da China, como de toda a Ásia.

Gosto muito de Na Li, uma esportista competitiva que tem sempre uma atitude positiva, um sorriso no rosto e um grande tênis, também. Como comentado na ESPN, um tênis de movimentos clássicos, bonito de ver.

Gosto também da campeã de 2010 Francesca Schiavone. A maneira empolgante com que ela entra no jogo costuma levar a torcida junto.

Hoje, quando comecei a acompanhar a partida, Schiavone me pareceu meio travada, jogando de maneira bastante convencional, muito fundo de quadra, pouca movimentação, pouca subida à rede. Desse modo, ela estava sendo amplamente dominada por Na Li, que é tipo uma expert em detonar jogadoras especialistas de fundo de quadra com potentes batidas na bola, bem mais fortes que as da italiana, como mostrou na semifinal contra Maria Sharapova.

Antes de enfrentar Sharapova, Na Li comentara que não gosta muito de tenistas que a fazem se movimentar muito em quadra. Prefere enfrentar adversárias de menos movimentação, mesmo que com batidas mais fortes e constantes e melhor ranqueadas.

Foi o que aconteceu no jogo contra a russa, uma verdadeira batalha contra um vento de terra muito chato e inconveniente. E a final mostrou isso mais ima vez.

Enquanto Schiavone se manteve acomodada e anormalmente apática, só deu na Li em quadra. A partir do momento que a italiana foi se soltando e começou a se movimentar melhor e mais frequentemente, alternado os golpes e forçando as subidas à rede, seu jogo foi num crescendo que visivelmente incomodou a chinesa.

A essa altura, porém, Na Li já havia vencido o primeiro set (6/4) e levava o segundo por 4/1. Schiavone virou, mas Na Li ainda encontrou forças para sobreviver no set e levar o título após inapeláveis 7/0 no tie-break. A impressão que se tinha era que se Schiavone vencesse o set e empatasse a partida, engoliria Na Li no terceiro set. Mais ou menos o que aconteceu com ela na final do Aberto da Austrália no início do ano contra a belga Kim Clijsters. E o que aconteceu com Schiavone, ao superar a jovem russa Anastasia Pavlyuchenkova nas quartas de final em um jogo que esteve praticamente perdido.

E na entrevista ainda em quadra, imediatamente depois da vitória, Na Li reconheceu sorrindo que ficou com muito medo da reação de Schiavone e que apenas tentava não demonstrar isso.

Meu sonho frustrado de tenista amador é (era?) jogar em uma quadra de saibro, talvez por isso o Aberto da França seja disparadamente o meu torneio predileto, não apenas por Gustavo Kuerten ter sido tricampeão por lá. Impossível eu conseguir deixar passar batido. Assim, cá estava eu assistindo e torcendo por Na Li. Podia estar torcendo pela italiana, como o fiz na final passada, mas desta vez torci pela chinesa. Como, aliás, já o fizera na Austrália. Se bem que Na Li derrotou Sharapova na semifinal, como também tinha derrotado minha tenista predileta numa final no ano passado. Mas deixe estar…

Outra coisa bacana foi o fato de tanto Na Li como Schiavone serem jogadoras já na casa dos 30 anos, o que mostra que a técnica anda levando vantagem sobre a força no tênis feminino, que ameaçou descambar para pancadaria (nas bolas) nos últimos anos. Sei não, mas também os músculos das tenistas de ponta andam diminuindo. Talvez isso indique alguma coisa…

Amanhã há a final masculina, mais um confronto entre Rafael Nadal e Roger Federer. Anuncia-se mais um jogão – e daqueles de longa duração. Àqueles que dispuserem de tempo para acompanhar, eu recomendo. A semifinal entre Federer e Novak Djokovic foi de um nível técnico incrivelmente alto.

Sorte da bolinha amarela, mesmo ficando barrenta.

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