RSS

FLUMINENSE ► Humilhação: administração pseudo-moderna põe o Flu de 4 para torcidas organizadas

06 ago

Não me imaginava conseguir tempo para conseguir postar algo tão cedo. Afinal, meu imensamente compensador e abençoado recesso paternal faz com que 24h por dia seja absolutamente nada.

Mas o meu Fluminense acabou me fazendo vir aqui desabafar.

Outro dia me perguntaram por que não assinei qualquer dos planos oferecidos pelo Fluminense (“Guerreiro Tricolor”) para assistir aos jogos este ano. Apesar de a grana andar curta e eu ter coisas mais sérias com as quais gastar dinheiro, o principal fator foi o pouquíssimo caso da atual administração tricolor, a pseudo-moderna administração Peter Siemens, em relação ao torcedor, à presença do torcedor, do povo tricolor, nas arquibancadas, algo já explicitado aqui em posts anteriores – bem anteriores.

Mas, apesar de tudo, pelos meus cálculo$ eu poderia – e até me proporia a – pagar pelo pacote que dava direito à arquibancada lateral inferior do Engenhão. Poderia e me proporia… até a página 2.

Na página 2 descobri que os melhores lugares do setor, aqueles próximos ao centro do campo, já estavam devidamente ocupados (seria melhor dizer “reservados”?) por uma torcida organizada.

Uma torcida organizada que, como as demais, não paga para assistir ao Fluminense jogar.

Então me diga por que eu, pai de família, orçamento apertado, vou pagar para disputar lugar com quem recebe cortesia do Fluminense Football Club?

Esse é só mais um dos fatos que provam por A + B que a administração Siemens em nada difere das anteriores do Flu e da maioria das administrações dos maltratados grandes (?) clubes brasileiros.

Não pretendia perder mais tempo falando dessa decepcionante diretoria tricolor, que chegou ao clube propagando ventos de modernidade e navega em uma verdadeira tempestade daquela mesmice retrógrada que tanto flagelo causa ao futebol de nosso país.

Mudei de ideia, porém, ao ver a matéria da ESPN Brasil sobre o caso “Fred x torcida organizada”.

Que humilhação! E que inconformismo!

O Fluminense de 4 para torcidas organizadas que têm acesso franqueado ao clube a ao estádio – enquanto eu tenho que fazer contas para tentar pagar um ingresso de arquibancada.

E digo “eu” de boca cheia, porque o Fluminense de verdade é feito por milhões de “eu” e não por qualquer torcida organizada.

Somos os “eu” que fazemos o Fluminense.

E ver o Fluminense dar cartaz a torcida (?) organizada a ponto de distribuir cortesias, permitir reunião com diretoria, comissão técnica, jogadores…

Fala sério: isso é R-I-D-Í-C-U-LO, P-A-T-É-T-I-C-O, H-U-M-I-L-H-A-N-T-E.

E pior para um presidente que chegou ao clube com um discurso de extrema profissionalização: A-M-A-D-O-R.

Óbvio que as torcidas (?) organizadas, com toda essa permissividade, se sentem donas do clube, no direito até de perpetrar crimes como o de ameaçar jogadores fora – ou dentro – de campo. Nada de novo, infelizmente. Vemos isso em muitos grandes (?) clubes do Brasil.

Só que dói quando isso acontece no nosso (nosso ou “deles”?) clube. O sentimento também é de vergonha. A sensação é de que o Fluminense é uma bodega perdida numa estrada fora de qualquer mapa. Terra de ninguém.

A administração Peter Siemsen repete com esmero mesmíssimos erros da administração Roberto Horcades, presidente tão criticado pelo grupo político que levou Siemens ao poder.

Grupo político, aliás, cujo blog transformou-se de valente combatente por um Flu melhor em chapa branca da atual direção, pisando em ovos e medindo palavras para cada texto que publica.

Uma situação como a de agora, caso ocorresse nos tempos de Roberto “Dois Neurônios” Horcades, seria prato cheio para Siemens e seus correligionários políticos. Mas hoje…

E sequer posso dizer que tal estado de coisas me surpreenda. Antes mesmo de Siemens assumir já vislumbrava nuvens negras no horizonte tricolor – ou a manutenção delas. Escrevi isso aqui.

A bem da verdade mesmo, já percebia fragilidade na corrente política do atual presidente ainda durante a campanha eleitoral, através do que era publicado em seu blog. Por isso não me interessei em me tornar sócio a tempo de votar na eleição: seria um gasto financeiro irresponsável por nada que valesse a pena. Um sacrifício nas contas da família sem qualquer retorno. Não via na oposição nada de concreto que me indicasse que o “novo” seria diferente do “velho”. Eu até diria mediocremente que parecia tudo farinha do mesmo saco. Bem, não exatamente do mesmo saco, talvez – e até provavelmente – de marcas diferentes. Mas de mesma qualidade. Qualidade ruim.

Curiosamente, há pouco tempo o Fluminense fazia de tudo para seduzir o cobiçado diretor de futebol vascaíno Rodrigo Caetano para que trocasse São Januário por Laranjeiras. Rodrigo Caetano que foi convencido a muito custo por Roberto Dinamite e seus homens a continuar no Vasco após o clube abrir as portas para que torcidas organizadas fizessem cobranças aos jogadores no campo de treino. Rodrigo Caetano sabe que isso não cabe em um futebol dito sério ou profissional.

Enfim, nesta situação que expõe vergonhosamente o Fluminense nas páginas de todo o país, a pergunta que não quer calar: por onde anda o presidente Peter Siemens com seu discurso de administração profissional?

*** *** ***

Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 6 de agosto de 2011 em Fluminense, Futebol

 

Tags: , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: