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IMPRENSA ► O caso do treino quase secreto do Flu: corporativismo pouco é bobagem

O corporativismo de classes é uma das cosias mais abjetas a macular uma sociedade. Médicos, advogados… Argh!

O jornalismo também é assim.

Um caso típico aconteceu na semana retrasada,, quando o treinador do Fluminense, Abel Braga, quis dar um treino fechado antes de enfrentar o Atlético Mineiro, uma partida na qual não teria à disposição mais de meio time titular.

Abel levou então seus jogadores para a Urca para trabalhar em uma instituição militar.

É como se você dissesse a alguém não venha a minha casa hoje porque não receberei ninguém.

Vai daí que um sujeito do Lancenet ou do Lance – tal qual o paparazzi do Valdívia – sobe até o Cristo redentor ou o raio que o parta para fotografar ou filmar lá de cima o treino para o qual não foi convidado.

Para, né? Falta de limite pouco é bobagem.

Depois o Lancenet e o Lance publicam imagens “chocantes”, “reveladoras”, “exclusivas” do treino secreto do Fluminense!

Como se fosse uma grande coisa sabermos o que foi o treino secreto de um clube.

Ora, não é secreto? Então não me interessa. É uma festa para a qual não fui convidado. Quero ver é o resultado no campo.

Deprimente.

Aí no dia seguinte o “jornalista” ouve o quer e o que não quer de torcedores do clube e a imprensa em geral se ofende: “Oh, não! Como pode? Cadê a liberdade de imprensa? Cadê o clube que não nos protege?”

Ninguém criticou a ação de “espionagem”.

Curioso é que os jornalistas esportivos vivem criticando os clubes que não têm Centro de Treinamento para trabalhar os times com a privacidade necessária a um bom trabalho.

Pelo visto, essa privacidade que eles cobram não exclui a presença deles, os jornalistas…

Liberdade de imprensa não é agir sem limites e criminosamente.

Porque, para mim, não há diferença entre o que o “repórter” fez e o que um criminoso qualquer faz invadindo uma residência particular… para a qual não foi convidado a entrar.

Ou há diferença?

Não, não há.

Por essas e outras que a minha carteira de jornalista fica ali, na gaveta, bem escondida: vergonha de ser confundido com esse tipo de “profissional”.

Eu queria era ver esses “profissionais” trabalhando com um monte de torcedores em cima deles numa redação…

*** *** ***

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