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FUTEBOL ► Jogou mal e foi eliminado: sem mistério a despedida do Barcelona na Champions League

Ponto 1: gosto muito do trabalho do técnico Pep Guardiola, que fez do Barcelona uma máquina vitoriosa e muito bem azeitada.

Dito isto, entendo que a eliminação do Barcelona da atual Copa dos Campeões da Europa se deu de uma forma um tanto previsível, devido a um buraco no elenco: quando o jogo não encaixa, não flui, falta um homem de área para fazer a diferença a favor do time basco, que, nesses momentos, carece de agressividade.

Dizem que Villa, contundido há bom tempo, seria esse nome. Não creio. Apesar de ser um jogador mais afeito a jogar na área e brigar com os zagueiros do que seus companheiros, Villa não é exatamente o homem certo para esses momentos de “crise” durante um jogo.

No hospital com minha princesa, acabei acompanhando o segundo tempo da partida em que o Chelsea eliminou o Barcelona no Nou Camp. E o que vi foi um time sem qualquer inspiração, nervoso, sem profundidade e que acabou sucumbindo ante uma feroz retranca e um contra-ataque fatal.

Todos já vimos – e vemos – isso no futebol. Todo dia.

Mesmo sem áudio, logo reparei que o Chelsea jogava com um a menos. Dava para perceber pela linha defensiva de cinco zagueiros e quatro jogadores na proteção, com Drogba fazendo de tudo um pouco, ajudando a defesa e tentando atacar, um verdadeiro leão em campo.

A atuação do Barcelona foi completamente “desinspirada”. Lembrou, por exemplo, alguns dos tolos tropeços do Fluminense no Campeonato Carioca: posse de bola, domínio do jogo, toque-toque-toque… e objetividade, que é bom, nada.

E pior: como um reles e mortal time de qualquer parte do mundo, os jogadores do Barça estavam nervosos, a bola queimava seus pés. Erravam passes e precipitavam jogadas como não costumam fazer. Foram visivelmente traídos pelos nervos e aí se transformaram numa equipe absolutamente previsível.

Tivesse o Barcelona um homem de área grandalhão e poderia apelar para o velho e desesperado truque do chuveirinho, bola na área de qualquer jeito, “vamos-que-vamos” ou como queira chamar. Não que o retorno do investimento fosse garantido (para o Flu, nos tais tropeços tolos, não foi), mas haveria uma boa chance de escapar da arapuca que a circunstância montava, principalmente pelo volume de jogo que ostentava.

O Barcelona acabou tendo, ao menos nessa etapa final a que assisti, uma atuação simplesmente pífia.

Algo que acontece com todos os mortais do futebol.

E sofreu com requintes de crueldade: uma punhalada final desferida por um contumaz algoz, Fernando Torres, que até ontem não fizera absolutamente nada de relevante em sua passagem pelo clube inglês, que o contratara por cifras astronômicas.

Só não dá para escrever qualquer coisa sobre esse jogo sem mencionar o golaço do volante brasileiro Ramires. Fazer um gol daquele goleando o adversário ou numa partida menor é bonitinho, mas fazer aquilo numa partida decisiva, um confronto de poucas chances, onde sabe que não pode desperdiçar as raras oportunidades que vão surgir, especificamente quando se adota a estratégia utilizada pelo Chelsea, não é para qualquer um. Não é mesmo.

Bota golaço nisso.

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