RSS

FUTEBOL ► Gre-Nal no Beira-Rio aos pedaços é atestado definitivo de que a CBF armou para derrubar o Fluminense em 2010

29 ago

E todo mundo acha isso normal? Ninguém vai preso?

As perguntas podem parecer retóricas ou prolixas, mas apenas porque se trata de Brasil. Coisas assim no futebol civilizado acabam em cadeia.

Como na Itália.

Aqui…

Bem, aqui ainda teve jornalista bobo dizendo que “ah, se é para fazer a obra, tem que fechar mesmo, não tem jeito” quando a CBF arbitrária e intempestivamente proibiu o Fluminense (e o Flamengo por tabela) de continuar jogando no Maracanã após o início das obras de reconstrução (chamar de reforma é uma piada) do estádio em meados de 2010.

E sob os pretextos mais cretinos e estapafúrdios que consegui imaginar. Escrevi sobre isso. Clicando aqui é possível para ler.

Em um resumo muito do básico, o Maracanã já havia passado por inúmeras reformas, sem quase nunca necessitar ser fechado. Andaimes nas arquibancadas já foram imagens corriqueiras e um ou outro tantão de vezes os clubes jogaram apenas com as arquibancadas superiores, enquanto o anel inferior, totalmente estanque em relação ao superior, era reformado.

Pois naquela mesma época, 2010, quando fecharam o Maracanã, o Internacional de Porto Alegre e o Atlético Paranaense seguiram jogando em seus estádios, mesmo com obras sendo realizadas.

Em 2011, tanto Internacional quanto o Atlético continuaram jogando sem serem incomodados de qualquer forma pela CBF.

E só este ano o Atlético deixou seu estádio, enquanto o Internacional continua jogando com o Beira-Rio quase que literalmente caindo aos pedaços.

O MP está tentando intervir contra esse absurdo, o clube gaúcho apela a liminares e a dona CBFede… segue fedendo, ignorando.

Veja a nota do Ministério Público divulgada no último 13 de agosto:

“A Promotoria de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística aguarda o julgamento do agravo de instrumento n.º 70049732928 pelo E. Tribunal Gaúcho, acreditando na sensibilidade e coerência da Colenda Câmara.

Trata-se do único estádio no Brasil em obras recebendo eventos esportivos.

Falta-lhe Carta de Habitação e Alvará de Prevenção contra Incêndios. A situação elétrica e hidráulica do estádio oferece acentuados riscos à população que o frequenta. Há obras que acentuam em muito o perigo aos frequentadores do estádio.

Fato novo agora revelado é a preocupação da Brigada Militar com o próximo Grenal, tudo em razão das obras que envolvem o estádio e sua condição estrutural. Neste sentido, afirmações do Comando do Policiamento da Capital no sentido de que é temerária a presença de torcidas adversárias no estádio em razão das obras realizadas.

Fatos lamentáveis já ocorreram no mesmo estádio em razão de improvisações realizadas, a exemplo da queimada dos banheiros químicos e a utilização de uma serra elétrica em pleno Grenal para cortar divisória entre torcidas.

Pergunta-se, a quem importa a exposição ao risco de milhares de pessoas?

Aliás, após vistoria de um Juiz ao estádio, houve sua interdição total. Mesmo com o recurso que agora será julgado, metade do estádio manteve-se interditada e antes estava recebendo torcedores. A interdição, mesmo parcial, acaba destoando da realidade jurídica no Município de Porto Alegre, pois nenhum prédio pode funcionar parcialmente sem a Carta de Habitação e o Alvará de Prevenção e Proteção Contra Incêndio.

Decisão autorizando o funcionamento pode gerar um precedente histórico perigoso pois, se um estádio de futebol, local de lazer, pode ser utilizado sem as licenças municipais, com mais razão poder-se-á sustentar a possibilidade de utilizar prédios sem nenhuma licença para fins de habitação.”

O estádio está quase que um barranco só, e ainda assim recebeu um Gre-Nal como o de domingo passado.

A realização dessa partida foi um verdadeiro escárnio, além de um atentado ao bom senso e à segurança dos torcedores.

Lá em 2010, o Fluminense, que liderava a competição, se atrapalhou todo no Engenhão, estádio que por N motivos afasta o torcedor. A média de público do time caiu de quase 40 mil para 10 mil torcedores por partida. Fora o prejuízo técnico, deixando um campo grande para jogar em um menor, mais estreito e de gramado ruim.

O título tricolor ficou em risco, caiu na tabela, mas reagiu e acabaram não adiantando os esforços da CBF e da Cobraf e seus árbitros repletos de erros coincidentemente simpáticos àquele clube paulista, que assim já ganhara o campeonato nacional de 2005.

O Flu conquistou o título, mas a prova de mais uma ação deliberada da CBF para influir no resultado de um campeonato por ela mesma promovido está aí para quem quiser ver.

Dizem que o tempo é senhor da verdade.

E um senhor repleto de fatos contundentes.

Fatos que denunciam – e atestam – crimes.

Crimes impunes, como de hábito no Brasil, um verdadeiro paraíso da bandidagem, do sinal de trânsito aqui na esquina da minha casa às esferas governamentais de todos os poderes.

Coisas do Brasil.

*** *** ***

Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 29 de agosto de 2012 em Futebol

 

Tags: , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: