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FUTEBOL ► Não dá para achar que não tem juiz querendo aparecer – ou coisa pior

Esse tal de Nielson Nogueira Dias, que “apitou” Grêmio x Santos no domingo passado é um juiz de futebol bem figura.

No primeiro tempo da partida, o pra lá de veterano Zé Roberto deu uma tresloucada tesoura em Neymar, por trás, uma entrada violentíssima, que serve até como uma mancha na carreira do agressor.

Lamentável um jogador do quilate e da experiência de Zé Roberto atingir assim um adversário.

O lance, óbvio, foi para cartão vermelho sem rodeio, expulsão imediata, pedir a entrada da polícia e encaminhar o elemento direto do campo para uma DP.

Mas o tal apitador de nome Nielson Nogueira Dias achou que não. Que era caso apenas de cartão amarelo. Um prêmio para a violência, não?

Não foi o caso de uma jogada interpretativa, difícil de perceber. O juiz viu e fez… Ou melhor: não fez o que devia ter feito.

Quando vejo um juiz não expulsar um jogador que age assim, eu simplesmente não admito que ele expulse qualquer outro atleta de campo. Por uma simples questão de parâmetros, de critério – “critério”, essa palavra que aparentemente não existe no dicionário dos árbitros de futebol da Cobraf.

Se um juiz não expulsa um jogador numa jogada daquelas, vai expulsar por quê? Só se alguém for morto em campo. Aí sim haveria justificativa.

Mas esse Nielson Nogueira Dias deu um jeito de expulsar Neymar, logo a vítima!

E sem razão alguma.

Veja você que se Neymar merecesse ser expulso por agir de modo que justificasse tal medida por um árbitro de futebol, vá lá.

Mas no Olímpico, não foi anda disso que aconteceu: não houve justificativa nem havia um árbitro de futebol em campo – não um de verdade.

No início do segundo tempo daquele jogo, Neymar recebeu um cartão amarelo ao ser derrubado por um adversário em um lance normal de jogo, sequer foi falta. Quem reparar no lance vai ver que Neymar, que tem carregado uma justificável e ingrata fama de cai-cai, não se atirou na jogada (não desta vez) e sequer reclamou. Ele foi desequilibrado com o choque normal, rolou no chão e já ia partindo para outra quando sua senhoria, o que a Cobraf chama de “árbitro de futebol”, foi em cima dele com a mão no bolso e aplicou um cartão amarelo por suposta simulação (terá sido isso?).

E olha que àquela altura Neymar já havia tomado várias bordoadas do time do Grêmio.

Pouco depois, Neymar foi agarrado e derrubado por Pará e na queda enroscou-se com o adversário, que visivelmente tenta dar um pontapé em Neymar, que no enrosca-enrosca acabou pisando em seu agressor – a meu ver, de forma absolutamente acidental, não havia sequer espaço para que não evitasse isso.

Mas o juizão Nielson Nogueira Dias foi lá e garantiu seu nome na história esportiva, seus 15 minutos de fama paradoxalmente eternos, sacando direto o cartão vermelho para o craque do Santos.

Atente bem: foi cartão vermelho direto.

O mesmo sujeito que teve o descaramento de deixar Zé Roberto em campo achou que Neymar deveria ser expulso direto devido àquele lance com Pará.

Só nos cabe perguntar: é sério isso?

Até quando esses árbitros vão continuar a… hum… “influir” nos resultados do futebol brasileiro com suas ações?

Mas não nos preocupemos: semana que vem esse aí vai estar apitando novamente.

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