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RIO DE JANEIRO ► Tadinhos dos usuários de crack, né?

Deu ainda pouco no O Globo.com (link aqui):

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Mulher agredida por usuário de crack

está internada em estado grave

 

Ela teve traumatismo craniano ao ser atingida com barra de ferro na cabeça na Barra

RIO – A mulher agredida com uma barra de ferro na cabeça na Praia da Barra da Tijuca nesta sexta-feira está internada em estado grave no CTI do Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea. Segundo a secretaria municipal de Saúde, Renee Mudorch, de 43 anos, teve um traumatismo craniano e foi operada pela tarde. Segundo a Polícia Militar, o agressor é um usuário de crack. Ele foi levado por bombeiros para 16ª DP (Barra da Tijuca).

O ataque aconteceu pela manhã na Avenida Sernambetiba, em frente ao condomínio Alfa Barra, como adiantou a coluna de Ancelmo Gois. Segundo o sogro de Renee, Hugo Murdoch, ela havia deixado os filhos na escola e saído para caminhar, como costuma fazer todos os dias. Ao terminar o exercício e voltar para o carro, um Fiesta vermelho, ela foi surpreendida pelo criminoso. O homem pediu dinheiro à vítima, mas como ela só tinha R$ 5, para comprar uma água de coco, ele a atingiu com a barra de ferro.

– Só um louco pode atingir uma outra pessoa com uma barra de ferro na cabeça – disse o sogro.

A administradora Ivana Rosário, que foi a primeira a socorrer a vítima, confirmou que o agressor atacou a mulher para roubá-la. Ivana disse que chegou a chamar a Polícia Militar, mas ninguém apareceu, segundo ela.

— Ele a atacou na cabeça. Ela ficou toda ensanguentada — disse Ivana, que em seguida, acionou a Guarda Municipal. Outros banhistas chamaram os bombeiros.

Revoltados, pessoas que passavam pelo local conseguiram agarrar o agressor, que escapou de ser linchado graças à intervenção de funcionários do condomínio e de guardas municipais.

O marido de Renee, Philip Murdoch, contou que Renee chegou a ser levada para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra, mas teve de ser transferida para o Miguel Couto, na Zona Sul, porque lá, segundo ele, não havia neurocirurgião.

O casal tem quatro filhos e mora no Itanhangá. Philip é brasileiro e conheceu Renee, que é cidadã americana, nos Estados Unidos. Ela mora no Rio há 12 anos. Os dois são pastores da Igreja Luz às Nações, que tem uma filial no Recreio e outra em Niterói.

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Pois é. Sigamos tratando criminoso como coitadinho.

“Ah, mas coitado, é doente, precisa de ajuda, tadinho…”

Ajuda, sim, mas não às custas da vida do inocente.

E com certeza deve haver quem ache que a culpa seja nossa, que insistimos em ser vítimas, não é mesmo?

Até porque vai você dar uma chega pra lá em um viciado que o aborde na rua para ver como logo não aparece uma ONG dessas da vida para defender o pobre-coitado-infeliz-vítima-da-injustiça-social.

Um dia, quem sabe, quando os STFs da vida deixarem de se preocupar apenas com o que repercute na mídia e direcionarem seus esforços para cuidar da tão vilipendiada segurança da nação e de seu povo, este país adote um imensamente necessário regime de tolerância zero.

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ATUALIZANDO

OGlobo.com deu nova versão à agressão sofrida pela missionária norte-americana. O link está aqui.

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Delegado nega que agressor de mulher

na Barra seja usuário de crack

RIO — O delegado adjunto da 16ª DP (Barra da Tijuca), Paulo Roberto Mendes, negou que o homem que agrediu uma mulher na Praia da Barra da Tijuca, nesta sexta-feira, seja usuário de crack. Segundo ele, Renee Murdoch, de 43 anos, corria na ciclovia quando foi atacada pelo criminoso. Ela está internada em estado grave no CTI do Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea. Segundo a secretaria municipal de Saúde, a vítima teve um traumatismo craniano e foi operada à tarde. Alexandre Luiz de Oliveira Francisco, de 38 anos, foi preso em flagrante e será indiciado por tentativa de homicídio. Ele é morador de rua e bateu na cabeça de Renee com um pedaço de madeira de cerca de 1,10m, e não com uma barra de ferro, como havia sido informado anteriormente.

Na delegacia, Alexandre agia de forma agressiva. A inspetora Lilian Mendonça, responsável pelo flagrante, contou que tentou levá-lo para a cela, mas o homem resistia.

— Eu tentei contê-lo, mas ele só gritava: “eu não gosto de mulher” — afirmou a policial.

O ataque aconteceu pela manhã na Avenida Sernambetiba, em frente ao condomínio Alfa Barra, como adiantou a coluna de Ancelmo Gois. Segundo o delegado Paulo Roberto Mendes, o morador de rua, que estava sem camisa, de calça jeans e descalço, não chegou a tentar roubá-la.

— Ele não pediu dinheiro. Foi uma agressão gratuita — afirmou o delegado, que vai pedir que Alexandre faça um exame de sanidade mental.

Segundo o sogro de Renee, Hugo Murdoch, ela havia deixado os filhos na escola e saído para caminhar, como costuma fazer todos os dias.

— Só um louco pode atingir uma outra pessoa com uma barra de ferro na cabeça — disse o sogro, antes de saber que a arma do crime havia sido um pedaço de madeira.

A administradora Ivana Rosário foi a primeira a socorrer a vítima. Ela contou que foi chamada pelo porteiro do prédio onde mora para ajudar a mulher. Ivana disse que chegou a chamar a Polícia Militar, mas ninguém apareceu, segundo ela.

— Ele a atacou na cabeça. Ela ficou toda ensanguentada — disse Ivana, que, em seguida, acionou a Guarda Municipal. Segundo os banhistas que chamaram os bombeiros para socorrer a vítima, Renee tinha apenas R$ 5 no bolso para comprar uma água de coco.

Revoltados, pessoas que passavam pelo local conseguiram agarrar o agressor, que escapou de ser linchado graças à intervenção de funcionários de um condomínio e de guardas municipais.

O sogro de Renee contou que ela chegou a ser levada para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra, mas teve de ser transferida para o Miguel Couto, na Zona Sul, porque lá, segundo ele, não havia neurocirurgião.

Renee é cidadã americana e tem quatro filhos com o brasileiro Philip Murdoch. O casal se conheceu nos Estados Unidos, e a família mora no Itanhangá. Ela mora no Rio há 12 anos. Os dois são pastores da Igreja Luz às Nações, que tem uma filial no Recreio e outra em Niterói. O sogro, o marido e o filho de 15 anos estão no Hospital Miguel Couto.

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Bem, seja como for, pode mudar o criminoso, mas não o mote: tadinho do morador de rua, hein?

É como digo: ajudar, sim, mas sem condescendência e, principalmente, sem ameaçar a vida do cidadão inocente que sofre com o imenso desinteresse das autoridades brasileiras em impor tolerância zero ao que é errado.

Talvez porque em todos os estratos sociais haja muita gente (muita mesmo) vivendo no erro.

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Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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