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FUTEBOL ► Abaixo-assinado: “ESPN-Brasil: retratação pública e direito de resposta ao Fluminense Football Club.”

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Outro dia fui convidado a assinar um abaixo-assinado intitulado “ESPN Brasil: Retratação publica e direito de resposta ao Fluminense Football Club.”

Não costumo levar muita fé nessas ações num país pseudodemocrático como o nosso.

Ainda mais em uma emissora que parece ter sido vítima de algum surto de diarreia mental, talvez por ingestão de água contaminada do Tietê, sei lá.

Mas a ESPN Brasil já exemplificara sua verve antidemocrática ao banir um jornalista por um comentário feito pelo profissional em seu blog particular, não ligado ao trabalho.

O que espanta no caso da tadinha da Portuguesa de Desportos é a hipocrisia. Uma emissora cujos profissionais sempre posaram de baluartes da ética, moral e bons costumes, defensores do cumprimento de leis e regulamentos  no esporte, de repente defende com unhas e dentes uma descarada e completamente  desonesta e injustificada virada de mesa no Campeonato Brasileiro.

A ordem lá parece ser rasgar o regulamento e intensificar o bullying ao Fluminense Football Club, instituição seminal na história do futebol brasileiro. Que coisa…

Argumentos pífios e patéticos como “a Portuguesa não matou ninguém” (???) ou “a pena foi desproporcional ao crime” (???) podem até fazer a gente começar a levar a sério a tese da diarreia mental…

Mas infelizmente nada surpreende muito numa emissora que já estava cansando a mim, um espectador assíduo, e a muita gente mais com seu jeito kfouriano de ser: atacou meu inimigo, é meu amigo; defendeu meu inimigo, é um desclassificado qualquer.

Como no caso da perpétua luta da ESPN contra a CBF e o “papel” do ex-jogador e agora político (Brasil!!!) Romário nessa novela da emissora.

Romário sempre marcou sua carreira com muitos gols e um profissionalismo que servia de exemplo para absolutamente nada, de caráter duvidoso, gestos e depoimentos muitas vezes grosseiros e até obscenos.

Chegando a Brasília, defendeu a inclusão do futevôlei no programa olímpico.

Mas tudo bem: casuisticamente atacou o então presidente da CBF Ricardo Teixeira e virou um deus para Juca Kfouri – se bem que a expressão talvez não caia bem para um ateu assumido como o comentarista corintiano. Melhor substituir por herói.

Mas bastava uma declaração posterior em sentido contrário para “se decepcionar” com o ex-jogador e o herói se tornar vilão.

Esse parece ter se tornado o padrão ESPN-Brasil. Um padrão que procura desqualificar todos que tenham opiniões diferentes daquelas dos profissionais que lá trabalham.

E foi mais até em protesto contra isso, em uma emissora que sempre prestigiei, que participei do abaixo-assinado.

Até porque o Fluminense não depende em absolutamente nada da ESPN-Brasil.

Assinado o pedido de direito de resposta, me foi solicitada uma justificativa, o porquê de fazê-lo, cujo texto reproduzo abaixo.

*** *** ***

Porque o Brasil é o país do “tadinho”, da incompetência, do jeitinho, da malandragem, da desonestidade, do desrespeito ostensivo às leis, da hipocrisia descarada. E tome de passar a mão na cabeça do errado, seja ele um consumidor de drogas (tadinho…) que financia o crime organizado ou uma Portuguesa da vida, que passou o campeonato inteiro oferecendo mando de campo para quem quisesse pagar, desvirtuando a competição e que agora posa de santinha do pau oco, de Santa Pelágia – sem qualquer mérito para isso. O que tira da tadinha da Portuguesa qualquer moral para pleitear qualquer coisa em relação à primeira divisão do futebol do país mais vezes campeão na História e justifica o erro patético, típico desleixo de quem não está nem aí, cometido na rodada final.

Considerando, claro, que tenha sido apenas isso, um erro, já que temos o direito de imaginar se a Portuguesa, uma prostituta (a oferecer o mando) o campeonato inteiro, não o teria sido também na última rodada…

Enfim, a discussão é verdadeiramente absurda numa sociedade séria e reedita em todo seu esplendor o Fe-Be-A-Pá (Festival de Besteira Que Assola o País) de Stanislaw Ponte Preta. Ao qual a ESPN-Brasil, infelizmente (quem te viu, quem te vê…), tem dado farta contribuição.

Só uma imprensa com a (má) história da nossa mesmo para fazer de cavalo de batalha uma ilegalidade tão cristalina e que não dá margem a discussão alguma. Só no Brasil mesmo.

*** *** ***

Nesse caso sem caso (como diriam alguns personagens de séries policiais), mais que a óbvia necessidade de ser cumprida a lei (a não ser para aqueles que insistem em dizer que estão vendo a roupa nova do rei… que está nu), a Portuguesa não reúne moral alguma para pleitear disputar a primeira divisão do país mais vezes campeão de futebol na História, em virtude da citada prostituição de seu mando de campo – algo jamais mencionado por qualquer dos indivíduos que tentam defender o indefensável.

Como os da ESPN-Brasil.

*** *** ***

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