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FUTEBOL ►A pergunta que não quer calar – II: por que vale o que está escrito para o Vasco e não vale o que está escrito para o Flamengo e a tadinha da Portuguesa?

07 fev

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Incompetente ou conivente (corrupta?), a hipócrita mídia esportiva critica o STJD por cumprir lei e punir Flamengo e Portuguesa, mas acha que para o Vasco vale o que está escrito

E ponto final.

Não há aparente defesa para essa mídia esportiva brasileira mesmo.

Chegou ao fundo do poço. E um poço movediço, que não dá chance de sair dele.

Se há alguém ou algo que sai completamente desmoralizado e sem credibilidade alguma dessa história são os jornalistas que cobrem futebol no país. E a maneira como agem em relação ao Flamengo, à tadinha da Portuguesa, ao malvado e poderoso Fluminense e ao Vasco da Gama prova isso.

Veja que, para defender a Portuguesa (aquela com pretensão a Santa Pelágia…), eles estúpida ou suspeitamente criticam o claro regulamento do campeonato e a decisão do STJD de respeitar esse mesmo regulamento. Uma cretinice sem tamanho e sem qualquer argumento relevante.

Eles clamam simplesmente por uma não aplicação da lei ou uma conveniente “desinterpretação” da mesma.

Conveniente para eles, provavelmente.

Por outro lado, todos criticam o Vasco por tentar anular sua partida contra o Atlético Paranaense, na qual foi goleado e, com isso, rebaixado.

Vale lembrar que, em caso de resultado positivo do Vasco, nem o “erro” da Portuguesa salvaria o Flamengo.

Os senhores-doutores-donos-da-razão jornalistas citam o regulamento (aquele mesmo que eles desprezam pela punição à Portuguesa) para criticar o Vasco e defender a decisão do STJD de não alterar o resultado do jogo.

Diz o regulamento, sintetizadamente, que uma paralisação da partida por 30 minutos (creio que sejam 30) leva à sua suspensão e nova partida tem que ser jogada. Mas há a ressalva de que, se as parte decidirem continuar, vale o resultado final.

Pois bem. O jogo ficou paralisado 70 minutos, após dantescas cenas de violência protagonizadas pelas “torcidas” (assim, entre aspas, pois sabemos que não são torcedores) dos dois clubes. Lembrando que o mando de campo, mesmo em Santa Catarina, era do clube paranaense.

Os senhores-doutores jornalistas se prendem a isso, à letra fria da lei (a mesma que desprezaram por “prejudicar” a tadinha da Portuguesa) para dizer que o Vasco, se decidiu voltar a campo, não tem o que reclamar.

Ora, que patética hipocrisia!

Se há um clube que pode reclamar do STJD é o Vasco, pois o caso dele, ao invés do de Flamengo e Portuguesa, pode ser interpretativo, sim.

Muitos criticam o Vasco por voltar a campo. Mas é preciso ver todo o contexto. E esse caso tem contexto.

O Vasco pode perfeitamente alegar falta de garantias para ter voltado a campo. Falta de garantias para o clube e para os torcedores em geral.

A mim, como tricolor que tem confessadamente aquela postura arrogante de que o Fluminense é tudo e o resto é apenas background, olhando de fora, vejo o caso com muita clareza. Os dois casos, aliás.

Eu disse várias vezes antes do tal julgamento do STJD que juiz algum daria qualquer voto a favor de Portuguesa ou Flamengo, pois isso seria um ato de total irregularidade atestado de incompetência, de suicídio profissional.

Mas ao Vasco cabia recurso. E há precedentes na história do futebol que poderiam sustentar sua defesa. Na tragédia de Heysel, na Suíça, na final da Copa dos Campeões Europeus de 1985, por exemplo, quando torcedores ingleses do Liverpool atacaram os italianos da Juventus, provocando dezenas de mortes, o jogo foi realizado a despeito de tudo o que aconteceu.

O argumento foi justamente aquele que acredito seja defendido pelo Vasco: para garantir a integridade dos demais torcedores e até das equipes, melhor que o jogo fosse realizado. Enquanto isso, medidas de segurança seriam adotadas.

Então, outra pergunta que não quer calar: por que vale o que está escrito para o Vasco e não vale o que está escrito para o Flamengo e para a tadinha da Portuguesa?

*** *** ***

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Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 7 de fevereiro de 2014 em Brasil, Futebol, Imprensa

 

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