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CARNAVAL ► Pode até ter sido desonesto, mas a Império da Tijuca não levou fé…

obatuqueTodo mundo sabe que a Império da Tijuca não devia ter sido rebaixada.

Foi injusto. Todos dizem que desonesto com o que a agremiação apresentou – e, também, com o que outras não apresentaram.

Jogo de cartas marcadas? Parece.

Mas há um detalhe que vale ser registrado, se não por nada, ao menos a título de curiosidade.

Quando acabava o desfile da escola do Morro da Formiga, rolou aquela festa de baboseiras no estúdio que a Globo montou na área de dispersão do Sambódromo.

Entre os convidados, o componente que foi o elemento-central da comissão de frente da escola, representando Exu, o orixá africano.

Um monte de abobrinhas pra lá, outro tanto pra cá (com direito a pedido de uma amostra da dança realizada na Avenida!), e Milton Cunha intervém com uma pergunta bastante relevante para os afeitos a práticas e costumes das escolas de samba: “Vocês pediram licença aos orixás antes de começar o desfile?”

O rapaz disse que não. Milton Cunha procurou disfarçar a insatisfação com a resposta.

Bem, não sou a melhor pessoa para explicar isso, não é minha religião, apenas procuro entender o que posso dela e da cultura das escolas de samba. Mas quando uma escola representa qualquer coisa referente ao mundo dos orixás, o costume é pedir licença antes de começar seu desfile.

Para que tudo corra bem. Para que nada de mal aconteça.

Pelo visto, a Império da Tijuca não fez isso.

E caiu.

Como aquele velho dito: “Não creio em bruxas, mas que elas existem, existem…”

*** *** ***

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  1. Wellington Lopes
    18 de março de 2014 às 15:34

    Bom ler seus comentários novamente. Essa é do além. rsrsr

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  2. 8 de agosto de 2014 às 15:38

    Essa entrevista foi apenas mais um exemplo de como a comercialização e o dito “profissionalismo” do carnaval vão tomando conta do pedaço. O moço foi contratado pra coreografar e dançar na avenida e o fez muito bem. Nesse mês de julho que recentemente terminara, a Mocidade de Padre Miguel demitira o seu diretor de harmonia, colocando esse departamento tradicionalíssimo das escolas de samba, sob cuidados e responsabilidade do carnavalesco e seus colaboradores diretos, dentre os quais alguém com certeza desempenhará tal papel. Mas, fica a pista, esse ano a escola ao ser apresentada na avenida soará como se não tivesse harmonia e sim somente uma comissão de carnaval multisuperhiper poderosa.

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