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COPA DO MUNDO 2014 ► E o Oscar vai para… Oscar!

JOGO 1: Brasil 3 x 1 Croácia

fifa_2014Bem, eu poderia cair no tentador oportunismo de dizer que “o Oscar de Melhor Ator vai para Fred”, pelo simulacro de pênalti que arrumou para o Brasil e decidiu a partida. Mas isso seria uma injustiça com a grande atuação de Oscar, o homem que desequilibrou em campo, com participação direta nos três gols brasileiros. O garoto do Chelsea foi onipresente, colaborando muito na marcação, driblando com objetividade e verticalizando sempre que podia o time canarinho. Foi premiado com um belo gol ao apagar das luzes, gol que definiu um placar ilusório. Por isso prefiro o mais do que óbvio clichê do título do post.

Claro, figuras fundamentais também o foram Neymar (pelos gols, atuação errada) e o péssimo juiz, que, além de não expulsar Neymar na primeira etapa por agressão ao adversário, ainda marcou um pênalti que eu não marcaria, aquele já mencionado lance com Fred.

O jogo? Foi bom… mas não foi.

Bom porque o Brasil venceu com um bom placar, mas a atuação deixou a desejar.

O Brasil não esteve bem, sofreu um gol acidental no início do jogo, viveu seu melhor momento no terço final da primeira etapa, quando pressionou, empatou e quase virou. Fez um segundo tempo fraquinho, quando abriu espaços entre suas linhas e teve muita dificuldade para tirar a bola do adversário. Exemplo do que ocorreu nessa fase: em vários momentos os homens de frente apertavam a marcação na saída de bola, mas havia um grande buraco entre eles e o resto do time, o que permitia aos croatas avançar com liberdade no meio do campo.

A Croácia esteve sempre bem colocada, mas foi pouco ambiciosa, não teve punch, não ousou para vencer, se contentando em esperar erros brasileiros para marcar.

O resultado mais justo talvez fosse o empate, pois o Brasil não foi superior a ponto de justificar uma vitória inquestionável, ainda mais por dois gols de diferença. Nem se pode esquecer que a Croácia foi sim prejudicada pelo árbitro em dois lances capitais: Neymar esperou o adversário e o agrediu na cara, lance claro de expulsão, mas que rendeu apenas um amarelo; e o pênalti. Fred é até tocado e algo chargeado, mas nada que caracterizasse infração, do meu ponto de vista.

O maior problema do Brasil foi o mesmo do amistoso contra a Sérvia: Neymar. Como TODAS as bolas precisam passar por Neymar, o time precisa que ele jogue bem – ou ao menos certo. Mas Neymar prendeu demais a bola, relutou muito na hora do passe e invariavelmente o errou. Veja que não estou criticando o jogador por errar, por jogar mal, mas por jogar ERRADO. E Neymar jogou errado essas duas últimas partidas. Ele precisa usar a habilidade como diferencial. Não é para pegar todas as bolas, parar, rebolar, tentar passar por 35 e só então, na absoluta impossibilidade de finalizar, com muita dor no coração, passar para um companheiro melhor colocado para tentar o gol. E normalmente esse passe tem saído errado ou encontrado o companheiro já bem marcado.

Salve-se sua capacidade de finalização e, principalmente, a estrela, porque estrear numa Copa do Mundo com uma atuação não mais que mediana (além de errada) e marcar dois gols, ainda que em bolas mal chutadas e contando com a inestimável colaboração do goleiro adversário, é para poucos.

Júlio Cesar foi bem quando exigido, Daniel Alves nunca me convenceu, Thiago e David tiveram algum trabalho, mas se seguraram, David um pouco melhor. Marcelo fez um gol contra absolutamente infeliz, mas foi sóbrio em campo. Luís Gustavo foi o outro destaque do time. Discreto, eficiente, rápido nas coberturas, duro quando preciso e hábil para sair jogando. Paulinho pareceu fora de ritmo, Hulk entrou a meia-boca e valeu mais pela luta. Fred praticamente não foi acionado e Neymar fez os gols.

Na Croácia, destaque negativo para o goleiro, que falhou nos três gols, inclusive no pênalti, quando não conseguiu defender uma bola fracamente chutada em cima dele.

O bom: Oscar.

O mau: goleiro croata Pletikosa. Atrapalhou o time.

Decidiu: o fato do time brasileiro não ter se desesperado com a desvantagem foi decisivo.

Fator X: vossa excelência, o senhor Nishimura Yuichi, do Japão.

Animais (com perdão aos animais pelo uso conotativo da palavra): os que xingaram a representante maior da nação, eleita democraticamente pelo povo. Coisa de uma elite branca preconceituosa e mal educada que sustentou a ditadura por tantos anos e que odeia termos como democracia, povo, igualdade social…

O registro: achei o estádio de abertura o mais feinho dentre todos que recebem jogos da Copa do Mundo. Mal comparando, lembra um Sarriá da vida.

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SÚMULA OFICIAL

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