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FUTEBOL CARIOCA ► Como queríamos verificar: “BotaFerj” e “Ferj da Gama” fazem final dos sonhos do Rubão 2015

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A dupla que está levando o futebol carioca aos píncaros do sucesso

Durante esta semana, o jornal O Dia, através de seu portal na internet, publicou uma enquete na qual perguntava mais ou menos assim: “Você acha que, por serem inimigos declarados da Federação Carioca de Futebol, Flamengo e Fluminense poderão ser prejudicados nas semifinais contra Vasco e Botafogo?”

Sem surpresa: a maioria esmagadora respondeu que sim. Até porque a maioria torce pelo Flamengo, enfim…

Seguindo: nos meus tempos de escola, os exercícios de matemática eram muitas vezes finalizados com um CQV (Como Queríamos Verificar) ou CQC (Como Queríamos Conferir), que era quando tirávamos a prova para saber se o resultado encontrado era realmente o correto.

E sem surpresa alguma, CQV, Flamengo e Fluminense foram decisivamente prejudicados nos jogos de volta dessas semifinais e eliminados da competição, CSRLEM (Como Sonhavam Rubens Lopes e Eurico Miranda). Todo mundo achava – à exceção dos mais fanáticos torcedores dos times alvinegros – que Fla e Flu poderiam ser espetados e os aliados de Rubão, Vasco e Bota, provavelmente fariam a final pela qual a FERJ tanto lutou ao longo do campeonato.

O pênalti que deu o gol da vitória ao Vasco, a não expulsão do artilheiro Gilberto pela comemoração (como determina a cartilha e como foi feito ao longo de todo o campeonato) e a não marcação do impedimento do ataque do Botafogo no primeiro e – por fim – decisivo gol na semifinal contra o Fluminense foram de um descaramento assustador.

Como bandidos andando armados à luz do dia em áreas onde o Estado não apita coisa nenhuma, absolutamente cientes da impunidade de seus atos.

Isso tudo tem um nome popular: cartas marcadas. Uma coisa é juízes errarem (e como erram!). Outra é o que acontece no futebol carioca desde a triste eleição de Eduardo Vianna, o Caixa D’Água, em 1986.

Por exemplo: ninguém viu a autoridade maior do Carioquinha se manifestar mencionando erros contra o Fluminense, dizendo que se esforçaria para que tais fatos não se repetissem, coisas assim e assado, blaablablá… Nada. Mas quando um bandeira parou erradamente um ataque do Bangu contra o Tricolor (em lance que não deu em nada, pois o goleiro Diego Cavalieri acabou defendendo antes que a jogada fosse interrompida), imediatamente o sujeito foi afastado. Enquanto isso, o outro bandeira, no mesmo jogo, que no tempo anterior permitira que um atacante banguense levasse uma bola com a mão, entrasse sozinho na cara do goleiro e quase marcasse, não recebeu qualquer reprimenda por seu erro. Sequer foi mencionado.

Só não vou entrar nessa de dizer que é “a final que a competição merece” porque isso seria desrespeitar as instituições Vasco e Botafogo, que merecem todo o respeito e estão muito acima dos homens que as dirigem – esses sim verdadeiros vilipendiadores da honra e da história desses clubes.

***

  1. Para os registros: Eduardo Vianna, logo após sua primeira eleição, disse a quem quisesse ouvir, como foi publicado em jornais da época, que iria acabar com “o reino dos coloridos”: “Eles estão loucos se acham que vão ser campeões comigo na federação.” “Eles”, no caso, o Fluminense, único clube a não dar unanimidade à primeira eleição do gestor de tão más lembranças e que nos deixou uma praga herança que atende pelo nome de Rubens Lopes. Provavelmente, para finalizar a missão iniciada por seu antecessor: acabar de vez com o futebol carioca. Com a credibilidade já acabou; com o resto, falta pouco. Basta ver a evolução dos clubes cariocas de todas as esferas de 1985 para cá e os estado em que se encontram. E se em 1985 não foi possível ao Caixa D’Água acabar com o “reino dos coloridos”, o Tricolor só voltaria a ser campeão meio por acaso, digamos que por uma barrigada, 10 anos depois. E isso com um dirigente de más lembranças que faz parte do rol de influências da FERJ, mesmo sendo café pequeno, porque pouca vantagem fazia o Fluminense levar nos bastidores. Mas que até hoje defende a federação, os Caixas e Rubões da vida e vive ameaçando voltar ao clube.

    ***

  2. Acho curioso que, apesar de tudo, ouvindo minha esposa e minha tia, uma Flamengo e outra Vasco, se esgoelando torcendo juntas (e contra, claro) vendo o jogo (eu não vi), eu tenha acabado torcendo, assim à distância, por motivos de coração, pela esposa, para que ela não ficasse triste. Então confesso (“mea culpa, mea maxima culpa!“) que… torci… pelo… Vasco… do Eurico. Mas não tive como não ter um acesso de riso ao ver o lance do “pênalti”. E foi impossível resistir à piada com um trocadilho infame daqueles que muito irritam meu compadre Wellington: “Se o jogo não vai a São Januário, São Januário vai ao jogo”.

    ***

  3. E uma observação quanto a esse “árbitro” que apitou Flamengo x Vasco. Eu já o citei umas duas ou três vezes neste espaço. Ele é, com muito boa vontade, péssimo. Mas isso num contexto, digamos, normal. Por aqui, porém, um olhar mais maledicente pode insinuar algo mais, porque, além de péssimo, um certo fato faz de Rodrigo Nunes de Sá, ao menos ante meus olhos, um juiz um tanto suspeito: como ele consegue apitar tantos clássicos, tantos jogos importantes, sendo, ao meu conceito, tão fraco, tão ruim assim? “Tem caroço nesse angu”, diriam alguns. E eu também. Coisas que só a Federação Carioca de Futebol de Rubinho Miranda e Eurico Lopes pode explicar.

    Mas já que não tenho como – nem quero – duvidar de sua idoneidade, espero, de coração, que ele (assim como todos os demais do quadro de árbitro do Rio de Janeiro que erram a torto e a direito) seja apenas mais um juiz de futebol fraco e suscetível a pressões naturais da função, como tantos que existem mundo afora.

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