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FUTEBOL CARIOCA ► Missão dada, missão cumprida: “BotaFerj” elimina o Flu do Rubão 2015

20 abr
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Apesar da jogada se desenrolar bem à sua frente, o pobre bandeira não viu… Mais um incrível lance de “azar” tricolor no Rubão 2015

Na Espanha, semana passada, um juiz cegueta desses que sopram o apito pelo mundo todo, deu um cartão amarelo a Cristiano Ronaldo por simulação.

Um cartão que o tiraria da partida seguinte, importante na luta do Real Madrid pelo título espanhol.

Mas, assim como Fred no Fla x Flu, CR não simulou coisíssima nenhuma: ele foi derrubado pelo adversário.

Só que aqui acabam as semelhanças e começam as diferenças entre um futebol mais civilizado e outro notoriamente desonesto (como disse Eurico Miranda com todas as letras em nota oficial nesta semana).

O equivalente à Federação Carioca de Futebol da Espanha aceitou recurso do Real, viu nas imagens da TV que CR efetivamente sofreu a falta, retirou o cartão amarelo e lhe deu condição de jogo para a partida seguinte. Partida na qual, inclusive, fez um gol e foi um dos destaques.

Aqui, além de expulso, Fred ainda foi indiciado por externar uma opinião que bate com a de muita gente no mundo do futebol – inclusive com a minha. Opinião dada ainda à saída de campo, de sangue quente.

Mas, ao contrário da federação espanhola, a famigerada FERJ viu o que ninguém viu, disse que o “juiz” acertou, que Fred simulou e indiciou o jogador junto ao seu braço-direito da Lei: o não menos famigerado TJD-RJ.

O julgamento de Fred, pela ordem das coisas, sequer deveria ser realizado antes de duas semanas, pois os jogadores de Flamengo e Vasco indiciados por agressão em partida realizada antes daquele Fla x Flu tiveram seus julgamentos adiados.

Mas não: o TJD-RJ antecipou o julgamento de Fred, o inocentou da acusação de simulação (óbvio, não podiam deixar registrado para a História uma, digamos, deficiência visual coletiva), mas o suspendeu pelas declarações por dois jogos.

Como já havia cumprido um (pela expulsão que não deveria ter ocorrido!), o suficiente para não enfrentar o Botafogo de alguém que sequer sei o nome e que se satisfez em tornar um clube apenas mais um pequeno que orbita sob a gravidade de Rubens Lopes e Eurico Miranda.

Veja o nível da excrecência que domina o fétido futebol carioca: o jogador foi punido por revoltar-se, ainda em campo, contra uma expulsão que o próprio tribunal julgou injusta.

É como você ser condenado por matar um ladrão. Como aconteceu, aliás, há poucas semanas, de fato, quando um casal de comerciantes sofreu uma tentativa de assalto, reagiu matando o ladrão e foi imediatamente levado preso. O homem e a mulher, trabalhadores, pessoas de bem, foram jogados em celas com bandidos comum, por defenderem-se de um crime.

Pois Fred sofreu um “assalto”, reagiu e foi “preso”.

E ainda me aparece um juiz, advogado, procurador, relator, “jurador” ou coisa que o valha, que decidiu pela suspensão do Fred, com imagens em página pessoal na internet fazendo gestual de torcida organizada do Vasco e um monte de zombarias ao jogador e ao Fluminense – e nem ele nem seus pares vêm qualquer conflito ético ou moral nisso.

Mas, também, isso não surpreende em nada. Afinal de contas, essa gente é de uma profissão que, apesar de ser responsável pelo respeito às leis no país, a primeira coisa que fazia após formada, por décadas e mais décadas, era roubar restaurantes (o infame “Dia da Pendura”). Perdão, minto: fazia, não; há quem ainda faça, muitos e, pior, ainda fazem veemente defesa disso. O que esperar de advogados brasileiros, então? Imagino, pela lógica, que eles estudem tanto para aprender a roubar bem e logo correm para pôr em prática isso, né? Talvez – e até provavelmente – aprendam a roubar “dentro da lei”.

censura

Quem será o campeão do campeonato da censura?

O mesmo já havia acontecido com o técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo. E o mesmo vai (ou não vai mais, o campeonato acabou para o Flamengo) acontecer com o zagueiro Wallace, indiciado por entrevista no clube. E ainda com o presidente do Fluminense, que reforçou críticas à FERJ. E Deus e o mundo podem ser indiciados por esses abjetos seres que tanto contribuem para a involução do mais popular esporte nacional em solo carioca e fluminense.

Enquanto isso, porém, curiosa e nada surpreendentemente, o notório e reputadíssimo Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, clube aliado às más práticas da FERJ sempre que ele está no poder, declarou com todas as letras, em comunicado oficial, após ser prejudicado na partida contra o Flamengo, que os juízes da federação SEMPRE ROUBAM nas partidas decisivas.

E ficou por isso mesmo. Tal declaração não ofendeu a ninguém na FERJ ou no TJD-RJ. Inclusive um desses seres que ganham a vida distorcendo a lei a seu bel-prazer (minha opinião, será que vou ser indiciado por ter opinião?) teve o descaramento de declarar que “ele não disse nada demais”, “ofensa nenhuma”, “muito pelo contrário”, etc. e tal. Ou seja: um pode, outro não pode. Justiça pra quê?

Do mesmo modo, a federação e o TJD ignoraram a tentativa de agressão que outro irmão Metralha aliado da dupla Rubinho Miranda e Eurico Lopes, o notabilíssimo Elias Dubai, Dubar, Duba, enfim, o, presidente do Madureira, perpetrou contra o árbitro Péricles Bassols, após o Fluminense x Madureira vencido pelo desafeto Fluminense. O renomado presidente da veterana agremiação só vai a julgamento porque o próprio árbitro não negou fogo e colocou tudo na súmula. Ao menos ele fez a parte dele, mesmo sabendo nós que provavelmente isso dará em nada.

Enfim, tudo o que ocorreu já é História. O campeonato já tem seu asterisco com diversas notas de pé de página. Em relação ao Fluminense, só cego não viu: mandos de campo roubados, negados, mandos de campo dados repentinamente a adversários, uma sequência de “coincidências” impressionantes sob a forma de erros decisivos de arbitragem, expulsões, indiciamentos, ameaças, cobranças financeiras descabidas, mandos e desmandos… Culminando com a ação de um pau-mandado “auxiliar” (acredito que seja o Michael Correia, apesar de incrivelmente não ser citado nas matérias sobre o jogo se o infrator suspeito era ele ou o Dilbert Pedrosa, mas pelas fotos que encontrei creio que seja o Correia) que não viu um sujeito de preto com o corpo inteiro à frente de uma linha de zaga toda de branco a dois palmos da cara dele. Com certeza, será recompensado com proveito$a$ e$cala$ futura$.

O que deve render um troquinho bom a ele, assim como rende ao Botafogo a aliança com a FERJ, ganhando esmolinhas receita em forma de jogos “desviados” para o Engenhão ou da não execução de dívidas com a federação, o que deve fazer muito bem às suas bem conhecidas combalidas finanças.

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Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 20 de abril de 2015 em Fluminense, Futebol

 

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