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VIDA ► 50 anos em 10 crônicas – 10: “Ser Tricolor”

50 anosVou encerrar minha série de 10 colunas com mais uma de esporte. De futebol. De Fluminense. Poderia ser de política, vida, História, atualidade… mas são tantas! E tantos mais assuntos interessantes! Certamente não deixarei de reproduzir colunas sempre que o binômio vontade-tempo estiver a meu favor. Ou a favor do blog.

Esta última desta série de 10, então, chama-se “Ser Tricolor” e correu pela internet já há um bom par de anos. A autoria é dada a um tricolor chamado Nelson Goyanna.

Em forma de poesia, é um texto impossível de não tocar forte as emoções do torcedor que acompanha seu time ano a ano por toda sua passagem nesta vida.

Há quem tenha idade para ver todos – ou quase todos – jogadores mencionados. Eu mesmo vi boa parte deles. Aos olhos dos mais novos ficará no subconsciente a vontade de uma atualização.

Mas assim como está é irresistível para mim, pois vivi muito do que é citado. Emociona quem está sempre ao lado de seu time.

***

SER TRICOLOR

 

torcedor_tricolor

“Menino, primeira vez pisando no Maraca,

Eu vi o Escurinho dar o drible da vaca

E chegar veloz a linha de fundo,

Cruzando para o Valdo encantar o mundo.

E também a mim, jovem espectador,

Que já nascera, fanático torcedor,

Deste tradicional clube das três cores,

Que estará sempre entre os vencedores,

Desde o tempo de nossos ancestrais.

Das conquistas que vêm de Batatais,

Romeu, Tim, Russo e outros mais,

Das grandezas que contavam nossos pais;

Que desde Veludo, Píndaro, Orlando, Carlyle,

Com Didi nas Laranjeiras se dava baile!

Eu vi São Castilho com sua leiteria

E a bola que bateu na trave e entraria,

Eu vi Clóvis, Edmílson, Robson, Jair Marinho,

E vi Altair dando um belo “carrinho”.

Eu vi Pinheiro bater pênalti de bico,

Vi Evaldo, Joaquinzinho e até Pipico.

Eu vi Paulinho cobrar um escanteio,

P’ro Telê fazer um golaço de voleio.

Eu vi Maurinho pular mais alto que o goleiro,

E dar um golpe de testa, certeiro.

Eu vi Procópio, expulso, voltar ao campo seminu,

Prá comemorar um gol com o Rei Zulu.

Eu vi Flávio fazer 3 no Palmeiras no Morumbi,

E vi 4 no Santos, na Vila, com Manoel e Ubiraci,

Eu vi Samarone com toda a sua ginga,

E o drible desconcertante do Cafuringa.

Eu vi aquele cruzamento do Oliveira,

Que encontrava sempre o Mickey na banheira.

Eu vi o Marco Antônio em linda jogada pessoal,

Eu vi o Silveira isolar bola na geral.

Eu vi nosso canhotinha Gerson, com a tricolor,

E muitos outros, que também jogaram por amor.

Eu vi a puxeta de calcanhar, tão bonita,

Do Carlos Alberto Torres, nosso “Capita”,

Eu vi a Máquina, dizia a gente: “É covardia!”

Com “RIVELINO, PAULO CESAR & CIA”,

Máquina, que vi dar um show em Paris,

Com a torcida em pé, pedindo bis.

Eu vi o Papel fazer uma defesa sensacional,

E o gol de malandragem do “gringo” Doval.

Eu vi o Rivelino em genial jogada de xadrez,

Desmoronar a defesa do “velho freguês”.

Eu vi o gol olímpico do Paulo Cesar Cajú,

E os 2 gols do Manfrini no Fla-Flu.

Eu vi Rubens Galaxie, Cléber e Pintinho,

A força de búfalo do Gil, a raça do Edinho.

Eu cantei “João de Deus” na arquibancada,

P’ra que ganhasse do Bangu de virada,

Nosso time tricampeão, com tantos nomes:

Paulo Vítor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes.

Time deste quilate, ainda está por vir,

Seguro na defesa e no meio, com Jandir.

Time guerreiro, mas que jogava bonito,

A classe do Delei, a garra do Romerito.

Eu vi Washington e Assis, nosso casal 20,

Era um show, um assombro, um acinte:

Washington fez aquele golaço no Vasco,

E o Flamengo sucumbiu 2 vezes ao carrasco.

Ora Tato, ora Paulinho, atacando pelo flanco,

Com o sempre eficaz apoio do Branco.

Eu vi inúmeros feitos do nosso tricolor,

Que a Taça Olímpica é detentor.

Eu vi máquina, vi timinho, vi timaço,

Vi gol de letra, gol chorado, vi golaço.

Eu vi gol de mão, Wilton que o diga,

E vi o gol do Renato com a barriga.

Irmãos tricolores: atenhamo-nos aos fatos,

Somos nós que temos mais campeonatos.

E também nós, os que temos mais vitórias,

Passado, presente e futuro de glórias.

Por séculos, milênios e vidas inteiras,

Temos orgulho do “Clube das Laranjeiras”.

E a alegria eterna de torcer

pelo time que sempre vence,

E a dádiva divina de nascer,

viver e morrer Fluminense !”

 

 

Nelson Goyanna

*** *** ***

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Categorias:50 anos, Fluminense, Futebol
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