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IMPRENSA ► Para entender a mídia como o quarto poder: o documentário que a Rede Globo proibiu

30 mar

atenção_manipulacaoNo início dos anos 1990, a rede de televisão pública britânica Channel 4 produziu um documentário que procurava dissecar os bastidores da relação entre a mídia e o poder no Brasil, criticando o monopólio da informação e escancarando a influência da Rede Globo de Televisão nos destinos do país: “Muito Além do Cidadão Kane”.

Foi a primeira vez que a maior emissora nacional foi exposta dessa forma.

A Globo travou uma dura batalha contra a exibição da obra, mesmo no Reino Unido e nas demais regiões do mundo.

Acabou perdendo lá fora. O Channel 4 exibiu o programa em 1993.

Mas aqui o Jardim Botânico conseguiu bloquear a exibição nos cinemas – na televisão, então, sem chances do documentário ser exibido.

A Globo reclamava a utilização de trechos de produções suas, argumentando direitos autorais. Ela se referia àqueles tais minutos que mesmo a lei brasileira permite ser utilizada a título de informação ilustrativa. Como os trechos de jogos de futebol que emissoras que não detêm o direito de transmissão exibem, por exemplo.

Na verdade, dizem ter sido apenas por pressão direta de Roberto Marinho que o documentário foi “bloqueado”, já que não havia argumento legal para tal.

O motivo de tanta pressão? Digamos que a Globo não “fica bem na fita”. Como sugere o título inspirado em “Cidadão Kane”, clássico de Orson Welles,

Durante o imbróglio nos tribunais, o autor da obra, o jornalista Simon Hartog, faleceu e “Muito Além do  Cidadão Kane” foi finalizado para exibição como possível por assistentes, inclusive com um acabamento um tanto amador em certos aspectos.

Mas o conteúdo justificava o impacto.

Com o advento e a popularização da internet, o documentário, originalmente exibido praticamente de forma clandestina através de cópias precárias nos anos 1990, tornou-se público.

E como público que é, o publico abaixo, lembrando que está postado no YouTube e que apenas compartilho o material. A qualidade da imagem não é boa, mas vale a pena assistir, até pelo fator histórico.

*** *** ***

Licença Creative Commons
Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 30 de março de 2016 em Brasil, Imprensa

 

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