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VIDA ► 50 anos em musicais de cinema – 6: “O Mágico de Oz”

30 jun

50 anosAlguém comentou comigo: “Mas essa sua lista não está atrasada? Você já passou dos 50 há tempos…”. Nem tanto, nem tanto. Segue o jogo…

“Mary Poppins” não foi o único clássico infantil do passado que minha filha de 5 anos já assistiu e não tira da cabeça.

O papai a colocou para ver “O Mágico de Oz”, onde a menina Dorothy faz uma malcriação e acaba vítima de um tornado que leva sua casa (ou melhor, a casa dos tios) ao maravilhoso mundo de Oz. Lá a casa cai em cima da Bruxa Malvada do Leste, que vivia atazanando o lugar, e a irmã dela, a não menos malvada Bruxa Malvada do Oeste, quer saber quem fez isso com a irmãzinha.

Mas nada tema, pois a Bruxinha Boa do Norte ajuda Dorothy a se livrar dos apuros, enquanto a jovem tenta chegar ao Mágico de Oz para pedir que ele a leve de volta para a casa de seus tios no Kansas.

No caminho, ela encontra o Espantalho (“Que aponta pra lá e faz ‘assim’ e ‘assim’ com os braços, papai!”), o Homem de Lata (“Que enferrujou!”) e o Leão (“Que tem medo até do rabo!”). Com os novos amigos, ela caminha pela estrada de tijolos amarelos até o castelo do soberano mágico, para que eles também tenham seus desejos atendidos: um cérebro para o Espantalho, um coração para o Homem de Lata e coragem para o Leão – “Mas antes eles dormem nas papoulas, papai!”

Essa resumidinha sinopse aí foi colocada para que eu prove a mim mesmo que sei contar a bendita história direito – e na ordem certa! Porque a minha filha de 5 anos me corrigiu na frente dos outros porque coloquei o Homem de Lata na frente do Espantalho e não falei do campo de papoulas. E eu nem me lembrava das papoulas nessa história…

Resumo da animação: se uma criança de 4 para 5 anos assiste uma única vez a um filme desses, de 1939, e grava tudo isso que resumi acima (lógico, com seu vocabularzinho ainda limitado e raciocínio ainda se ordenando), algo de excepcional esse filme tem.

Empatia é isso aí.

E particularmente excepcional no filme é a clássica cena de Judy Garland interpretando “Over The Rainbow”, que ilustra o post. Que também poderia ser ilustrado por “”Follow the Yellow Brick Road/You’re Off to See the Wizard” ou “If I Only Had a Brain”, por exemplo.

Vale notar a boa sacada de colocar o filme em preto e branco em Kansas, mas multicolorido em Oz, o que talvez ajude a provocar essa empatia toda com as crianças.

E uma outra observação: o filme inspirou uma das melhores composições de Elton John (sempre em parceria com Bernie Taupin), a linda “Goodbye Yellow Brick Road”, uma de minhas preferidas da dupla.

Atualizando: fui comentar com minha filha como contei a historinha do filme e já tomei bronca: “Esqueceu do Totó, papai, você esquece tudo!”. Tá bom, tá bom, fica o registro para quando ela tiver idade de ler: quando levada pelo tornado para Oz, Dorothy está na companhia de seu cãozinho Totó, com quem vive todas as aventuras naquele mundo distante. Tá bom assim? Ufa…

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Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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Publicado por em 30 de junho de 2016 em 50 anos, Cinema, Música

 

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