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VIDA ► 50 anos em musicais de cinema – 9: “Vem Dançar Comigo”

50 anosBaz Luhrmann é um diretor australiano bissexto que fez enorme sucesso nos anos 2000 com o filme musical “Moulin Rouge!”, indicado – e vencedor – em diferentes categorias de diferentes premiações, como o Oscar, o Bafta, o Golden Globe…

Mas muito tempo atrás, numa galáxia muito distante de Hollywood, Baz Luhrmann realizou o despretensioso, divertido e para muitos irresistível (eu aqui!) “Vem Dançar Comigo” (“Strictly Ballroom”). Isso em 1992.

Protagonizado pelo dublê de ator (menos) e dançarino (mais) Paul Mercurio e pela atriz e cantora Tara Morice, o filme bate no clichê do patinho feio que vira cisne. No caso, a desajeitada Fran precisa aprender a dançar para ontem para fazer par com o exímio dançarino Scott Hastings e a dupla poder participar do campeonato nacional de dança de salão, o “Pan Pacific”.

E uma das grandes sacadas do filme é colocar em destaque o apelo que a dança de salão ainda tem naquele longínquo continente australiano. E não só por lá, como mostra a repercussão do filme.

Tudo tratado com extrema leveza e simpaticamente caricaturado. Eu diria que uma simpática homenagem à dança de salão que acabou justamente reconhecida com indicações e prêmios em festivais europeus.

Simples, previsível, divertido, bizarramente kistch, com um visual absurdamente “qualquer coisa” e todo mundo imaginando um final feliz à vista, “Vem Dançar Comigo” é um filme para se ver com bom humor – ou a fim de querer ficar bem-humorado. Lembro que mal-humorados e ranzinzas fugiam dele.

Por mim, fica combinado assim: “Vem Dançar Comigo” é daqueles a que se assistem comendo pipoca e com um sorriso no rosto. Para se sentir de bem com a vida.

E que faz alguns quererem sair dançando no fim, como diz a chamada ali no pôster: “O filme que fez o mundo inteiro dançar.”

Eu? Vi mais de uma vez, mas não, não cheguei a tanto, a sair dançando no fim, não…

“Nem uma vez?”

Vá lá, talvez um pequeno comichão de vontade. Afinal, “love is in the air…”

Ao menos durante aqueles 94 minutos.

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