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VIDA ► 50 anos em musicais de cinema – 13: “Fama”

50 anosEnfim consigo fechar mais uma lista de 50 anos. E o último item desta série é o clássico “Fama” (“Fame”), de Alan Parker, não por acaso.

É que, ao menos no meu tempo, esse é o musical mais marcante, talvez o mais visto – direta ou indiretamente.

E explico: “Fame” é, com certeza, o musical de cinema mais chupado pelos gênios marqueteiros. Ou melhor dizendo, adaptando a uma linguagem menos vulgar e mais atual: o musical mais sampleado.

Se você tiver a minha idade ou pouco menos que isso e assistir ao filme pela primeira vez, pode apostar que vai achar que já viu essa ou aquela sequência em algum lugar. E foi possivelmente em um comercial de TV.

E não só por isso o trabalho de Alan Parker, um dos diretores que mais admiro, tem a pequena honra de fechar minha lista.

Talvez já tenha escrito por aqui em alguma postagem, mas vale lembrar: Parker fez um filme que parece a metalinguagem levada a um outro nível. Não é apenas um caso de um enredo que mostra a arte sendo feita dentro de uma arte, como no maravilhoso “A Noite Americana” de François Truffaut.

Isso porque Parker usa atores que realmente cantam, dançam, tocam e interpretam. Não há nada fake. Por isso a credibilidade que o filme transmite sobre as dificuldades pelas quais passam os alunos da tradicional High School of Performing Arts de Nova York.

Assim, com um enredo nada condescendente, até algumas vezes seco, um elenco de apoio de “adultos” excepcional, trilha sonora idem, as coreografias de Debbie Allen… O filme pegou. Não há tantos musicais assim que ganhem a audiência tanto pela trilha quanto pela história.

Do  mesmo modo que a série homônima que Parker levou para a telinha e também entrou na minha lista de seriados.

E como eu disse, da sequência de rua da música-tema ao recolhido momento do personagem de Paul McCrane tocando ” “Is It Okay If I Call You Mine?“ à janela, praticamente todos os números foram vistos em alguma outra produção de mídia eletrônica, seja em comerciais ou até em outros filmes mesmo – até mais de uma vez. E mesmo cenas não musicais podem ser identificadas também.

Foi a última época de grande luz dos musicais hollywoodianos, como a minha própria lista sugere. Nela, “Fama” é de 1980, “Os Embalos de Sábado à Noite” é de 1977, “Grease” é do ano seguinte e “Hair” é de 1979.

Ah, a refilmagem de 2009? Fala sério…

Và à fonte!

De lá, via YouTube, duas icônicas lembranças. Mas como gostei da ideia que tive no decorrer desta lista, começo com o trailer.

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Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial 3.0 Não Adaptada.

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  1. Daniel Elias Telio Duarte
    12 de julho de 2016 às 8:51

    OI tIO dAVID…

    Nessas últimas semanas passou várias vezes Fama e Flashdance no Prime… muito bacana…

    Daniel Duarte Assistente Social

    Curtir

    • 13 de julho de 2016 às 10:55

      “Flashdance” é legal, pena que a Jennifer Beals não tenha feito as principais cenas de dança, usaram uma dublê. Ela nem queria isso, mas…

      Curtir

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