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Archive for the ‘Fluminense’ Category

FUTEBOL ► “O Árbitro”, por Eduardo Galeano

“O árbitro é arbitrário por definição. Este é o abominável tirano que exerce sua ditadura sem oposição possível e o verdugo afetado que exerce seu poder absoluto com gestos de ópera.

Apito na boca, o árbitro sopra os ventos da fatalidade do destino e confirma ou anula os gols. Cartão na mão, levanta as cores da condenação: o amarelo, que castiga o pecador e o obriga ao arrependimento, ou o vermelho, que o manda para o exílio.

Os bandeirinhas, que ajudam, mas não mandam, olham de fora. Só o árbitro entra em campo; e com toda razão se benze ao entrar, assim que surge diante da multidão que ruge. Seu trabalho consiste em se fazer odiar.

Única unanimidade do futebol: todos o odeiam. É vaiado sempre, jamais é aplaudido.

Ninguém corre mais do que ele. É o único obrigado a correr o tempo todo. Continuar lendo…

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FLUMINENSE ► Prejudicado pela arbitragem, Fluminense fica no empate com o Vitória

30 de outubro de 2016 Deixe um comentário
O cartão vermelho virou cartão de crédito

O cartão vermelho que virou cartão de crédito

Eu poderia escrever sobre esse jogo – o primeiro que pude ver no estádio este ano, um recorde negativo em minha carreira de torcedor – abordando o óbvio, o mais do mesmo: Flu sucumbe a falhas táticas e fracassa novamente.

Mas vi tanto jornalista esportivo limitado, desatento ou descompromissado falando asneira sobre o primeiro gol do Fluminense que não consegui me conter de defender minhas cores argumentando com o óbvio.

E olha que estou de bom humor. Mas é que nessas horas sempre imagino Nelson Rodrigues clamando a plenos pulmões: “Idiotas da objetividade! Idiotas da objetividade!”

O fato é que o Fluminense foi tremendamente prejudicado pela arbitragem do pernambucano Nielson Nogueira Dias na partida contra o Vitória, que terminou empatada em 2 x 2.

No lance do gol de empate do Fluminense, nosso primeiro gol, o zagueiro Victor Ramos, último homem da linha defensiva, já amarelado, puxa clara e acintosamente o atacante Wellington pela camisa quando o 11 tricolor entrava livre na área.

Um lance de cartilha que vale o cartão amarelo em qualquer setor do campo. Ali, muitos até aplicam o vermelho direto. Mas o juiz, pessimamente orientado pelo auxiliar, achou de marcar pênalti e cometeu o crime de não expulsar o zagueiro!

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FLUMINENSE ► O Fluminense 2016: a vantagem de ser invisível – mas pode chamar de “Só a Baixada salva o Fluminense do Levir Culpi!”

17 de outubro de 2016 Deixe um comentário

Eu estava evitando escrever sobre o Fluminense. Ando ocupado, tenho ainda pouca tolerância com o errado… Mas é o Fluminense. E são registros meus.

Querendo ou não, parte de mim, de minha vida. Então acabei até me perdendo em teclas, mais ou menos como nosso treinador em relação ao time, tentando entender o ano tricolor. Um ano estranho, mambembe, sem Maracanã, ouvindo minha princesa de 5 anos perguntar a toda hora: “Papai, quando vamos no jogo no Fluminense outra vez?”

O Fluminense fez – ou faz – quase tudo errado neste Brasileirão de 2016. Ou quase tudo para que estivesse fazendo um mau campeonato.

No início, o time era um dos apontados como favorito para brigar em cima. Carecia de um meia (que eu, inclusive, dizia que Diego, ex-Santos, era um ótimo nome disponível – o Flamengo também achou isso…), um lateral esquerdo (Fábio Santos estava dando sopa, o Galo pegou…). mas havia grupo com nomes e razoável talento suficientes para conseguir algo mais do que apenas fazer figuração.

De repente, viu-se sem seus dois jogadores que poderiam fazer uma diferença a mais, que o colocavam naquele patamar acima. Direta ou indiretamente, pelas mãos do treinador Levir Culpi o Flu perdeu Diego Souza e Fred.

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FUTEBOL ► “Xerém faz, diretoria vende”: considerações sobre uma faixa

12 de outubro de 2015 Deixe um comentário

protestoAo longo dos meus 50 anos, mais de 45 de arquibancada, já vi praticamente de tudo em relação ao que envolve o nosso futebol e em especial, claro, ao Fluminense. Daí teço abaixo algumas observações meio soltas particularmente baseadas em uma faixa – “Xerém faz, diretoria vende”, para mim reveladora – estendida por alguns torcedores do Fluminense há alguns dias. E escrevo do ponto de vista do torcedor comum, que não participa da política interna do clube, que do clube nada quer e que tem um amor incondicional, independente de resultados. O tipo de torcedor realmente está ao lado do clube na vitória e na derrota e que tem uma boa ideia de como se comportam as torcidas organizadas de um clube grande. 

Antes, porém, deixo claro que não sou contra manifestações AUTÊNTICAS e ESPONTÂNEAS por parte de torcedores de futebol como eu, inclusive. Mas é preciso saber separar o joio do trigo. Para o torcedor de arquibancada, na maioria das vezes, é fácil perceber o que é espontâneo e o que é orquestrado. Uma identificação que a mídia tem dificuldades de fazer ou prefere ignorar, já que comumente enfia tudo no mesmo saco e chama de torcedores qualquer grupo reunido em torno de uma ou duas faixas, seja lá com quais interesses e mesmo que claramente não reflitam a opinião da grande maioria de torcedores daquela agremiação.
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Categorias:Fluminense, Futebol

VIDA ► 50 anos em 10 crônicas – 10: “Ser Tricolor”

23 de agosto de 2015 Deixe um comentário

50 anosVou encerrar minha série de 10 colunas com mais uma de esporte. De futebol. De Fluminense. Poderia ser de política, vida, História, atualidade… mas são tantas! E tantos mais assuntos interessantes! Certamente não deixarei de reproduzir colunas sempre que o binômio vontade-tempo estiver a meu favor. Ou a favor do blog.

Esta última desta série de 10, então, chama-se “Ser Tricolor” e correu pela internet já há um bom par de anos. A autoria é dada a um tricolor chamado Nelson Goyanna.

Em forma de poesia, é um texto impossível de não tocar forte as emoções do torcedor que acompanha seu time ano a ano por toda sua passagem nesta vida. Continuar lendo…

Categorias:50 anos, Fluminense, Futebol

FUTEBOL ► Crônica de aniversário: “A Razão da Grandeza do Fluminense”, por Mário Filho

25 de julho de 2015 Deixe um comentário

flu_113O meu Fluminense aniversariou esta semana. Cento e treze anos de História.

Não me prendo mais – nem sei se alguma vez me prendi de verdade – a sair escrevendo conforme as coisas acontecem, por necessidade, conveniência, urgência, factualidade… Tipo presentes impostos.

Sabe aquele negócio de Dia das Mães, Dia dos Namorados…? Você se sente obrigado e coagido a comprar um presente apenas pela data imposta. Mesmo que seja uma pessoa mais parecida comigo, que gosta de comprar lembranças para quem gosta na base do “vi isso e me lembrei de você”. Independentemente de data.

E também assim evito, no calor das emoções, descalibrar meu texto, escrever sem o equilíbrio devido – o que obviamente faço vez por outra. Continuar lendo…