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RIO DE JANEIRO: Ah, mas se Rayanne fosse branquinha, lourinha, patricinha, de olhos claros e riquinha da Zona Sul carioca…

26 de dezembro de 2016 1 comentário

Rayanne Christini em reprodução do Facebook (O Dia)

Até o Papa seria chamado a intervir.

O Fantástico já teria passado os últimos domingos em pânico e o lixo chamado Veja já teria feito nova capa derramando sangue.

Mas Rayanne Christini era negra, pobre e morava na Baixada Fluminense. Tinha 22 anos e estava grávida de sete meses. Então seu sequestro em plena Central do Brasil não mereceu destaque na capa dos portais de notícias dos maiores grupos de comunicação do país – aqueles mesmos que comandam mais um golpe de estado no Brasil.

Não mereceu destaque porque Rayanne não era branquinha, lourinha, patricinha, de olhos claros nem foi sequestrada em Ipanema.

Foram mortos ela e seu bebê.

Com requintes de crueldade.

A notícia que você não viu na capa do Globo.com nem no UOL pode ser acompanhada pelo link a seguir do portal do jornal O Dia, que denunciou o caso desde seu início e solicitou informações ao pé de cada texto publicado:

Grávida desaparecida na Central do Brasil é encontrada morta

Não é a primeira vez que isso acontece. Nem a segunda. Nem a trigésima-quarta. Ou a centésima. Isso é padrão do “grande” jornalismo patronal brasileiro. A História registra isso. Basta pesquisar. A violência no Rio de Janeiro só começou a chocar a chamada grande mídia quando bateu às portas de quem tem grana, de quem tem “nome”. Continue lendo…

IMPRENSA ► “Veja”, a revista que mente

23 de setembro de 2010 1 comentário

A “Veja” é uma revista que mente. Isso é fato assumido pela própria revista.
Não estou falando por falar – ou escrevendo por escrever.

Certa vez, a “Veja” fez uma matéria longa com o visível propósito de desqualificar o livro de enorme aceitação popular “Medicina Alternativa de A a Z” (Carlos Nascimento Spethmamm, Edições Natureza). É fácil para um jornalista identificar um texto parcial e de segundas intenções como aquele.

A revista reuniu alguns médicos com depoimentos criticando a publicação e suas orientações. Provavelmente, especulo eu, por sua vendagem prejudicar uma ou outra publicação do grupo Abril ou de seus parceiros.

Já pensou? Se todo mundo começar a se cuidar naturalmente, muita gente vai sair no prejuízo.

Enfim, até aí morreu o Neves. Poder-se-ia até julgar honesto tudo o que foi publicado na matéria, concordando ou não. Poder-se-ia…

Se não fosse pela incrível e absurda observação no final do texto, dizendo que, em virtude da qualificação negativa do livro feita pelos médicos consultados, a partir daquela semana a revista “Veja” não mais incluiria “Medicina Alternativa de A a Z” em sua lista de livros mais vendidos!

É preciso dizer mais alguma coisa?

Se uma revista assume que mente sobre um fato, uma lista de livros mais vendidos, dados copilados de livrarias de grandes cidades, uma estatística, o que não podemos imaginar do resto?

Foi a última vez que folheei a “Veja”. Porque ler, mesmo, há muito já não lia.

Porque essa é a revista “Veja”, a revista que mente.

Nem é minha opinião, é fato.

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