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Posts Tagged ‘Carta Capital’

RELIGIÃO ► “Fora da justiça social não há salvação”: o paradoxo espírita

25 de julho de 2018 Deixe um comentário

Hoje peço licença ao autor, Franklin Félix, para reproduzir o oportuno e ponderado artigo “Fora da justiça social não há salvação”, publicado dia 23 passado, em sua coluna Diálogos da Fé, no site da revista Carta Capital.

Franklin é um dos idealizadores do Movimento de Espíritas pelos Direitos Humanos e aborda um assunto bastante pertinente ao meio espírita em geral, particularmente em terra brasileira, algo que entendo como um paradoxo entre crer e ser.

Não que outras religiões sejam perfeitas ou não vivam com suas próprias idiossincrasias, mas não são religiões às quais me dedico.

O espírita (ou o espiritismo) estuda a palavra de Jesus, acredita nela (ao menos diz acreditar…), mas não é raro vê-lo agir – seja em movimento grupal ou individualmente – de forma quase que diametralmente oposta. Leia mais…

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BRASIL ► “Eleição de Dilma é a maior vitória do lulismo no Brasil”, artigo de Paulo Cezar da Rosa na Carta Capital

1 de novembro de 2010 Deixe um comentário

Para ler no link original, publicado no site da Carta Capital, basta clicar aqui.

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Eleição de Dilma é a maior vitória do lulismo no Brasil

Paulo Cezar da Rosa31 de outubro de 2010 às 19:12h

Dilma venceu. Lula venceu. Depois do primeiro trabalhador, temos a primeira mulher na presidência do Brasil. Não foi uma vitória fácil

Fazer um balanço de uma campanha eleitoral ainda no calor dos acontecimentos é tarefa arriscada. Mas vamos ao desafio proposto por nosso editor.

Nova hegemonia – Estamos vivendo os primeiros dias de uma nova hegemonia no Brasil. Como dizia aquela música do Roberto e do Erasmo, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”. Agora, o Brasil tem um novo projeto de nação, capaz de ofertar oportunidades a todos os brasileiros. Daqui pra frente, crescimento econômico e justiça social não serão mais antagônicos, assim como sustentabilidade e desenvolvimento. O Brasil se lança no mundo moderno como um país capaz de enfrentar os desafios do mundo globalizado. Não é pouca coisa! Leia mais…

POLÍTICA ► “Por que apoiamos Dilma”, a declaração de voto da Carta Capital

13 de outubro de 2010 1 comentário

Com um pouco de atraso, mas ainda em tempo, reproduzo aí o artigo de Mino Carta em que o jornalista declara e justifica o apoio da Carta Capital à candidatura Dilma Rousseff. O link original está aqui.

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Por que apoiamos Dilma
Mino Carta
30 de setembro de 2010 às 10:38h

Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.

O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.

De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.

E aqui, em ocasiões diversas, esclareceuse o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.

E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.

Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.

Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio…

Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.

E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti. Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.

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O meu lado é esse. O da imprensa crítica e independente, pois sem isso não há credibilidade e credibilidade é tudo, não só no jornalismo como na vida.

Eu, aqui e em qualquer lugar, só escrevo ou endosso opiniões de acordo única e exclusivamente com o meu pensar, o meu entender das coisas.

Assim posso colocar minha cabeça no travesseiro e dormir com a consciência absolutamente tranquila de quem age e se manifesta em prol do que julga o melhor para todos. E não para atender a interesses menores.

Nesses casos, a intenção vale muito – e a boa intenção vale muito mais.

Do outro lado não é assim. Nunca foi.

É minha opinião.