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Posts Tagged ‘Copa do Mundo’

COPA DO MUNDO 2018 ► Tite errou como poucos na Rússia

24 de julho de 2018 1 comentário

Eu ia começar a escrever sobre a Copa do Mundo se referindo ao técnico brasileiro à base do “técnico autoajuda”. Mas, apesar de citá-lo, o termo me parece um tanto desrespeitoso e pode parecer a outros um outro tanto de pejorativo. E nada que se escreve por aqui se refere à pessoa, apenas ao treinador e ao seu trabalho à frente da seleção nacional.

Primeiro, em meu ponto de vista, deixo claro que entendo que o Brasil está para o futebol assim como os EUA estão para o basquete. Pela quantidade nitidamente superior de jogadores de qualidade que possui e que surge a cada temporada, nem um nem outro país pode entrar nas principais competições desses esportes achando que será cobrado como os demais países sem tantos recursos humanos. Por isso não por que se contentar com pouco.

Não que, no caso específico do Brasil, o país seja obrigado a vencer todas as Copas. Claro que não é isso. Só que não pode apresentar uma produção chinfrim como a que temos visto a cada quatro anos.

Mas isso é um problema macro do nosso esporte. Aqui as linhas são apenas sobre 2018. Leia mais…

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Rio 2016 ► É preciso ponderar: há muito de preconceito e interesses escusos nas queixas e cobranças à Rio 2016

9 de agosto de 2016 Deixe um comentário

rio_2016Assim como houve da Fifa em relação à Copa do Mundo de 2014 – que acabou se tornando a de maior sucesso entre os torcedores da História.

Há problemas, claro, estão aí para serem verificados, atacados e solucionados. Ponto. Isso é uma coisa. Outra é a maneira absolutamente fora do tom e até preconceituosa com que esses problemas são abordados por segmentos esportivos e midiáticos especialmente europeus.

Ou além, como as queixas fora do tom da chefe da delegação australiana ao chegar à Vila Olímpica. Uma coisa é reclamar e exigir com razão. Outra é ser mal-educada. Afinal, os australianos, como todos os povos do mundo, estão sendo recebidos aqui. Poderíamos retrucar dizendo que se não estiverem satisfeitos, o aeroporto é logo ali – bem pertinho de minha casa, aliás.

Duvido que fizessem o mesmo se tivessem semelhante problema em Londres. Até porque a Austrália faz parte do Reino Unido, não tem autonomia para tanto, certo? Enfim…

Certa vez, não lembro se antes da Copa do Mundo da África em 2010 ou do Rio em 2014… Continuar lendo…

VIDA ► 50 Anos em 10 jogos de Copa do Mundo

20 de fevereiro de 2015 Deixe um comentário

50dNão, não são os melhores, não há essa pretensão. Nem são as decisões, mesmo podendo ser. Nem são apenas 10 – como disse em post anterior, a vantagem de fazer a própria lista no próprio blog é determinar as próprias regras. Logo, esta lista de 10, na verdade, contém 11 jogos que, por um motivo ou outro, muito me marcaram nas Copas do Mundo que acompanhei, não sendo necessariamente “os” que mais me marcaram, mas os que recordei agora. Não valem, por exemplo, as muitas partidas de copas anteriores a 1970, partidas que vi em tape, mas de Copas realizadas antes de eu nascer. E diga-se de passagem, é uma lista de 11 que poderia ser de 15, 20, 23, 30… Continuar lendo…

FUTEBOL ► Se um elefante incomoda muita gente, no futebol brasileiro algumas verdades incomodam muito mais

Me chamou a atenção nesta semana uma declaração de Vampeta em entrevista no programa “Kajuru Pergunta”, do jornalista esportivo Jorge Kajuru. O programa é hospedado no portal UOL e o endereço dessa matéria é este link aqui.

A declaração é essa aí abaixo:

Muito interessante. De minha parte – e “ronaldices” à parte também -, sempre achei que, a princípio, vencera a final da Copa do Mundo de 1998 o melhor time. Simples assim. Eu vi o campeonato inteiro. Todos os jogos.

Mas no Brasil tudo serve como desculpa para derrotas. Jamais o adversário é valorizado. E teorias da conspiração proliferam nessas horas. Continuar lendo…

FUTEBOL ► Nada justifica que nos dias atuais o futebol brasileiro não adote o calendário europeu, só a vocação para perder dinheiro

16 de agosto de 2010 Deixe um comentário

Há muito tempo discute-se a necessidade do futebol brasileiro adotar o calendário europeu, mas sempre há vozes retrógradas e até carregadas de um bobo nacionalismo que se levantam em contrário. No profissionalismo globalizado de hoje, não adotar o calendário europeu é desperdício de dinheiro e de possibilidade de internacionalizar a marca dos nossos clubes. Fora a questão de que isso permitiria um maior planejamento para o Brasileirão, que tanto sofre com o sem número de jogadores transferidos para o Velho Mundo no meio do campeonato.

Eu cresci tentando acompanhar pelos jornais e pelo radinho de pilha os muitos amistosos que o Fluminense fazia fora do país, em especial na Europa, mas até no continente africano, e nos meses de julho e agosto. O Fluminense e todos os grandes do futebol nacional. Hoje, pesquisando o passado, é fácil observar que desde os anos 1950 até os clubes de menor expressão estavam sempre na estrada. No Rio de Janeiro, não era raro Bonsucesso, Bangu e Madureira aventurarem-se além-mar atrás de faturamento. Sempre foi assim. Até a já quase ditatorial gestão de Ricardo Teixeira à frente da CBF.

Coincidência ou não, de lá para cá o calendário brasileiro passou a não dar brechas aos clubes para faturar em excursões ao exterior. Pior: com o recesso europeu ocorrendo justo no momento em que o campeonato nacional engrena, passamos a sofrer com o até patético desmantelamento de nossos maiores clubes em meio à competição. A tal ponto que virou lugar comum dizer que o campeonato brasileiro só começa de verdade após o fim da janela de transferência do mercado europeu e do impacto que isso provoca por aqui. Ridículo.

Mas o que mais me irrita, particularmente, não é nem a perda de jogadores no meio da principal competição do futebol mais vezes campeão do mundo. É perder a oportunidade de internacionalizar o nome dos clubes brasileiros numa época globalizada e marcada por inúmeros torneios e amistosos internacionais na Europa, na Ásia e na América do Norte.

Assim, fomos obrigados a ver no pós-Copa do Mundo deste ano, por exemplo, um sem número de partidas envolvendo grandes clubes europeus e outros nem tanto de países nossos sul-americanos, mexicanos e até do segundo escalão do Velho Mundo.

Bastaria à CBF ter um mínimo de respeito e atenção com nosso futebol para adequar nosso calendário ao europeu. Assim nossos clubes poderiam, como nos velhos tempos, “fazer a Europa”. Poderiam, inclusive, sem muita dificuldade, contando apenas com competência e criatividade, fazer uma pré-temporada lá fora, se preparando para o Brasileirão e faturando um bom troco disputando jogos-treinos e amistosos em gramados estrangeiros, fossem nos EUA, na Europa..

Um dia, quem sabe a gente chega lá. Mas com certeza não será na gestão Ricardo Teixeira, porque não interesse para isso.

É minha opinião.

FUTEBOL ► Kaká: mais uma prova de que a mentira tem pernas curtas

13 de agosto de 2010 Deixe um comentário

Kaká sempre passou a imagem do jogador bonzinho, politicamente correto e, principalmente, temente a Deus, algumas vezes extrapolando ao misturar religião com sua atividade profissional. Mas os últimos meses têm revelado uma imagem que não condiz com uma pessoa que usa o nome de Jesus em praticamente cada discurso que faz.

Na recente Copa do Mundo da África do Sul, Kaká protagonizou um espetáculo absolutamente covarde, religiosamente preconceituoso e, acima de tudo, mentiroso. E que hoje soa ainda mais patético que na ocasião.

Após o jornalista Juca Kfouri escrever que o principal jogador da seleção brasileira enfrentava sério problema físico que poderia levar até à necessidade de cirurgia, comprometendo sua carreira, Kaká aproveitou uma coletiva de imprensa para, na vez de fazer sua pergunta o repórter André Kfouri, filho de Juca, atacar o pai do profissional de imprensa.

Foi covarde porque coletiva de imprensa numa Copa do Mundo não dá direito de réplica aos jornalistas. O profissional faz a pergunta e já passa o microfone para o seguinte. Não que André fosse fazer uso disso, até porque ele portou-se muito bem no decorrer de seu trabalho na África, sem jamais usar de seu espaço com um microfone frente às câmeras para sequer mencionar o incidente em suas reportagens.

Foi preconceituoso porque acusou Juca Kfouri de persegui-lo por ser ele, Juca, ateu e Kaká ser evangélico. Veja o paradoxo: sob pretexto de uma suposta perseguição religiosa de que estaria sendo vítima, ele, Kaká, é quem comete um ato de preconceito religioso explícito, usando a falta de religiosidade de Juca para desqualificá-lo e fazer a grave acusação de perseguição religiosa.

E foi mentiroso porque, como já declarara logo após a competição, jogou mesmo com dor, inclusive recebendo infiltrações. E o balde derramou mesmo agora que o médico belga Marc Martens, que o operou, disse que sua carreira inclusive esteve em risco – como Juca Kfouri havia escrito.

Hoje, 13 de agosto, Kaká se vê completamente desacreditado em suas declarações e ainda apela para o abominável discurso de que fez isso pelo Brasil. Ora essa…

Acho muita mentira e pouca verdade para alguém que vive com Jesus na boca, mas que, como muitos, não mostra O ter em suas ações.

É minha opinião.