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Posts Tagged ‘Flamengo’

FUTEBOL ► “O Árbitro”, por Eduardo Galeano

“O árbitro é arbitrário por definição. Este é o abominável tirano que exerce sua ditadura sem oposição possível e o verdugo afetado que exerce seu poder absoluto com gestos de ópera.

Apito na boca, o árbitro sopra os ventos da fatalidade do destino e confirma ou anula os gols. Cartão na mão, levanta as cores da condenação: o amarelo, que castiga o pecador e o obriga ao arrependimento, ou o vermelho, que o manda para o exílio.

Os bandeirinhas, que ajudam, mas não mandam, olham de fora. Só o árbitro entra em campo; e com toda razão se benze ao entrar, assim que surge diante da multidão que ruge. Seu trabalho consiste em se fazer odiar.

Única unanimidade do futebol: todos o odeiam. É vaiado sempre, jamais é aplaudido.

Ninguém corre mais do que ele. É o único obrigado a correr o tempo todo. Continuar lendo…

RIO 2016 ► Das lágrimas do grande campeão ao americano boa praça: 10 momentos para o livro de recortes

1 de setembro de 2016 Deixe um comentário

rio_2016Antigamente havia o hábito de recortar jornais e revistas para lembrarmos coisas que não queríamos esquecer. Que queríamos sempre recordar.

Hoje, com o avanço tecnológico que vivemos, nem sei se esse hábito ainda existe (ou resiste).

Eu fazia muito isso em relação às Olimpíadas, por exemplo. Pobre da minha mãezinha que tinha que aturar aquele juntar sem fim de páginas amarelando anos a ano.

Hoje salvamos tudo em HDs, pen-drives, nas nuvens…

Até o dia em que um cataclismo derrube os servidores de todo o planeta… Mas isso é outra história.

Fato é que decidi marcar alguns momentos especiais dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Bons momentos.

Não vi tudo de todos os esportes como gostaria, claro. Mas de tudo que vi decidi registrar alguns momentos que me marcaram e dos quais me lembro neste momento em que teclo. Continuar lendo…

VIDA ► 50 anos em 10 crônicas – 8: “Quem Seca o Próximo Vira Massa de Manobra”

24 de julho de 2015 Deixe um comentário

50 anosMeu texto seguinte – crônica, conto ou o que seja que decidi liberar para entrada nesta lista – é do jornalista Sidney Garambone e trata de um assunto muito em voga no futebol: o ódio substituindo o amor.

O texto foi escrito após a vitória do Fluminense sobre a LDU na final da Libertadores de 2008 e a sequente derrota tricolor na disputa de pênaltis.

Lembro a sanha odiosa tomada em especial por torcedores do Flamengo – que aparentavam um estágio absolutamente apoplético – com a possibilidade do Fluminense conquistar a Taça Libertadores. Continuar lendo…

FUTEBOL ► Maracanã, 25 de junho de 1995: Fluminense 3 x 2 Flamengo

25 de junho de 2015 1 comentário

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No Jornal da Manchete daquela chuvosa noite de 1995, o botafoguense Márcio Guedes, então comentarista da emissora, deixava de lado o hábito de avaliarmos a grandeza das conquistas esportivas à distância do tempo e afirmava o que seria confirmado com o passar dos anos: “Foi o maior Fla x Flu da História!”

Hoje, 20 anos depois, o “Fla x Flu do Século”, “O Fla x Flu do Gol de Barriga”, “O Fla x Flu Tricolor do Centenário do Flamengo”, “O Fla x Flu da Dança do Aílton com Charles Guerreiro”, “O Fla x Flu do ‘Ame o Rio'” ou qualquer um de seus epítetos continua a ganhar ares cada vez mais míticos.

E eu estava lá. Continuar lendo…

FUTEBOL CARIOCA ► Afinal, quem protagonizou o primeiro chororô?

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Estava eu outro dia navegando por aí na grande rede quando me deparei com matéria sobre o livro “Jogo do Senta: a verdadeira origem do chororô”, do jornalista botafoguense Paulo Cezar Guimarães. Parece um belo trabalho de pesquisa sobre um jogo que desde criança me espantou: o jogo em que o Flamengo, aparentemente cansado de levar gols do Botafogo, sentou em campo.

Foi a percepção que tive ainda criança ao ler as primeiras matérias sobre o jogo. E sempre me admirei com o fato do Flamengo, além de não ter sido eliminado, ter conquistado o campeonato daquele ano. Tipo “o crime compensa”. Continuar lendo…

FUTEBOL CARIOCA ► Missão dada, missão cumprida 2: a recompensa

24 de abril de 2015 Deixe um comentário

Wagner do Nascimento MagalhãesNo exemplar (para alguma coisa há de servir de exemplo…) futebol carioca é assim: bons serviços prestados são plenamente reconhecidos e recompensados.

Assim, a prestigiada FERJ “sorteou” para sua final dos sonhos do Rubão 2015 os árbitros Wagner do Nascimento Magalhães e Luís Antônio Silva dos Santos, o incrível Índio.

Ambos os referees elogiadíssimos por suas performances no que parece um interminável torneio de mau e suspeito futebol.

Vão receber um polpudo troco para soprar o apito nos dois jogos decisivos. E talvez possam usar esse extra para estudar um pouco mais as leis do futebol – desde que se interessem por cumpri-las melhor.

Nós, tricolores, não podemos esquecer suas premiadas atuações este ano. Continuar lendo…