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Posts Tagged ‘futebol brasileiro’

FUTEBOL ► Internacional x Luverdense é mais uma pá de cal sobre o cadáver do futebol brasileiro

19 de julho de 2017 Deixe um comentário

A esta altura todo mundo que acompanha futebol já sabe da lambança que ocorreu no final da partida do Internacional contra o Luverdense em Porto Alegre por mais uma rodada da série B do Campeonato Brasileiro.

O Internacional tropeçava mais uma vez em casa, novamente com um futebol sôfrego, com seu capitão D’Alessandro às raias da histeria, quando a arbitragem entrou em ação e deu um decisivo gol da vitória no final da prorrogação.

É, porque todo jogo em casa do Colorado na série B tem prorrogação…

O lance, sinteticamente: um atacante foi lançado em posição de impedimento e partiu em direção à bola. O auxiliar levantou a bandeira, o juiz não entendeu ou não concordou, o auxiliar se arrependeu ou quis confirmar – não importa o que ele diga depois, o que vale é a impressão que ele passou na hora – e simplesmente invadiu o campo acenando seu instrumento de trabalho e desviando toda a atenção da zaga do Luverdense, que parou no lance enquanto Sua Senhoria pateticamente tentava mandar o jogo seguir.

Lance de pelada.

Só que em pelada isso dá até em tiro. Leia mais…

FUTEBOL ► Frágil punição ao Vasco incentiva violência nos campos do país

19 de julho de 2017 Deixe um comentário

Me desculpe meu compadre, me desculpe minha esposa, me desculpem vascaínos queridos afins, mas a pena imposta ao Vasco pelo vandalismo na partida contra o Flamengo realizada em São Januário é um sinal verde para a violência – já exacerbada – que ronda o futebol brasileiro.

Seis jogos de punição, com perda de mando de campo, não é uma pena – é uma piada.

De mau gosto.

Daqui a duas semanas esses seis jogos viram duas cestas básicas.

Outra piada de mau gosto – mas esta ao menos não ameaça o torcedor.

E ninguém foi preso, claro. Leia mais…

FUTEBOL ► Nada justifica que nos dias atuais o futebol brasileiro não adote o calendário europeu, só a vocação para perder dinheiro

16 de agosto de 2010 Deixe um comentário

Há muito tempo discute-se a necessidade do futebol brasileiro adotar o calendário europeu, mas sempre há vozes retrógradas e até carregadas de um bobo nacionalismo que se levantam em contrário. No profissionalismo globalizado de hoje, não adotar o calendário europeu é desperdício de dinheiro e de possibilidade de internacionalizar a marca dos nossos clubes. Fora a questão de que isso permitiria um maior planejamento para o Brasileirão, que tanto sofre com o sem número de jogadores transferidos para o Velho Mundo no meio do campeonato.

Eu cresci tentando acompanhar pelos jornais e pelo radinho de pilha os muitos amistosos que o Fluminense fazia fora do país, em especial na Europa, mas até no continente africano, e nos meses de julho e agosto. O Fluminense e todos os grandes do futebol nacional. Hoje, pesquisando o passado, é fácil observar que desde os anos 1950 até os clubes de menor expressão estavam sempre na estrada. No Rio de Janeiro, não era raro Bonsucesso, Bangu e Madureira aventurarem-se além-mar atrás de faturamento. Sempre foi assim. Até a já quase ditatorial gestão de Ricardo Teixeira à frente da CBF.

Coincidência ou não, de lá para cá o calendário brasileiro passou a não dar brechas aos clubes para faturar em excursões ao exterior. Pior: com o recesso europeu ocorrendo justo no momento em que o campeonato nacional engrena, passamos a sofrer com o até patético desmantelamento de nossos maiores clubes em meio à competição. A tal ponto que virou lugar comum dizer que o campeonato brasileiro só começa de verdade após o fim da janela de transferência do mercado europeu e do impacto que isso provoca por aqui. Ridículo.

Mas o que mais me irrita, particularmente, não é nem a perda de jogadores no meio da principal competição do futebol mais vezes campeão do mundo. É perder a oportunidade de internacionalizar o nome dos clubes brasileiros numa época globalizada e marcada por inúmeros torneios e amistosos internacionais na Europa, na Ásia e na América do Norte.

Assim, fomos obrigados a ver no pós-Copa do Mundo deste ano, por exemplo, um sem número de partidas envolvendo grandes clubes europeus e outros nem tanto de países nossos sul-americanos, mexicanos e até do segundo escalão do Velho Mundo.

Bastaria à CBF ter um mínimo de respeito e atenção com nosso futebol para adequar nosso calendário ao europeu. Assim nossos clubes poderiam, como nos velhos tempos, “fazer a Europa”. Poderiam, inclusive, sem muita dificuldade, contando apenas com competência e criatividade, fazer uma pré-temporada lá fora, se preparando para o Brasileirão e faturando um bom troco disputando jogos-treinos e amistosos em gramados estrangeiros, fossem nos EUA, na Europa..

Um dia, quem sabe a gente chega lá. Mas com certeza não será na gestão Ricardo Teixeira, porque não interesse para isso.

É minha opinião.